Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right O novo programa de Ricardo Araújo Pereira sabe a pouco

O novo programa de Ricardo Araújo Pereira sabe a pouco

“Gente Que Não Sabe Estar” põe a sátira à actualidade política no centro das atenções. E bem. Quatro estrelas.

Gente Que Não Sabe Estar
Por Eurico de Barros |
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★★★★☆

Juntos ou avulso, os Gato Fedorento fazem muita falta na televisão, e ao humor português. Gente que Não Sabe Estar (TVI, Dom 21.30) marca o regresso do grupo em formato incompleto (Ricardo Araújo Pereira + dois), reforçado por uma mão-cheia de jovens humoristas.

O programa assemelha-se aos talk shows americanos que pululam em vários canais de cabo, mas em formato muito mais maneirinho e com Araújo Pereira a fazer de pivô. E põe no centro das atenções a sátira à actualidade política, que teve residência fixa no Parque Mayer ao longo de muitas e felizes décadas, mas com a agonia deste, e o (relativo) desinteresse das novas gerações de humoristas de stand-up, tinha-se vindo a evaporar lentamente dos palcos e das televisões.

É um deleite ver Ricardo Araújo Pereira a metralhar a classe política em peso, certeiramente no alvo e sem medo do politicamente correcto. Este modelo mais tradicional é complementado por manifestações e sketches de nonsense de recorte pythoniano (ver a incrível entrevista com um braço do primeiro programa) e mais consentâneas com as raízes do humor de Araújo Pereira e dos Gato.

A nossa única queixa é que Gente que Não Sabe Estar sabe a pouco. Quando começa a engrenar, acaba. Metam-lhe mais 10 ou 15 minutos, que agradecemos.

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