Tenha medo (ou não) com estes dez filmes de dinossauros

Na semana da estreia do segundo filme da trilogia 'Mundo Jurássico', recordamos uma dezena de títulos com dinossauros
Steven Spielberg movies, Jurassic Park
Por Eurico de Barros |
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'Mundo Jurássico: Reino Caído', o novo filme da trilogia que sucedeu à iniciada em 1993 com o clássico 'Parque Jurássico', de Steven Spielberg, chega aos cinemas portugueses nesta quinta-feira. Assinalamos os 25 anos do filme original, e a estreia deste, o quinto da série, apresentando uma selecção de dez títulos onde os dinossauros são as vedetas, que inclui não só um filme mudo, ' O Mundo Perdido', rodado em 1925 com base no livro de aventuras homónimo, escrito por Arthur Conan Doyle, como também três longas-metragens de animação. Sem esquecer 'Carnossáurio', um série B produzida por Roger Corman.  

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Dez filmes onde quem manda são os dinossauros

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‘O Mundo Perdido’, de Harry O. Hoyt (1925)

O “avôzinho” de todos os filmes de dinossauros, O Mundo Perdido é também a primeira de várias adaptações ao cinema do livro de aventuras homónimo de Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes. A situação é clássica: um grupo de exploradores descobre que há dinossauros vivos num lugar remoto do planeta (aqui, a Amazónia). Os efeitos especiais são artesanais (animação de modelos imagem-a-imagem, para os quais contribuiu o pioneiro Willis O’Brien ), mas o filme possui um encanto ingénuo e uma vibração aventurosa que chegaram até aos nossos dias. Conan Doyle e a sua família assistiram à estreia.
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‘Um Milhão de Anos Antes de Cristo’ (1940), de Hal Roach Jr. e Hal Roach

Esta grande produção ambientada no mundo pré-histórico foi parcialmente realizada por David Wark Griffith, que abandonou a rodagem a meio, tendo esta sido terminada pelo produtor e pelo seu filho. Victor Mature e Carol Landis interpretam membros de tribos rivais e em estados evolucionários diferentes, que se apaixonam um pelo outro e têm que enfrentar perigos vários, em especial dinossauros. Os efeitos especiais deste filme eram tão bons, que foram usados noutros filmes deste género até aos anos 60.
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‘Quando o Mundo Nasceu’, de Don Chaffey (1966)

O mestre inglês Ray Harryhausen assina os efeitos especiais deste dinosaur movie britânico com a chancela da Hammer, um remake da fita de 1940 de Hal Roach e Hal Roach Jr. acima citada, e tendo como grande atracção Raquel Welch no principal papel feminino. Tal como a fita original, esta comete o erro básico de fazer coexistir homens das cavernas e dinossauros, o que nunca aconteceu na realidade. Mas o público estava muito mais interessado em ver Raquel Welch vestida com um minúsculo biquini de pele, do que no rigor científico.
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‘O Vale dos Monstros’, de Jim O’Connolly (1969)

A mestria dos efeitos especiais de Ray Harryhausen está mais uma vez em destaque nesta fita de aventuras em que James Franciscus interpreta um cowboy que quer apanhar vivo um T-Rex no Vale dos Monstros que dá título a esta produção, situado algures no México, para o vender a um circo. Só que o animal não tem o menor interesse em entrar para o mundo do espectáculo. Só a sequência em que o T-Rex é capturado demorou quase três meses a filmar, o que diz muito sobre a dificuldade de rodar filmes destes na era pré-efeitos digitais.

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‘Baby-O Segredo da Floresta Perdida’, de Bill W. L. Norton (1985)

Uma paleontóloga (Sean Young) e o seu marido, um jornalista desempregado (William Katt), instalam-se na Costa do Marfim para fazerem pesquisas, e acabam por descobrir uma família de brontossauros vivos. O cientista que lidera a equipa a que a paleontóloga pertence contrata um grupo de mercenários para capturar os animais e levá-los para um jardim zoológico, enquanto ela e o marido tentam salvá-los. Os brontossauros deste filme foram animados recorrendo a uma combinação de efeitos especiais tradicionais e mecânicos.
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‘Em Busca do Vale Encantado’, de Don Bluth (1988)

Esta longa-metragem animada realizada por Don Bluth, um veterano dos estúdios Disney, foi co-produzida por Steven Spielberg e George Lucas, e tornou-se no filme animado mais lucrativo de sempre, até à estreia de A Pequena Sereia, em 1989. Em Busca do Vale Encantado conta a história de cinco pequenos dinossauros de outras tantas espécies, todos eles órfãos, que se juntam para rumar ao lendário Grande Vale, onde os animais vivem juntos e em paz, e há comida e água para todos. Mas até lá chegarem, têm que enfrentar muitos perigos, caso dos T-Rex.
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‘Parque Jurássico’, de Steven Spielberg (1993)

O mais célebre, imponente e lucrativo filme de dinossauros de sempre, e o primeiro a representar dinossauros com um máximo de realismo e verosimilhança, graças à utilização de efeitos especiais digitais e modelos com animação electrónica. O caos instala-se num inovador parque temático que tem como atracção dinossauros clonados geneticamente e é situado numa ilha. Adaptado do livro de ficção científica de Michael Crichton, Parque Jurássico teve duas continuações, em 1997 e 2001. Está em curso uma segunda trilogia, iniciada com Mundo Jurássico (2015) , que prossegue com Mundo Jurássico: Reino Caído, em estreia esta semana. 
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‘Carnossáurio’, de Adam Simon e Darren Maloney (1993)

Fiel à sua reputação de “rei” do filme de série B e de exploitation, Roger Corman apressou-se a produzir uma cópia menor, e rodada e mata-cavalos, de Parque Jurássico. Diane Ladd interpreta uma cientista maléfica que está a manipular genes de dinossauros em laboratórios para criar uma espécie mortífera que destrua a humanidade. O guarda-nocturno do laboratório e uma militante ambientalista juntam-se para a impedir, mas um dos monstros foge. Carnossáurio foi o primeiro de muitos rip-offs da superprodução de Steven Spielberg.
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'A Idade do Gelo’, de Chris Wedge e Carlos Saldanha (2002)

Um mamute, um tigre dentes-de-sabre e uma preguiça encontram uma criança humana perdida, e decidem levá-la de volta á sua tribo, metendo-se numa sucessão de sarilhos. Esta longa-metragem de animação passada na Idade do Gelo, onde há também um esquilo pré-histórico que se transformou numa vedeta com direito a protagonizar uma série de curtas-metragens, teve muito sucesso nas bilheteiras e já conheceu quatro continuações, em 2006, 2009, 2012 e 2016. Ray Romano, John Leguizamo e Denis Leary dão voz aos três principais protagonistas.
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‘A Viagem de Arlo’, de Peter Sohn (2015)

Uma produção da Pixar e da Disney, esta longa-metragem animada e em 3D parte da seguinte premissa: e se o asteróide que colidiu com a Terra e causou a extinção dos dinossauros, não tivesse atingido o nosso planeta, e estes animais tivessem evoluído paralelamente aos humanos? Um jovem dinossauro chamado Arlo, o mais fraco da sua ninhada, perde-se da família depois de um acidente e é ajudado por Spot, um menino das cavernas órfão. Ficam amigos e encetam uma jornada para que Arlo possa reencontrar a família, mas são perseguidos por pterodáctilos carnívoros.

Clássicos para totós

Filmes

Lição 1: o cinema mudo

À falta de palavras, usa-se a expressão. À falta de cor, manipulam-se todos os cinzentos existentes entre o preto e o branco e fazem-se malabarismos na montagem. Assim começou o cinema. E assim começou a tornar-se arte. Alguma inesquecível, como estes 10 exemplos incontornáveis.

Filmes

Lição 2: os anos 30

A ascensão do cinema falado acabou com o mudo e com as carreiras de muitos actores. A tecnologia do som (e depois da cor) provocou uma, como agora se diz, “destruição criativa”. Certo é que, apesar das baixas, a década de 1930 é uma das mais dinâmicas da história de Hollywood, culminando no excepcional ano de 1939, quando nasceram três destes 10 clássicos de cinema obrigatórios.

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Filmes

Lição 3: os anos 40

A guerra foi a principal preocupação do mundo durante metade da década de 1940. Mas isso não impediu o cinema de crescer como arte, nem estes filmes deixaram de entreter o público, umas vezes como escapismo, outras como alerta de consciências. Sempre, porém, progredindo na narrativa e na montagem, dando a ver um novo e cada vez mais diverso cinema.

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