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Fotografia: Arlindo Camacho

Os melhores sítios para jantares de grupo em Lisboa

Já merecemos os convívios de volta, ainda que não possamos baixar a guarda. Siga as regras e aponte estes restaurantes para jantares de grupo em Lisboa.

Escrito por
Cláudia Lima Carvalho
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Vamos lá cambada, mas não é para andarmos todos à molhada. O tempo é de reencontros e festa e de jantares de grupo com a família, com os amigos ou os colegas. Juntemo-nos, ao vivo e a cores, sem perder a noção das regras. Nos restaurantes da moda ou nos clássicos de sempre, há menus de grupo que nos facilitam a vida na hora da escolha. Em alguns dos restaurantes, não tem sequer que se preocupar com as horas porque a festa começa logo a seguir ao jantar. À procura de restaurantes para jantares de grupo em Lisboa? Siga este roteiro.

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  • Bares
  • Cais do Sodré

A partir de: 25€ por pessoa

Há jantares que se querem mais atrevidos. E é por isso que no Museu Erótico de Lisboa (MEL), que nasceu no espaço do antigo Sabotage no Cais do Sodré pelas mãos do grupo que havia criado a emblemática Pensão Amor, a vergonha fica à porta. Apesar do nome, da excentricidade da decoração e dos detalhes, isto não é um museu, antes um bar onde também é possível afagar o estômago com pratos que pedem apenas o uso de mãos e boca. O mesmo é dizer que aqui não há talheres – lá está, já diz o ditado que quem tem vergonha passa mal. É numa das pinturas da parede que se avista um pequeno recorte de uma janela. É a janela de uma sala privada que se esconde no piso superior do MEL. Com capacidade para receber 16 pessoas, tem uma vista privilegiada sobre o espaço, mas pode também assegurar a privacidade de quem a reservar. O menu inclui seis pratos para partilhar, como o queijo canhota cremoso assado com mel e alecrim e tostas de brioche, as costeletas de borrego marinadas em especiarias e salmorejo e o bacalhau na brasa, com pil pil e pimentos assados. A sobremesa pode ser um cone de maracujá e chocolate branco ou um fondant de chocolate, malagueta e flor de sal.

  • Restaurantes
  • Italiano
  • Avenidas Novas
  • preço 3 de 4

A partir de: 25€ por pessoa

Há sempre alguém no grupo que responde “pizza!” quando a pergunta é sobre o que jantar. O problema é que, por mais consensual que possa parecer, pizza não alegra sempre toda a gente. A pensar nisso, o Provincia é a opção certeira. No restaurante que o Grupo Non Basta abriu há cerca de um ano, a comida italiana continua a ser o foco, mas a carta é mais alargada, destacando-se a proximidade à horta – o nome não é um acaso, mas uma forma de trazer o campo para a cidade. No menu de grupo, que não inclui bebidas, há duas entradas para partilhar, entre a bruschetta de tomate e paleta de porco preto alentejano, verduras na grelha, burrata e molho romesco ou tártaro de novilho com trufa fresca. Já nos pratos principais, é possível escolher a pizza rústica, mas também lagartos de porco ibérico com batata confitada e panzanella ou arroz de Alcácer com lingueirão. No final, há bolo de chocolate com caramelo salgado, mascarpone batido com baunilha, tiramisù e sorbet de limão.

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  • Restaurantes
  • Chinês
  • Parque das Nações

A partir de: 30€ por pessoa

Esqueça os jantares entre amigos nos restaurantes all you can eat em que tem de se levantar uma data de vezes para encher o prato. No Old House, o restaurante chinês tantas vezes elogiado pela Time Out, os menus de grupo (há sete) são verdadeiros banquetes com pratos para dividir por toda a gente. E o melhor é que nunca falta espaço – o restaurante tem capacidade para 180 pessoas, mas pode reservar uma sala privada para si e nove amigos. A arquitectura do espaço permite abrir e fechar salas, criando vários ambientes. E para comer? O menu mais barato inclui, entre outra mão cheia de sugestões, bife desfiado à moda antiga, frango em cubos com amendoins, pato desfiado na caçarola e couve chinesa salteada. Água, chá e vinho também entram na conta.

  • Restaurantes
  • Lisboa

A partir de: 49,50€ por pessoa

No Verão, depois de umas longas obras, o Solar dos Presuntos reabriu maior e mais moderno. Espaço para juntar um grupo não falta, num dos muitos recantos do restaurante, mas na nova ala, que nasceu no lugar da antiga garrafeira, e que vai muito para além desse espaço, há uma sala privada que pode ser reservada a pedido, e que garante a máxima privacidade – fica já a saber que é aqui que fica o cofre que guarda os vinhos mais especiais da casa. Com o menu mais em conta, vai encontrar na mesa logo à chegada pão, manteigas caseiras, queijo da Ilha, presunto pata negra, chouriço, vinagrete de polvo, pastéis de bacalhau, escabeche de perdiz e rissóis de camarão. Seguem-se umas mini-pataniscas de bacalhau como entrada e o afamado arroz de lagosta e gambas. Para sobremesa, há doce da avó Luísa ou salada de frutas. E não falta nem o Alvarinho para acompanhar, ou não fosse esta a casa da “alta cozinha de Monção”.

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  • Restaurantes
  • Lisboa

A partir de: 30€ por pessoa

Em poucos meses, o Maria Food Hub tornou- -se ponto de paragem obrigatória nos Anjos, independentemente da hora. De manhã à noite (a cozinha está aberta quase 12 horas), são muitas as vidas que se vivem por aqui. A inspiração da carta é internacional, mas os ingredientes são predominantemente portugueses. As ostras, estrela dos finais de tarde, entram no menu, pensado para grupos e que, conforme a escolha, pode ter dois ou três pratos principais, como o bacalhau no forno com pesto Maria ou o magret de pato com frutos vermelhos. A sobremesa está incluída, bem como as bebidas. E quer saber uma curiosidade que vem mesmo a calhar para o tempo frio? Há vinho quente com especiarias. No menu acima, que tem o preço de 40€, é ainda oferecido um cocktail. De fora, o espaço parece pequeno, mas não se assuste: Maria esconde segredinhos em forma de salas privadas.

  • Restaurantes
  • Português
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
  • preço 2 de 4

A partir de: 35€ por pessoa

Se o que gostava mesmo era de receber um grupo de amigos em casa, mas não tem espaço para isso ou não quer lidar com a desarrumação a seguir, o Faz Frio tem a solução perfeita. No primeiro andar deste restaurante no Príncipe Real, esconde-se o Faz Parte, uma sala de estar para almoços ou jantares recatados de grupo, um espaço onde só entram mesmo os convidados. A sala, que em nada se parece com um restaurante, mas sim com uma casa privada, tem capacidade para 24 pessoas – o limite mínimo é de 10/12 pessoas, consoante o menu pretendido. Há três opções (35€, 50€ e 75€) e todas incluem couvert, entrada, prato principal, sobremesa e bebidas. Conforme o preço, maior poderá ser o número de pratos na mesa. Mas não pense que fica mal servido com o menu de 35€: nas entradas pode escolher entre meia desfeita, croquetes de alheira, sopa, ou uma tábua de presunto e queijo; e nos pratos principais há pica-pau de alcatra e ovos rotos, abanicos de porco com batata frita, ou pica-pau de atum com batata assada e cebolada de gengibre.

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  • Bares
  • Cervejaria artesanal
  • Cais do Sodré

A partir de: 20€ por pessoa

Dois anos depois de ter assumido os comandos da Musa da Bica, Leonor Godinho saiu do pequeno bar da cervejeira, onde os petiscos sempre se distinguiram, e a cozinha foi entregue a Pedro Abril e Tiago de Lima Cruz, parceiros de Leonor no colectivo New Kids On The Block. Para a época dos jantares de grupo, a dupla preparou o que melhor sabe: um conjunto de pratos arrojados para serem partilhados. São eles: tacos de peru, maçã assada e pickles de castanha; filhós, punheta de bacalhau e romã; croquetes de bacalhau com natas; bolo-rainha, iscas de pato; tacos de cogumelos, castanha e chocolate; abóbora assada com iogurte e nozes; sonhos de tangerina e moscatel; e ananás assado e granizado de canela. Só tem de escolher se quer quatro (20€), seis (25€) ou os oito pratos (30€) – deixe as contas das doses nas mãos de quem sabe e não torça o nariz ao nome dos pratos, não há quem não fique a lamber os dedos. As bebidas não estão incluídas.

  • Restaurantes
  • Alcântara

A partir de: 35€ por pessoa

No Descarado é certo que o jantar vai acabar fora de horas e na pista de dança. E a grande vantagem é que nem é preciso sair do restaurante para isso. Abriu nas Docas, onde antes ficava o Doca Peixe, e à noite o ambiente consegue ser muito boémio. No andar de cima, com uma lareira para os dias mais frios, as mesas desaparecem para dar espaço à pista de dança. Não é de estranhar, por isso, a aposta forte nos cocktails. Mas isso não significa que a comida é deixada para trás. Pelo contrário. Para os jantares de grupo, há vários menus, conforme o que se queira comer e gastar. O menu Atiradiço (35€), por exemplo, inclui couvert, croquete, salada de polvo coreana, medalhão de corvina e panacota de coco e maracujá. As bebidas não estão incluídas, mas nada como partilhar um jarro de sangria – além das clássicas branca e tinta (5€/copo, 13€/1 litro, 20€/2 litros), há uma selecção que inclui vinho verde e Porto (17,5€/1 litro, 30€/2 litros) ou Aperol e Hendricks com espumante Sexy Brut (55€/1,5 litro). 

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  • Restaurantes
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A partir de: 17€ por pessoa

A experiência começa logo à entrada. “Onde é que cabe aqui um grupo para jantar?” Se ninguém perguntou, é provável que alguém o tenha pensado. Afinal, o Comadre engana. A estética vintage poderia propor uma viagem no tempo, mas a verdadeira odisseia começa num armário com um espelho que esconde uma passagem para um admirável mundo novo, ao estilo de Nárnia. Ao abrir a porta misteriosa, há uma sala ampla inspirada nos pubs de Berlim, com paredes rústicas e mobília em segunda mão, mas não é tudo. Descendo ao piso inferior, há um gabinete de curiosidades e duas salas privadas. Para os jantares de grupo, são várias as opções, todas elas pensadas para uma refeição feita em partilha. A mais económica, inclui, além do couvert (tostas de focaccia, pink manteiga e azeitonas), uns ovos mimosa, uma burrata com legumes da época, cebola roxa, romã, cebolinho e pão turco, um hummus com o mesmo acompanhamento, e um halloumi panko com molho de pimentos e cebolinho. O doce é um cannelé (bolinho francês) de caramelo salgado e chantilly. As bebidas não estão incluídas, mas há jarros de cocktails como o Moscow Mule (27€), com vodka, sumo de lima e ginger beer.

  • Restaurantes
  • Português
  • Carnide/Colégio Militar

A partir de: 30€ por pessoa

Nem só de novos restaurantes vive um foodie. Eis um clássico que não desilude e que oferece ao grupo um espumante se o motivo for de festa (claro que é) – é só avisar no momento da reserva. O menu é bem composto e inclui alguns pratos famosos da casa, muito apreciada pela boa cozinha tradicional. Se num há açorda de gambas e picanha fatiada na grelha, no outro come-se um arroz de peixe e umas plumas de porco preto do montado alentejano. Antes disso, há pão, manteigas, patés, queijo de ovelha e presunto e para finalizar mousse de chocolate, leite creme, salada de fruta, bolo de bolacha ou baba de camelo (as bebidas e o café estão incluídos). Se quiserem manter a tradição, o engravatado do grupo pode deixar a sua gravata para que a decoração do restaurante possa ser renovada.

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  • Restaurantes
  • Lisboa

A partir de: 35€ por pessoa

Ali junto ao Mercado de Arroios, Os Papagaios levantaram novo voo, quase três anos depois de a aventura ter começado. Joana Amado, a jornalista que decidiu fazer vida na restauração, já não está sozinha, estando agora na cozinha o chef Frederico Carvalho, com experiência em vários restaurantes da cidade. Se é verdade que o restaurante não está aberto ao jantar, também é verdade que pode abrir para receber um grupo de amigos (entre 10 e 22 pessoas). A ideia é não ter um menu fechado para que cada refeição seja pensada em conjunto com o grupo, ajustando-se a todas as ocasiões. Ainda assim, há três opções à escolha (35€, 45€ ou 55€), variando pratos e quantidade. Prepare- -se para provar alguns dos bestsellers da casa, como o parmentier de confit de pato com azeite de trufa, o caril thai de gambas, o bife maturado à Papagaios ou a sopa rica de peixe – água, vinho, café ou chá estão sempre incluídos. Se tiver alguma outra ideia, não hesite em atirá-la para a conversa: por aqui, com jeito, tudo se faz.

  • Restaurantes
  • Português
  • Bairro Alto

A partir de: 35€ por pessoa

O Insólito mudou e já não é um restaurante. Parece agora a toca do coelho de Alice no País das Maravilhas. Há espelhos e portas que não abrem e que simulam realidades paralelas, quadros virados ao contrário e objectos que já só se encontram em casa dos nossos avós. Até aqui tudo estranho, porque normal é uma palavra feia e aborrecida. E o jantar de grupo é tudo menos igual. Não é para se estar sentado, embora o possa fazer, tanto no interior, onde uma lareira acolhedora aquece uma sala, como no exterior, com vista para a cidade. A comida é finger food e há sete momentos: de um tártaro de beterraba, noz em pickle e folhas de sisho, a uma gamba do Algarve, pele de frango e algas ou uma tábua de queijos e enchidos. Também há um menu para um jantar sentado e mais composto (40€). As bebidas não estão incluídas, mas é possível acrescentar um pacote (por mais 20€ por pessoa).

Novidades em Lisboa

  • Restaurantes
  • Italiano

Do risotto e das pizzas em forno de lenha à massa fresca, não esquecendo a burrata, o tiramisù e as bebidas típicas, como o limoncello, o aperol ou o negroni. Os portugueses ainda dizem "ciao" e "prego" à gastronomia vinda de Itália, que continua a ser uma das favoritas e indispensáveis na oferta da cidade. Prova disso são os vários restaurantes italianos em Lisboa que apareceram nos últimos tempos e aos quais não faltam clientes, ansiosos por uma boa dose de hidratos de carbono.

  • Restaurantes
  • Japonês

A vida retoma a (quase) normalidade e as novidades gastronómicas sucedem-se em Lisboa. Nos últimos meses, apareceram na cidade e arredores novos restaurantes japoneses que prometem dar que falar – na verdade, alguns já têm dado e a prova disso é a dificuldade em arranjar mesa. Há propostas arrojadas onde reina a fusão e casas onde manda a tradição, sem grandes espalhafatos. Há preços em conta, mas também contas que podem pesar mais porque os restaurantes não são todos iguais – e ainda bem que assim é.

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