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15 anos depois, os X-Wife vão tocar o primeiro álbum “do princípio ao fim”

X-Wife
©DR X-Wife

Os X-Wife estão a celebrar os 15 anos do álbum de estreia, Feeding The Machine. Quinta-feira tocam no Musicbox.

No início do século, os X-Wife fizeram em Portugal o que bandas suas contemporâneas como The Rapture andavam a fazer lá fora: combinaram o rock e as electrónicas, o punk e o funk, o passado e o presente. E fizeram-no ao mesmo tempo que os ianques o faziam, não por estarem a imitar o que quer que fosse, mas porque estavam sintonizados na mesma frequência. Foi neste contexto que surgiu o álbum de estreia, Feeding the Machine, há 15 anos. E, para a assinalar a efeméride, o trio portuense anda a tocá-lo pelo país.

Para o vocalista, João Vieira, “Feeding the Machine foi um disco muito importante no panorama da música alternativa nacional”, pelo que faz todo o sentido revisitá-lo. Celebrá-lo, mesmo. “E como os 15 anos eram uma data redonda achámos que fazia sentido agora, em vez de esperarmos pelos 20. Daqui a cinco anos podemos não ter vontade, a banda pode não existir”, assume. “É muito tempo e estamos cada vez mais velhos. Mas agora queríamos fazer isto, tínhamos disposição para o tocar e aproveitámos."

A digressão arrancou na semana passada e têm estado a tocar o disco todo “do princípio ao fim”. Esta quinta-feira, no Musicbox, vai ser igual. “Depois, se o público for simpático, tocamos uma surpresa, e uma música, se calhar, do segundo, que foi um disco de transição, em que ainda temos algumas músicas com caixa de ritmos que faz sentido incluir neste espectáculo, e outras com baterias, que não cabem aqui”, explica. “Uma música como a 'Movin' Up' [incluída no álbum homónimo do ano passado], que é o nosso maior sucesso, não faz sentido aqui. Já pede sopros, vozes femininas, bateria, outras estruturas. Aquilo não funciona com caixa de ritmos.”

João Vieira é o primeiro a reconhecer que o grupo mudou muito desde aqueles primeiros tempos. “A crueza das coisas perdeu-se um bocado. A idade é outra e a forma como vemos o mundo é outra. Os nossos projectos de vida agora são diferentes”, diz. No entanto, há elementos que se mantêm iguais, como “o entusiasmo e a vontade de fazer coisas”.

Nestes concertos, excepcionalmente, os X-Wife estão a tentar ser quem eram há 15 anos. “Replicámos alguns detalhes, a energia. Os instrumentos são exactamente os mesmos – os sintetizadores, a caixa de ritmo, o baixo e a guitarra. A grande diferença está na voz. Estou a adaptar as canções à minha voz como ela é hoje. Se canto melhor agora, e controlo melhor a minha voz, não vou deixar de fazê-lo.”

A banda vai estar completamente concentrada em Feeding the Machine até ao final do ano. Todavia, o vocalista já sabe o que vai fazer em 2020: apresentar Body Electric, o novo disco do seu projecto a solo, White Haus, editado há um mês. “Confesso que a estratégia não foi a melhor. Porque lancei o disco e depois a tour de X-Wife meteu-se pelo meio. Mas tinha o disco feito e não quis esperar para que as pessoas o ouvissem.”

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