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O Avô tem uma Borracha na Cabeça
DR O Avô tem uma Borracha na Cabeça

Rui Zink escreveu um livro infantil sobre a memória e o esquecimento

Rui Zink tratou da prosa, Paula Delecave das ilustrações – e juntos lançaram uma história de amor. Mas não uma história romântica ou lamechas: uma história entre avô e neto para pôr os miúdos a pensar na memória e no esquecimento.

Por Vera Moura
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O Avô tem uma Borracha na Cabeça é um dos mais recentes lançamentos infantis da Porto Editora e um dos livros da fornada 2020 que todos os miúdos deviam ter em casa. Rui Zink escreveu, Paula Delecave ilustrou – e a Time In falou com os dois sobre esta obra infantil que é uma história de amor. Mas não uma história romântica ou lamechas: uma história entre avô e neto. O velhinho está cada vez mais esquecido; o mais novo faz tudo para encontrar a cura para uma doença com um nome estrambólico — Alzheimer. Daqueles que, depois de ler, tanto pode ficar na biblioteca dos miúdos como na dos adultos. 

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Três perguntas a... Rui Zink e Paula Delecave

Que avô é este que tem uma borracha dentro da cabeça?

Rui Zink: É o avô de sonho de qualquer criança. Um amigo cheio de paciência para brincar connosco. E, como bónus, um guia para vida.

Paula Delecave: Apesar de meus avós não terem tido exactamente borrachas na cabeça, faço-lhes nesse livro uma homenagem — Elisa e Antônio. Ambos me fizeram amar os livros e as histórias. Mas nesse momento do mundo, acho que são tantas as pessoas que tem borrachas na cabeça e tantos os netos e filhos que lidam com essa situação...

Porque decidiram pôr os miúdos a pensar nisto do envelhecimento e do esquecimento? 

Rui Zink: Uma pessoa não escreve os livros que quer, escreve os que pode. Este, do meu lado, estava entalado na garganta – era uma história que pedia para ser contada e, tal como disse Camões, buscava a sua forma, a forma certa para chegar aos outros. A Paula deu-a. 

Paula Delecave: Antes de mais, os miúdos pensam em tantas coisas que sempre nos surpreendem com seus pontos de vista. Sobre esquecimento e envelhecimento também devem pensar, de forma natural. Afinal passam tempo com os avós, aqueles que contam muitas estórias. Falar de esquecimento é de algum modo falar de presença, de história e afetos vividos, ou seja, de memória. Por isto trago tantas camadas de memória nas ilustrações do livro, diferentes épocas.

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O que nos têm a ensinar os miúdos sobre a importância dos avós e da memória?

Rui Zink: As crianças têm as mesmas angústias, medos, preocupações que os crescidos, só as formulam diferentemente. A qualquer criança se aplica a frase de Terêncio, formulada há dois mil anos: «Nada de humano me é alheio.» As crianças guardam tudo e crescer é arrumar a casa: separar o essencial do acessório. Crianças e avós têm algo em comum: estão ambos nos dois lados da vida e, quando se amam, ilustram bem uma das palavras de ordem mais bonitas de hoje: «Ninguém larga a mão de ninguém».  

Paula Delecave: Como disse um pai num lançamento do livro, os miúdos muitas vezes podem encarar essa situação do esquecimento de forma mais natural e com menos desconforto do que os adultos. Será por viverem mais no presente? Isso em si, já pode ser uma aprendizagem.

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