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Try Fest: O risco compensa

Por Miguel Branco
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No próximo sábado dá-se a edição zero de um festival que mistura arte e música electrónica no centro de Lisboa. Fizemos o reconhecimento ao recinto, escondido em pleno Príncipe Real, e garantimos que o Try Fest é uma tentativa que tem tudo para correr bem

Chama-se Try Fest e vai tentar com muita força ser um sucesso. Mais precisamente durante nove horas sem parar. Entre as 17.00 de sábado e as 02.00 de domingo, no Real Picadeiro do Colégio dos Nobres, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), realiza-se este festival de música electrónica acompanhada por live painting e exposições de street artists e ilustradores.

E se a Avenida das Palmeiras, que vai dar a uma das entradas do Jardim Botânico de Lisboa é já um postal clássico da cidade, este edifício erguido em 1759 para dar aulas de equitação e de esgrima aos alunos do Colégio dos Nobres, nem tanto. Hoje declarado como imóvel de interesse público, o pavilhão com 19 metros de altura tem capacidade para 1500 pessoas. E aí será montado o palco por onde vão passar nomes como Jayda G, Munk, Darksunn, Glue e outros. Se quisermos fazer um paralelismo com outros festivais lisboetas, podemos dizer que o Try Fest promete ser uma espécie de Lisb-On, mas menos verde.

Mas vamos ao espaço. É difícil não ficar boquiaberto com o tamanho absurdo do Picadeiro e não perguntar como é que não acontecem mais eventos aqui. “A decoração e as luzes vão transformar aquilo que estás a ver”, avisa-nos Joana Horta, produtora do evento, a par de Frederico Cardoso, garantindo que que foi difícil convencer o MUHNAC a acolher o Try Fest. “No início não foi fácil, depois lá abraçaram a ideia e perceberam que também podem ganhar. Vamos ter pessoas presentes que vão querer fazer eventos aqui. Queremos ser um bocado Paredes de Coura em Lisboa, termos a nossa assinatura como primeiros a trazer aquele artista, ou os primeiros a fazer um festival naquele sítio.”

Além da música, há a arte, que conta com curadoria dos portugueses Kruella D’Enfer e AkaCorleone. O Try Fest apostou na ilustração e na street art, e Frederico Cardoso garante que, em próximas edições, desejam “trazer mais arte contemporânea” ao evento. Quanto à música, Frederico explica que procuraram “abrangência, o que não foi fácil na hora de criar o line-up. Vais ter o Darksunn com grandes clássicos do hip-hop, como vais ter a Jayda G, que é uma abordagem muito mais soul e disco, coisas com um registo bastante diferente, e isso vai ser engraçado, dá uma singularidade ao festival. É claro que é um risco gigante, mas o que queremos é fluidez e diversidade, ter gente de vários estilos”.

É esse risco, diz-nos, que deu origem ao nome do festival: Try Fest. “É que temos muita oferta em Lisboa actualmente, se calhar até demais”, reconhece Frederico. Mas o Try Fest quer tentar fazer melhor.

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