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Godard, Seul le Cinéma
Jean-Louis SWINERSGodard, Seul le Cinéma

Doclisboa: 11 filmes para ver em 11 dias de festival

O Doclisboa abre a 6 de Outubro e encerra a 16. Percorremos os quase 300 filmes da programação e escolhemos 11, tantos quantos dias tem o festival.

Escrito por
Eurico de Barros
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Na edição em que comemora 20 anos de existência, o DocLisboa, que decorre entre os dias 6 e 16 de Outubro, vai mostrar 281 filmes, com 47 estreias mundiais e 28 internacionais. Os filmes portugueses são 44, espalhados pelas várias secções, com 12 deles compondo a Competição Portuguesa. As salas que acolhem o festival são a Culturgest, o Cinema São Jorge, a Cinemateca, o Cinema Ideal e o Museu do Aljube. As retrospectivas deste ano vêm dedicadas ao cineasta brasileiro Carlos Reichenbach, nome destacado do chamado Cinema Marginal do seu país, e ao tema A Questão Colonial. Seleccionámos 11 títulos, um por cada dia que dura o festival.

A programação completa pode ser consultada aqui.

Recomendado: Cinema alternativo para ver em Lisboa

Doclisboa 2022: os filmes a não perder

Terminal Norte

De Lucrecia Martel

A realizadora argentina Lucrecia Martel abre o Doclisboa 2022 com este documentário rodado na sua terra natal de Salta, em 2020, durante o confinamento da pandemia, onde acompanha um grupo de mulheres artistas que desafiam a opinião dos outros, sendo conduzida por uma delas, Julieta Laso.

Cinema São Jorge – Sala Manoel de Oliveira. 6 de Outubro (Qui) 21.00

In Fields of Words: Conversations with Samar Yazbeck

De Raina Stephan

Samar Yazbeck é uma escritora síria que teve que se exilar no estrangeiro por causa da guerra. A documentarista Raina Stephan conversa aqui com ela, sobre temas como a possibilidade da literatura e do cinema conseguirem expressar com justeza a tragédia da guerra.

Culturgest. 9 de Outubro (Dom) 16.00 | Cinema São Jorge – Sala 3. 11 de Outubro (Ter) 14.00

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A Morte de uma Cidade

De João Rosas

O autor de Entrecampos instala-se no centro de Lisboa, no edifício onde existiu uma tipografia, que vai ser demolido para lá serem feitos apartamentos de luxo. Para João Rosas, esta é a imagem chapada da morte de uma certa Lisboa, e filma o estaleiro das obras e os que lá trabalham.

Cinema São Jorge – Sala Manoel de Oliveira. 10 de Outubro (Seg) 19.00 | Cinema São Jorge – Sala 3. 15 de Outubro (Sáb) 11.00

JFK Revisited: Through the Looking Glass

De Oliver Stone

Três décadas depois do seu controverso filme, o realizador de JFK regressa ao caso do assassinato do presidente John F. Kennedy, apresentando aqui novas provas incluídas em documentos desclassificados recentemente pelo governo dos EUA. E vem afirmar que aquilo que era uma “teoria da conspiração” é agora um “facto de conspiração”.

Culturgest. 11 de Outubro (Ter) 21.30

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The Fire Within: A Requiem for Katia and Maurice Krafft

De Werner Herzog

Katia e Maurice Krafft eram um casal de carismáticos vulcanólogos franceses que morreram em 1991, no Japão, durante uma erupção no Monte Unzen. Werner Herzog faz-lhes uma homenagem neste documentário, para o qual teve acesso sem reservas ao vasto e rico arquivo dos Krafft, composto por mais de 200 horas de imagens.

Cinema São Jorge – Sala Manoel de Oliveira. 12 de Outubro (Qua), 18.45 | Cinema São Jorge – Sala 3. 14 de Outubro (Sex) 14.00

The Harder they Come

De Perry Henzell

Rodado em 1972 pelo realizador, escritor e activista político jamaicano Perry Henzell, The Harder they Come foi a primeira longa-metragem feita no seu país, inspirada no cinema de fundo social e de blaxploitation americano. O cantor de reggae Jimmy Cliff interpreta um músico vindo do campo para a capital, Kingston, em busca da fama, acabando por se transformar num criminoso.

Cinema Ideal. 7 de Outubro (Sex) 18.30

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Cinekomix!!! Neil Gaiman/ José Carlos Fernandes/ Tommi Musturi

De Edgar Pêra

Ao longo de muitos anos, Edgar Pêra entrevistou vários importantes autores mundiais de banda desenhada, para uma série de televisão de 13 episódios, um para cada artista. O Doc exibe três deles, sobre o inglês Neil Gaiman, o português José Carlos Fernandes e o finlandês Tommi Musturi.

Cinema São Jorge – Sala Manoel de Oliveira. 11 de Outubro (Ter) 19.00

Godard, Seul le Cinéma

De Cyril Leuthy

Pouco antes da morte de Jean-Luc Godard, o francês Cyril Leuthy fez este documentário centrado na obra do realizador de O Acossado (que lhe pôs como condição falar dos filmes mas não da sua vida), e onde recolheu também depoimentos de colaboradores, amigos e amantes, como Marina Vlady, Macha Méril, Julie Delpy ou Daniel Cohn-Bendit.

Cinema São Jorge – Sala Manoel de Oliveira. 13 de Outubro (Qui) 19.00

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Bowling Saturn

De Patricia Mazuy

Antiga montadora de Agnès Varda, Patricia Mazuy já assinou filmes como Saint-Cyr ou Sport de Filles. Este Bowling Saturn é o mais recente, um drama familiar com tintas de thriller. Um agente da polícia herda um salão de bowling do pai e decide cedê-lo ao seu meio-irmão, que teve uma vida agitada até aí. Mas as coisas não vão correr pelo melhor.

Culturgest. 16 de Outubro (Dom) 16.45

Garotas do ABC

De Carlos Reichenbach

Este foi o antepenúltimo filme do brasileiro Carlos Reichenbach, rodado em 2003. Aurélia é uma jovem e bonita negra, que vive no subúrbio do ABC, zona de fábricas têxteis e indústrias de metalurgia de São Paulo. É operária, idolatra Arnold Schwarzenegger e namora com Fábio, um rapaz ligado a um grupo de extrema-direita.

Cinemateca – Sala Félix Ribeiro. 13 de Outubro (Qui) 19.00

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Objectos de Luz

De Acácio de Almeida e Marie Carré

O filme de encerramento do Doclisboa é assinado pelo histórico director de fotografia português Acácio de Almeida e sua mulher, Marie Carré. Não é um documentário convencionalmente biográfico, pois Acácio de Almeida preferiu um registo que combina reflexões técnicas, especulativas e poéticas sobre a luz e a sua natureza, e recordações pessoais.

Culturgest. 15 de Outubro (Sáb) 21.00

Documentar o mundo

  • Filmes

Madonna, Patti Smith, Nina Simone, Amy Winehouse, Janis Joplin e Whitney Houston. Eis as seis cantoras que protagonizam estes seis documentários que, embora contemplando tipos de narração e estruturas formais diferentes, têm em comum o recusarem o sensacionalismo, o voyeurismo e os lugares-comuns.

  • Filmes

A revolução dos cravos nunca foi pacífica. Numa coisa, porém, quase todos concordam: a liberdade tornou Portugal um país diferente, e a democracia, apesar dos seus defeitos, permitiu o progresso. Coisa que pode não se ver bem, agora. Contudo estes sete documentários mostram o antes e depois. É só comparar.

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