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Arlei Lima | Rude, nos Anjos
Arlei Lima

O que é que se bebe aqui? Pergunte ao balcão dos melhores bares nos Anjos

Nem só de vinho vive este bairro. Há também cerveja artesanal, cocktails e um terraço secreto.

Mauro Gonçalves
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Os finais de dia nunca mais foram os mesmos nos Anjos, desde que a zona se tornou numa espécie de capital dos bares de vinhos dentro da cidade. São seis – pelas nossas contas – e todos eles acompanham as respectivas cartas, umas mais extensas do que outras, com uma ementa de petiscos. Os queijos e enchidos são reis, mas também há conservas e salgadinhos. Alguns são também garrafeiras, ou seja, pode escolher o vinho que lhe apraz e degustá-lo no recato do lar. Mas há copos para além do vinho. No bairro, também se bebem cervejas artesanais e cocktails de autor. É beber para crer nos melhores bares dos Anjos.

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Os melhores bares nos Anjos

  • Lisboa

Os ingredientes são, pelo menos, três – copos, música e plantas, muitas plantas. Além de café, bar de cocktails, espaço para concertos, para DJ sets, para dançar e para exposições, A Mata também serve pequenos petiscos. Por arrasto veio também a agenda cultural que pode ser acompanhada através do Instagram.

  • Lisboa

Primeiro, surgiu o espaço, uma excelente esquina a unir a Forno do Tijolo com a Rua de Moçambique. Só depois a ideia de fazer dele uma garrafeira, mas onde o vinho também sai a copo e acompanha agradavelmente certos petiscos – lulas em tinta com salada de batata e funcho, tábuas de queijos e enchidos, salada de espargos, queijo azul e amêndoas ou batatas fritas com salpicão (tudo devidamente condicionado pela época do ano). A Casa Farta vive em torno de um balcão corrido, cercado de bancos. É ali que se joga conversa fora, sempre de copo na mão, e se resolvem os dilemas sobre que vinho levar para casa. São à volta de 160 referências, todas portuguesas e de todo o Portugal. Praticamente todo o vinho que se vê nas prateleiras é feito por pequenos produtores, não se admire, por isso, que, numa segunda visita, já tenha outras garrafas para se tentar.

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  • Lisboa

É, provavelmente, o segredo mais bem guardado dos Anjos, além de ser também o mais improvável dos pontos de encontro para amigos e vizinhos. Desde 2018 que o Sant Jordi, um hostel localizado num antigo convento de freiras, começou a dinamizar o terraço que tem nas traseiras. Depois da pandemia, as coisas ficaram mais sérias. Montou-se um bar à altura e apostou-se numa agenda de DJs e festas temáticas. Hoje, passam-se aqui animados serões. A cerveja é em conta, há petiscos para evitar fraquezas e a carta de cocktails divide-se entre os clássicos e as receitas da casa que vão começar a ser servidas durante o mês de Outubro.

Aqui, cabem muitas coisas. Há mercados de moda, flash tattoos, transmissões de jogos de futebol e até sessões de desenho à vista. É ficar de olho no Instagram e saber que, no Imperial Garden, há noites mais concorridas do que outras – o Halloween e a Passagem de Ano, por exemplo, já são grandes eventos.

  • Lisboa

À primeira impressão, o Nata é um bar de vinhos muito moderno. Concluímo-lo sem grandes hesitações. E não é só por causa do balcão e dos bancos em inox, do chão em microcimento ou por ter os vinhos da semana escritos com um marcador sobre um espelho. Abbie Gill idealizou este espaço para ser mais do que uma garrafeira. Embora os vinhos estejam na base do projecto, a agenda mensalmente partilhada no Instagram dá-lhe outra vida. Vinhos, são 120 todos naturais ou orgânicos. Os rótulos portugueses podem estar em maioria, mas não são os únicos a ter lugar nestas prateleiras. Há vinhos espanhóis, italianos, húngaros e muitas outras fronteiras para atravessar. Acima de tudo, Abbie quer contar a história de cada pequeno produtor e surpreender os clientes com sabores, tons ou proveniências diferentes do habitual. Entram nesta categoria os vinhos produzidos por mulheres, uma secção em crescimento, mas também os rosés, os espumantes e os vinhos laranja, que suscitam cada vez mais a curiosidade de quem entra no wine bar.

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  • Lisboa

Uma advogada francesa, uma viagem reveladora e uma paixão inesperada. Assim se resume a história d'O Pif, bar de vinho a copo que também distribui garrafas pela cidade. Entre rosé, tinto, branco e espumante, encontramos aqui dezenas de referências. Todas portuguesas, de pequenos produtores e de pouca intervenção, escolhidas a dedo por Adélaïde Biret. A copo, os vinhos disponíveis vão rodando e vêm para a mesa, no interior ou na esplanada, acompanhados de uma garrafa de água e de azeitonas temperadas. Para complementar, há queijo e outros petiscos como burrata artesanal, rillettes com picles e chouriço de porco preto cru com kimchi, que incluem sempre um cesto de pão.

  • Lisboa

Será o pão? Será o vinho? Dois sócios, um ribatejano e um nortenho, juntaram-se em 2021 para abrir O Primo do Queijo. Viviam no bairro e sabiam perfeitamente o que lhe estava a faltar – um sítio despretencioso, onde as pessoas se pudessem juntar ao final do dia para beber um copo e petiscar. Dito e feito. Hoje, esta petiscaria com esplanada é uma casa dedicada aos clássicos portugueses, daí que os pedidos mais frequentes envolvam tábuas de queijos e enchidos, empadas de cozido e a grande especialidade – a sandes de presunto e queijo da serra. O sucesso foi tal que, em 2024, abriram um segundo espaço na porta ao lado. Chama-se Madrinha, partilha a mesma esplanada, mas vai um pouco mais além na missão de servir os petiscos tradicionais portugueses. Afinal, é um restaurante e tem cozinha.

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  • Lisboa

O Rosie’s é um espaço intimista onde podemos experimentar sabores novos, desde os vinhos laranja da Cosmic, uma vinha na Catalunha, mas também um Negroni Genial e, se se sentir ousado, alguns espumantes. Também há cerveja e vinho sem álcool, caso não esteja para aí virado. Tudo escolhas da australiana Sophie Doran, a proprietária.

  • Lisboa

Abriu no final de 2022, com cerca de 40 referências de vinho nacionais de pouca intervenção – rudes, vá. Tudo para acompanhar queijos, enchidos, conservas, molhangas várias e até ostras. O vermelho nas paredes e as pinturas de figuras despidas e de copo na mão são só uma amostra do arrojo do espaço. A grande esplanada é a escolha certa para os dias de sol.

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  • Lisboa

De portas abertas na Rua Andrade, a poucos metros do Largo do Intendente, o Sputnik é mais um bar especializado em cerveja artesanal. Das torneiras brota maioritariamente cerveja portuguesa, mas nos frigoríficos encontram-se latas e garrafas de todo o mundo. O acompanhamento musical é pesado e anda frequentemente entre o punk-hardcore e o metal.

Ambrósio, apetecia-me tomar algo

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  • Comida

O salto para o desconhecido faz parte do encanto, tal como a vontade de conhecer novas pessoas, e explica o renascimento dos supper clubs em Lisboa. Mas não é menos importante a procura por novas experiências gastronómicas, mais íntimas e à medida, de um lado, e a necessidade de liberdade e de procura por uma vida melhor na cozinha, sem os longos, duros e rígidos horários de um restaurante, do  outro. No final, chefs e clientes encontram-se, sem grandes intermediários, em jantares  abertos, mas fechados, em localizações quase sempre secretas.

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