Tijolo
RITA CHANTRE
RITA CHANTRE

Do pilates à cerâmica: as melhores coisas para fazer nos Anjos

O bairro desenvolveu-se e tem hoje mais atractivos para quem lá vive ou vem de outras zonas da cidade. Ora veja.

Mauro Gonçalves
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Quem viu os Anjos e quem os vê. Por estes quarteirões não falta o que fazer – há restaurantes e cafés, há bares, sobretudo especializados em vinho, e até abundam as opções para quem quer fazer compras. A colar todas estas peças está a agenda do bairro. Cortar o cabelo numa barbearia com mais de 60 anos, fazer uma tatuagem, ir a uma aula de pilates ou aprender a moldar o barro numa aula de cerâmica são apenas algumas das opções que tem à disposição. Vá por nós e aventure-se: estas são as melhores coisas para fazer nos Anjos.

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O que há para fazer nos Anjos?

  • Coisas para fazer
  • Lisboa

É o primeiro estúdio de pilates dinâmico a abrir nos Anjos e veio devolver a vida a um espaço que estava fechado há já dez anos. Lá dentro, os metros quadrados não abundam, mas foram suficientes para que Nadia Negm, ex-atleta olímpica de nacionalidade egípcia, e o marido instalassem uma zona de máquinas Reformer e, no andar de cima, uma sala para aulas no tapete. A escala do sítio faz parte da experiência. O casal quer manter o acompanhamento o mais personalizado possível, razão pela qual existem apenas cinco máquinas e oito tapetes. Isso e os laços com a vizinhança. Não é por acaso que a primeira coisa a saltar à vista é o balcão da recepção, coberto de fragmentos de azulejos em tons de azul e branco. Vieram da Cortiço & Netos, que fica um pouco mais abaixo.

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Um atelier de arquitetura que se queria abrir à rua e ao bairro: assim nasceu a Antecâmara. O atelier é o Campos Costa Arquitetos, que reabilitou uma antiga padaria, tirando o que tinha sido acrescentado e repondo o que estava no projecto de obra. Para a arquitectura ficou o interior – o espaço dos fornos e salas de amassadeiras. A galeria e rádio Antecâmara, essa, está à frente, virada para a rua, onde antes se vendia o pão, num rés-do-chão de gaveto, com vitrines para duas ruas.

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  • Lisboa

A Base Organizada da Toca das Artes nasceu como extensão natural de um projecto que já existia desde 2016, fundado por músicos e técnicos de som. A associação, criada por Paula Soares, começou por tratar sobretudo de questões administrativas e de facturação, mas depressa sentiu necessidade de ter uma casa própria. Hoje, acolhe não só ensaios e residências como também se afirma como palco de concertos e outras experiências artísticas. A BOTA nunca se limitou à música. Ao longo dos últimos anos já recebeu dança, performances, exposições e até teatro. Esta diversidade está no centro da missão da associação, que promove projectos culturais e pedagógicos interdisciplinares e acolhe artistas locais e internacionais em contacto directo com a comunidade.

O espaço, com diferentes configurações possíveis, pode receber entre 30 e 150 pessoas. Essa versatilidade permite momentos mais intimistas, mas também noites mais cheias e pulsantes. Há ainda uma componente gastronómica simples, pensada em função dos concertos: sopas, tostas, quiches e pizzas acompanham um bar pequeno, que funciona em sintonia com a programação.

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Para aprender a dançar o tango, o melhor é descer aqui. Literalmente: desce as escadas e vai dar a um dos espaços onde a reabilitação do bairro começou (na altura, funcionava aqui o Sou). Além do tango, há aulas de pilates, yoga, tap dance, swing e capoeira. À noite, tem concertos regulares e a cada duas semanas pode testar a cultura geral no Bus Quiz.

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  • Compras
  • Tatuagens e piercings
  • Lisboa

É um dois em um: à entrada, a Casa Tigre assemelha-se a uma pequena loja, com peças de roupa oficiais e ainda exemplares personalizados por artistas. À medida que avançamos no espaço, entramos na segunda sala, onde se tatua segundo o estilo tradicional americano. A música faz parte do cenário, afinal, falamos numa casa fundada em 2021 por Paulo Furtado, também conhecido como The Legendary Tigerman, Afonso Rodrigues, vocalista dos Sean Riley & the Slowriders, e Luís Raimundo, vocalista dos The Poppers. Em suma, três animais de palco. É lá que encontramos a arte sobre a pele de Douglas Cardoso, mas também de Cunha Wiki Mouse e Alex Edwards.

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  • São Vicente 

A Passevite foi criada em 2015, como galeria independente, mas também atelier, dos pintores Paulo Robalo e Mathieu Sodore e dos designers Daniel Nascimento e Rui Lourenço. O espaço tem uma programação própria, com exposições individuais e colectivas de autores nacionais e internacionais, de vários géneros artísticos. Há dias em que a Passevite se transforma em Cine-Passevite – vira sala de cinema e projecta curtas-metragens de alunos de escolas de cinema e de realizadores portugueses.

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  • Saúde e beleza
  • Barbeiros
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É um clássico do bairro. Há quase 60 anos que Júlio Pais corta cabelos e desfaz barbas nos Anjos. Mas que não se confunda este impressionante número com os que o barbeiro já soma de carreira. Tendo em conta que, quando para aqui veio, já trazia clientela fidelizada de outro ponto da cidade, são muito mais o tempo de profissão do que aquele estabelecido em nome próprio. Por estas cadeiras passam homens de todas as idades – crianças, jovens adultos, senhores de meia idade e contemporâneos do proprietário, hoje com 88 anos. Não trabalha sozinho. A filha, também ela especialista neste ofício, é o braço direito e garantia da continuidade do negócio.

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  • Lisboa

No meio de bares de vinhos e petiscarias, o Tijolo destaca-se. O nome não é apenas uma alusão à rua, mas também uma pista sobre o que aqui se faz – a cerâmica. Ana Maria Lopes foi quem chegou primeiro, logo em 2021, ano de abertura do estúdio. Além de dar forma às próprias pessoas, o espaço ainda sobrava, razão para abri-lo a outros ceramistas. Hoje, é uma espécie de cowork especializado (mas também com vertente de loja), onde muitos dos que já dominam a técnica vêm sujar as mãos e aquecer o forno. Mas há mais. Mariana Espadaneira já foi aprendiz, hoje é o braço direito de Maria. Juntas introduzem outros principiantes ao maravilhoso mundo da cerâmica de autor. Há aulas durante toda a semana. A maioria vem só mesmo dar uns primeiros toques no barro, mas há quem lhe apanhe o gosto e siga o plano curricular até ao fim.

Mais para descobrir em Lisboa

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Em Carnide, Benfica, na Ameixoeira ou no Lumiar, nos Olivais, na Ajuda e nas Laranjeiras, dando ainda um salto a Odivelas, encontrámos oito aldeias dentro da cidade. São pequenas bolsas de resistência a um modo de vida acelerado e ruidoso, das grandes superfícies e dos semáforos.

  • Coisas para fazer

Já imaginou como seria marcar cestos numa obra de arte urbana? Em Lisboa e noutras localidades da área metropolitana, não precisa de imaginar: pode mesmo fazê-lo. Há cada vez mais campos desportivos, a maior parte exclusivos à prática de basquetebol, transformados em obras de arte. Com intervenções a cargo de artistas como Akacorleone, Mário Belém, Samina ou até mesmo Joana Vasconcelos, são um regalo para os olhos.

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