Vodafone Paredes de Coura

Música, Festivais de música
Vodafone Paredes de Coura
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Não há muitos festivais como o Vodafone Paredes de Coura. Sobretudo desta dimensão. O que começou por ser um pequeno festival junto à Praia Fluvial do Taboão, em 1993, é hoje um dos maiores eventos do género e uma verdadeira instituição. No entanto, o essencial não se perdeu. Continua a ser o mais belo dos festivais nacionais, um idílio verde com um palco principal que é um autêntico anfiteatro natural, um rio cura-ressacas e uma zona de campismo que, vá, continua a ser uma zona de campismo, mas se tolera melhor do que outras. Além disso, apesar da presença de marcas, ainda não está tão comodificado como os outros grandes festivais.
E ainda nem falámos da música, que em Paredes (os amigos tratam-se pelo primeiro nome) continua a ser o mais importante. Este ano, os At The Drive-In (17 de Agosto) são o grande destaque do cartaz. A banda texana reuniu-se em 2015 e editou este ano in•ter a•li•a, o primeiro disco desde o clássico Relationship of Command, lançado no ano 2000 eum dos melhores da década passada. Agora há boas e más notícias. Primeiro as más: o novo álbum é mau. Uma desilusão e uma perda de tempo, que ocupa quase metade dos concertos. Agora as boas: Relationship of Command continua a ser o disco mais tocado, e ainda tem havido espaço para um canção de In/Casino/Out (1998) e outra de Vaya (1999). Não é o ideal, mas ouvir “One Armed Scissor” ao vivo justifica (quase) tudo. Tocam no mesmo dia que King Krule, Nick Murphy (o outrora Chet Faker) e Car Seat Headrest.
Além disso, vão lá, no dia 16, os Future Islands, essa força da natureza festiva, os BEAK> ou os ingleses The Wedding Present, a tocar o marco indie-pop George Best na íntegra. No dia 18, a dream-pop dos Beach House surge destacada no topo do cartaz.  Por fim, a 19, vai ser possível ouvir desde as experiências pop contemporâneas de Benjamin Clementine ao garage-rock de Ty Segall.