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Filme, Cinema, A Herdade
Leopardo FilmesA Herdade, de Tiago Guedes

‘A Herdade’ e ‘Variações’ são os vencedores dos prémios Sophia

Filmes de Tiago Guedes e de João Maia arrecadaram ambos sete prémios. ‘Sul’ de Ivo M. Ferreira foi a melhor série.

Por Sebastião Almeida
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A Herdade, de Tiago Guedes, e Variações, de João Maia, foram os grandes vencedores da cerimónia de entrega dos prémios Sophia, atribuídos pela Academia Portuguesa de Cinema esta quinta-feira, no Casino Estoril. Os dois filmes que marcaram o ano arrecadaram sete galardões cada.

A obra de Tiago Guedes foi distinguida com as estatueta de melhor filme, de melhor realização, de melhor actriz (Sandra Faleiro) e de melhor actriz secundária (Ana Vilela da Costa), entre outros. Por sua vez, o biopic de António Variações recebeu, entre outros, os prémios de melhor actor pela prestação de Sérgio Praia enquanto António Variações, e de melhor actor secundário, entregue a título póstumo a Filipe Duarte, pelo seu papel como Fernando Ataíde.

Tiago Guedes recebeu ainda o prémio de melhor argumento original, em co-autoria com o escritor Rui Cardoso Martins, e o de melhor argumento adaptado pelo filme Tristeza e Alegria na Vida das Girafas.

A noite foi marcada pelos discursos que pretenderam alertar para a situação complexa que os profissionais do sector atravessam devido à pandemia. Sandra Faleiro lamentou que a pandemia tenha deixado a descoberto a não-existência de uma política cultural que permita aos artistas manterem-se estáveis num contexto social complexo.

Ivo M. Ferreira e Edgar Medina receberam ainda a distinção de melhor série ou telefilme por Sul, série policial noir transmitida na RTP2. Até que o Porno nos Separe, de José Pelicano, que conta a história de um emigrante na Alemanha que se torna o primeiro actor porno gay português premiado internacionalmente, venceu a categoria de melhor documentário.

Tio Tomás, a Contabilidade dos Dias, de Regina Pessoa, venceu o prémio de melhor curta de animação. Raposa, de Leonor Noivo, a melhor curta documental, e Fábrica, de Diogo Barbosa, a de melhor curta-metragem de ficção.

A cerimónia, que estava prevista ter-se realizado em Março foi adiada para Setembro devido à Covid-19. Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente da República, deixou uma mensagem que foi transmitida durante a entrega dos prémios, onde confessou acompanhar o cinema português “antes e durante esta pandemia” e mostrou conhecer os problemas do sector.

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