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A histórica loja Viúva Lamego encerra portas no final de Abril

Aberta desde 1849, a loja de azulejos vai fechar no Largo do Intendente, mas mantém o showroom aberto na Abrunheira, junto à fábrica-atelier.

Por Renata Lima Lobo
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Faz parte do conjunto de espaços em Lisboa com o selo Lojas com História, mas no final do mês a sua passagem pelo Largo do Intendente vai ficar só mesmo para a história. Em comunicado, a Viúva Lamego avança que as portas da loja alfacinha encerram para sempre, mas a icónica empresa de azulejos e objectos de cerâmica tem os olhos postos no futuro. Além da produção continuar na fábrica-atelier localizada na Rua Thilo Krassman, 39, na Abrunheira (Sintra), onde também pode visitar um showroom, a marca prepara a abertura de uma loja online.

Fachada da Viúva Lamego
©Ricardo JunqueiraFachada da Viúva Lamego no Intendente

Gonçalo Conceição, CEO da Viúva Lamego, diz que “esta foi uma decisão muito ponderada e que resulta do contexto actual”, acrescentando que o investimento será redireccionado para o digital e sublinhando que serão mantidas as “colaborações nacionais e internacionais com artistas, arquitectos e designers, reforçando a visão progressista da Viúva Lamego”.

Recentemente, a marca juntou-se ao restaurante JNcQUOI para a criação de uma colecção especial de pratos inspirados na cultura asiática, mas mesmo com a saída da loja em Lisboa, a cidade tem muitos azulejos da Viúva Lamego para contar. Seja na Casa do Ferreira das Tabuletas (Chiado), nos painéis de Maria Keil na estação de metro do Intendente, nos painéis de Eduardo Nery na Avenida Infante Santo ou no mural de azulejos de André Saraiva, no Jardim Botto Machado (também conhecido como Jardim de Santa Clara).

Fundada por António da Costa Lamego, esta é a única loja sobrevivente na área das cerâmicas no antigo Bairro das Olarias. Classificado como Imóvel de Interesse Público, o edifício construído por iniciativa de António da Costa Lamego destaca-se pela fachada estilo naïf oitocentista, revestida a azulejos da autoria do pintor Luís Ferreira (o Ferreira das Tabuletas).

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