Maria Food Hub, Anjos
Rita Chantre | Maria Food Hub
Rita Chantre

Comer divinalmente? É nos melhores restaurantes dos Anjos

É o bairro do momento e muito devido à oferta gastronómica. Por isso, da próxima vez que for aos Anjos, vá com apetite.

Mauro Gonçalves
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Já sabemos como é que funciona: se houver onde comer bem, tudo o resto vai atrás. Foi o que aconteceu com os Anjos, que de bairro maioritariamente residencial se transformou num roteiro gastronómico dentro da própria cidade (entre outros atributos, claro). E com novos espaços a surgir. Há opções para todas as horas do dia, incluindo cafés cheios de pinta. Das ementas tradicionais aos sabores do mundo, das refeições que demoram e demoram aos balcões para comer e andar, prove e conclua: que bem que se come nos Anjos.

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Os melhores restaurantes dos Anjos

  • Lisboa

Paragem obrigatória para carnívoros de aquém e além-bairro: há carne de novilho no carvão, mirandesa, wagyu e maturada, tudo no ponto. O preço depende do corte e do peso, claro está. Os acompanhamentos são à parte. Deixe as aves, o porco e o peixe para outra altura. Criado em 1953, o restaurante foi inteiramente remodelado (e até o nome original, Carvoaria Jacto, foi encurtado), razão pela qual ninguém lhe dá a idade que realmente tem. Se apanhar fila à porta, tenha paciência – a cerveja ajuda sempre a esperar.

  • Cafés
  • Lisboa

Um porto seguro do bairro. Nuno Pereira e Inês Araújo tinham aberto há pouco a Casa Amarela, ao Rato, quando se juntaram ao arquitecto Luís Carvalho e ficaram com o Brick. Mantiveram o brunch que fez a clientela na primeira vida da casa e começaram a trabalhar na cozinha com influências asiáticas, peixe fresco e produtos sazonais. As sobremesas são caseiras, há cerveja artesanal e vinho, sumos do dia e ambiente de bairro.

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  • Italiano
  • Lisboa
  • preço 1 de 4

Assim que entramos, sentimos o aconchego de uma casa italiana. Cheira a massa fresca, a música é alegre e o ambiente descontraído. Nas prateleiras, há frascos com molhos, pacotes de massa e garrafas de vinho. A ardósia anuncia os pratos, que incluem relíquias gastronómicas de Bolonha, e os preços são amigos da carteira. Além da massa fresca, que pode ser acompanhada com uma das várias opções de molhos, há sobremesas e uma lista de bebidas diversificada. Também é possível comprar a massa fresca para levar e preparar em casa. O CaJa tem dez lugares no interior e mais uns quantos na esplanada e funciona apenas a quatro mãos: as da chilena Catalina (Catita) no serviço e as do marido Bubacar, quase sempre na cozinha.

  • Lisboa

Inspirado na gastronomia asiática, o miso caramel latte é um dos pedidos mais frequentes no Casa Casa. Pode ser frio ou quente, com café ou matcha. Mas a lista é bem mais extensa – há cappuccino, americano e o coffee cloud, um café forte típico do Vietname com leite condensado de coco. Na sala da entrada, estão proibidos os computadores, para que o ritmo seja mais fluido e as conversas possam acontecer sem medos. Para provar, também sem medos, há a tosta de kimchi, que, além da couve fermentada, leva uma mistura de queijos, mel e salada, e bowls: de frango, com vegetais, húmus, quinoa, guacamole e pickles; ou vegetariana, com base de quinoa, vegetais, húmus, abacate, ovo cozido e pickles.

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  • Lisboa

Conhece o Dallas do Cais do Sodré, a hamburgueria original desta pequena cadeia lisboeta? Este não tem nada a ver. Abriu em 2024, serve as especialidades da casa, mas num espaço muito mais pequeno, onde, além da cozinha, sobram apenas alguns lugares do lado de fora do balcão, que está virado directamente para a rua. Ainda assim, com o desejo de comer um hambúrguer aperta, o Dallas está lá para servir os caprichos de quem anda pelos Anjos.

  • Lisboa

Se há coisa que não falta aqui é vegetação, entre mini palmeiras, suculentas, cactos e outras plantas bem verdinhas penduradas em floreiras, outras mais coloridas. Há mesas em madeira antiga e um balcão feito com portas em tons pastel. A essência do Fauna e Flora, o café e restaurante que abriu no final de 2017 no eixo Madragoa-Santos e se tornou um sucesso para pequenos-almoços e brunches à la carte, escolheu os Anjos na hora de abrir uma segunda morada. No cardápio, conte encontrar tudo o que o estômago adora e o Instagram aplaude – panquecas, bowls e sumos coloridos.

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  • Lisboa

Ao fim da tarde, a esplanada fica composta em menos de nada. Ajuda que o Rude, dos mesmos donos, dois números abaixo, se tenha estabelecido no bairro, mas não é só isso. As pizzas têm grande destaque na carta, mas resumir o Finória a uma pizzaria seria redutor. Aqui, a pasta é feita todos os dias, tanto para a carbonara, como para o ravioli com porcini, asiago e trufa, ou para a lasanha com ragu e cogumelos. Entre as pizzas que levam tomate na base e aquelas que levam mozzarella, há cerca de duas dezenas de opções, além de quatro calzones. Por fim, um conselho em jeito de provocação: não deixe de espreitar a casa de banho. Sem revelar muito, foi feita dentro da câmara frigorífica do talho que antes existiu aqui. 

  • Lisboa

Se a intuição lhe diz que o nome deste café é inspirado numa certa diva da música brasileira, está certa. O tropicalismo, a música, mas também a ponte com outras formas de arte fazem do Gal um sítio único no bairro. A começar pelo menu, repleto de opções veganas, especialização que atrai clientela de todos os pontos da cidade. Ao almoço, saem bowls, tostas, sandes e um prato da semana que, uma vez por mês, traz de volta aquele que já é um ex-líbris da casa – a feijoada brasileira vegana, tão saborosa quanto a receita original, com farofa de banana, chouriço vegano e seitã caseiro. No separador da cafetaria não faltam os clássicos, ainda que haja espaço para bebidas bem mais exibicionistas, como o iced strawberry matcha latte. Tudo isto num ambiente descontraído e com arte nas paredes. As pequenas exposições vão rodando.

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  • Japonês
  • Lisboa

“Neste Hachi Kare-ya (cuja tradução literal significa “loja de caril 8”, sendo 8 o número da porta), segue-se a opção do molho de caril, pelo que temos, então, um pedaço de carne frita sobre uma poça de molho densa, aveludada e viscosa.” As palavras, em jeito de introdução, do crítico da Time Out, contêm o essencial para quem visita este pequeno restaurante pela primeira vez. Provado o prato estrela da casa, pode sempre aventurar-se nas entradas, como as asinhas de frango picantes com molho à base de soja, a barriga de porco em molho agridoce e o entrecosto especial da casa.

  • Lisboa

"Lembram-se do tempo em que dizíamos que as melhores pizzas de Lisboa eram as do rio, sem pestanejar? Pois bem, passaram umas décadas e hoje temos de pensar para responder", escreveu o crítico da Time Out depois de visitar esta pizzaria tingida de cor-de-rosa. Na Jezzus, servem-se pizzas de fermentação natural, com cereais, farinhas e ingredientes locais. O resultado é uma pizza ligeira, fácil de digerir e com um toque português. A sugestão vai para a pizza à Bulhão Pato, inspirada no tradicional prato português de amêijoas; ou para a Judas dos Açores, para os mais permissivos no que toca a ananás na pizza.

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  • Lisboa

O espaço foi outrora uma concorrida padaria. De portas fechadas há vários anos, renasceu em 2021 como Maria Food Hub, um espaço com mais do que uma vocação, que quer reunir e expor o que de melhor se faz no bairro, da gastronomia às artes. A comida – local, sazonal e saborosa – é ponto de encontro para residentes e visitantes. A inspiração é internacional, os ingredientes são predominantemente portugueses. De segunda a domingo, de manhã à noite (a cozinha está aberta quase 12 horas), há sempre saladas, bowls, hambúrgueres e diversos outros petiscos. Ao pôr-do-sol, a combinação-chave é ostras e vinho.

  • Lisboa

A história deste edifício remonta ao século XIX, mas foi em 2023 que esta residência da aristocracia lisboeta abriu portas como boutique hotel. O restaurante e o bar não recebem apenas hóspedes. A cozinha funciona todo o dia e, mais recentemente, foi adicionada a opção de bruch ao cardápio. É servido todos os dias, entre as 11.00 e as 15.00 e, se tiver sorte com o tempo, poderá degustá-lo no jardim do antigo palácio, onde ainda brilham os azulejos originais desta nobre casa. Com os ovos no centro, o menu inclui os clássicos Benedict, mas também um bagel de slamão fumado, atum braseado em bolo do caco ou uma salada de pera caramelizada com batata doce e ricota. Mas é no separador das panquecas que mora a verdadeira extravagância. Altas e fofas, chegam à mesa acompanhadas de creme de queijo, frutos vermelhos e merengue, mas também nas versões com crème brûlée, gelado de baunilha da Nannarella e caramelo salgado, ou com creme de coco, manga e lima.

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  • Italiano
  • Lisboa

"A pasta com pistáchio e citrinos, por exemplo, foi uma lufada fresca de Médio Oriente sobre tortiglioni, que são rigatoni para adultos, mais grossos e sulcados." As palavras são do crítico da Time Out, aquando da sua visita à Pastaria. Na cozinha está João Frazão, ex-concorrente do Masterchef, em 2022, já na altura com uma predilecção por massas frescas.

  • Asiático contemporâneo
  • Lisboa
  • preço 1 de 4

Eis uma gastronomia incomum, mesmo para uma cidade que já sabe bem o que é multiculturalidade à mesa. Focado na cozinha macaense, o Patuá já vai na segunda morada. Agora no topo do bairro, esta cozinha continua sem se fechar no receituário deste antigo território português. Em vez disso, explora intercepções com outras culinárias, como é o caso da tailandesa, da chinesa e da japonesa. Em 2021, o crítico da Time Out passou por lá e atestou: "O Patuá é uma tasca asiática sem modernices, mas com autenticidade criativa. Come-se lá maravilhosamente e por um preço mais do que justo. Altamente recomendável. A revisitar muitas vezes." Em Dezembro de 2024, mudou de casa, mas não foi longe.

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  • Lisboa

Em Maio de 2023, abriu o primeiro Stack, em Alcântara. Cedo vieram os elogios e, cerca de um ano e meio depois, os três sócios decidiram abrir um restaurante propriamente dito. A carta acabou por crescer, com mais um hambúrguer. Ao original, que leva pickles, cebola, mostarda e ketchup, e ao House, mais apimentado, com alface iceberg, maionese e o molho da casa, junta-se o Exit, uma ode ao hambúrguer norte-americano, inspirado no “animal style” vendido pela cadeia de fast-food In-N-Out. Este último leva cebola caramelizada, pickles e o molho stack. Todos unidos por duas fatias de pão de batata artesanal. 

  • Lisboa

Nesta cozinha de sanduíches, o britânico Jake Goosen é o chef de serviço. Mais do que uma forma rápida de forrar o estômago, aqui a sandes é promovida a especialidade gastronómica. No fundo, como resume, é como pegar nos vários ingredientes de um prato e colocá-los entre duas fatias de pão. Com criatividade e alguma experimentação, o antigo chef da Tasca Pete junta ingredientes e trabalha-os na cozinha, até chegar às receitas de conforto que enaltecem a qualidade dos produtos. Há cinco sanduíches no menu – Cubano, a rainha das sandes, é uma mistura compacta e com camadas bem definidas de fiambre fumado, carne de porco desfiada, queijo provolone, maionese picante, salsa verde e mostarda, Tosta Mista, outro êxito da ementa, junta fiambre fumado, brie e provolone, maionese, pimenta e alho negro; Jerk Chicken, que completa o trio de sanduíches quentes, também conhecidas como tostas, com coxas de frango assadas, salsa de abacaxi, sour cream fumado e cheddar. A Smokey Veg e a Lemon Zuke, ambas servidas em focaccia, completam o cardápio. A primeira, vegana, leva cenoura e beterraba assada, pesto de miso fumado, alface, tomate seco, pepino e babaganoush. A segunda, a mais fresca, junta curgete, queijo de cabra e parmesão, limão, manjericão e noz pecan.

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  • Lisboa

O nome é bem português. Já o menu pode calhar de estar virado para si em inglês. Mas não tem a mais remota hipótese de ser mal servido neste restaurante de boa comida e ainda melhor ambiente. A cozinha é viajada e pode ir de Portugal a Itália, de Espanha ao México, do Médio Oriente ao Japão – que é como quem diz do choco grelhado com batatinhas ao murro à focaccia e aos arancini de pato, do ajo blanco aos tacos de camarão à la diabla ou de chile poblano, dos falafel à katso sando. Mas é possível que encontre na carta esquites, ceviche, pica-pau, moamba ou labneh. A oferta vai mudando. Portanto, o melhor é ir com companhia, pedir tudo e partilhar (há uma mesa grande onde cabem grupos maiores). Nos vinhos, também não falta diversidade para treinar um palato verdadeiramente internacional.

  • Churrasco
  • Lisboa

O segredo desta churrasqueira está no molho com que se lambuzam os pitos acabados de sair da grelha. Um piripíri de inspiração indiana que faz a síntese desta casa: frango moçambicano, picante indiano, atendimento brasileiro. Para acompanhar com batata frita e arroz basmati bem seco. O espaço é muito pequeno, halal (não serve álcool) e ponto de encontro da comunidade muçulmana local.

Não vá já! Guarde um espacinho para estes cafés

  • Padarias
  • Lisboa

O cheiro a pão e bolos toma conta deste troço da rua. Há quase dois anos que esta padaria e pastelaria francesa se tornou paragem de rotina nos Anjos. Uns vêm pelo pão, de fermentação lenta e feito na cozinha de produção, no Beato, com farinhas biológicas vindas de França. Outros chegam atraídos pelos bolos e croissants de aspecto irrepreensível. Há quem venha ainda pelo café, já que todas as semanas há novos blends a chegar à Lully 1661. Interessa saber que aqui se come a praticamente todas as horas do dia e que o espaço – o segundo de três em Lisboa – está prestes a crescer. Na parte de trás está a nascer um restaurante com 30 mesas, que tem abertura prevista para o final de Outubro. Até lá, entretenha-se com as sanduíches de comté e fiambre francês ou com canelé, pequeno bolo fofo de crosta estaladiça, feito com rum, típico de Bordéus.

  • Cafés
  • Santa Maria Maior

Jadwiga e Ricardo abriram o Malabarista ainda em 2020, com a vontade de servir café de especialidade no bairro dos Anjos, feito com grão da casa, torrado pela Olisipo Lisboa, ou com os grãos da torrefacção espanhola Right Side. Entretanto, também os bagels se estrearam no menu e nunca mais foram a lado nenhum. Para rechear pode escolher queijo creme, manteiga de amendoim e doce, queijo de cabra e mel ou tomate e pesto vegan caseiro.

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  • Lisboa

O espaço idealizado por Loren Oakley nasceu nos Anjos, há quatro meses. O Smooch, que abriu juntamente com a namorada, Karen Finster, é a soma de muitas das referências trazidas de Londres, onde o casal convivia de perto com as últimas tendências do mundo do fitness. Aqui não se treina, mas as receitas são pensadas para quem se preocupa com a boa forma física. O que se vê é um interior claro e luminoso. Quem quiser agarra no pedido ao balcão e segue viagem, quem não quiser ocupa um dos vários lugares disponíveis – para comer, mas também para trabalhar. Lá dentro, as especialidades dividem-se entre sanduíches – suporte alimentar que Loren foi explorando ao longo do tempo. O blissberry já é um clássico matinal, com morango, mirtilos, banana, sementes de chia, leite de coco e coco ralado.

  • Lisboa

A pequena fachada facilmente passa despercebida. Yeyeh abriu aqui um café, pensado à imagem e semelhança das pequenas lojas do país onde cresceu. Depois de alguns meses a vender bolos em mercados, os tradicionais wheel cakes (ou bolos roda) de Taiwan ganharam uma montra fixa. No Taiyaki Café também se serve chá – um oolong também muito bebido do outro lado do mundo – e café, mas são os doces taiwaneses que mais convidam a entrar. Por muito fofa e arejada que seja esta massa, o que move a grande maioria das pessoas é o momento em que saboreiam o creme que está no interior. Os recheios de creme de pasteleiro e de feijão azuki são clássicos, enquanto a matcha, o chocolate, o milk tea e a Nutella com banana são fórmulas próprias. Sobra espaço para uma última sugestão, o único bolo salgado do menu, com recheio de queijo e ovo.

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  • Cafés
  • Lisboa

Entrar no Thank You Mama é como entrar na cozinha de casa. Cheira a chocolate e a café. No centro, há uma ilha de madeira com bancos altos, atrás estão o lavatório e a loiça e à frente, junto à janela, umas mesas que convidam a ficar para mais uma chávena. Neste espaço informal, mas bonito, que contempla ainda uma sala para artistas exporem os seus trabalhos e para workshops relacionados com a transformação dos grãos de café e cacau, todos são bem-vindos, incluindo amigos de quatro patas. Aqui, a estrela é o café, mas há bagels e babka para acompanhar. Do lado de fora, também há sítio para sentar – bancos corridos virados para a rua mais movimentada do bairro.

Pelos bairros de Lisboa

  • Coisas para fazer

É uma das grandes áreas residenciais da cidade e uma das mais procuradas pelas camadas jovens. Um dos motivos está no preço médio por metro quadrado da freguesia, claro, facto que também terá atraído ao território pequenos negócios, ateliers de artistas e projectos experimentais nos últimos anos.

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  • Compras

Quantas vidas tem o Cais do Sodré? A resposta depende do tipo de programa que quer fazer. À noite, é um bairro cheio de possibilidades – dos copos de final de tarde às noitadas que só acabam em plena luz do dia. Se o objectivo for alimentar-se, saiba que é possível ir a praticamente todos os continentes sem sair destes quarteirões, para não falar dos locais que cruzam petiscos e música em perfeita harmonia

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