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ISTO - Campo de Ourique
Melissa Vieira

A ISTO tem nova montra em Campo de Ourique e com colecção de mulher

O novo espaço é o centro de operações da ISTO com escritório, armazém e loja, que acolhe já a mais recente novidade da marca lançada na quarentena: a linha feminina.

Por
Francisca Dias Real
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ISTO já é mais que uma t-shirt e uma camisa. É já casacos, sacos e calças, e até já é para mulher também. A marca portuguesa ISTO cresceu nas colecções e para os lados, chegando agora a uma esquina de Campo de Ourique.

É a segunda casa da marca em Lisboa, que já tem poiso na Embaixada, no Príncipe Real. Mas “aqui é diferente”, diz-nos Pedro Palha, um dos três sócios da ISTO – Vasco Mendonça e Pedro Gaspar completam o pacote. “Esta loja fizémo-la à imagem da marca, com cores pastel e o mais minimalista possível”. 

Afinal, o segredo aqui é mesmo a simplicidade. Toda a loja é uma montra, com grandes janelões que deixam entrar a luz e que põem a descoberto os charriots onde as camisas e t-shirts estão perfeitamente dispostas, a contrastar com as paredes, que são cada uma de sua cor, do verde-água ao rosa millennial. 

O espaço surgiu quase por acaso. É certo que a ISTO já queria crescer para um segundo espaço, mas mais prioritário que uma nova loja era arranjar um novo armazém e escritório para a marca. “Durante a procura de um armazém surgiu este espaço incrível que na cave tem imenso espaço e tinha esta zona de cima claramente a pedir uma loja”, refere. 

Na cave do número 70 da Rua Tenente Ferreira Durão há 200 metros quadrados que acolhem agora o novo armazém com o stock da marca e ainda o escritório, concentrando ali todo o centro de operações da ISTO. O piso térreo, bem, esse foi fácil prever o que lhe acontecia. 

ISTO - Campo de Ourique
Melissa Vieira

“As colecções têm t-shirts e camisas de linho, peças essenciais para a estação, e era a forma de lançarmos a loja antes do período de férias. Foi tudo muito rápido para termos essa oferta disponível para quem ainda vai aproveitar o Verão”, explica Pedro. 

E no meio de uma tempestade chamada pandemia, a ISTO conseguiu ter uma lufada de ar fresco: uma colecção de mulher, a primeiríssima de todas. Saíram da sua zona de conforto – a moda homem – para preparar desde o final do ano passado esta novidade no feminino. 

“As nossas peças, apesar de nos dirigirmos inicialmente para o público masculino, sempre assumiram cores e formas unissexo, pelo menos as partes de cima”, conta-nos Pedro. “Mas começámos a perceber que havia espaço para o mercado feminino e muitas clientes nos pediram para fazer algumas peças com cortes mais femininos”.

De facto os básicos são sempre necessários em qualquer armário e foi precisamente da mesma maneira que começaram para os homens que fizeram arrancar a colecção de senhora: com uma t-shirt e uma camisa. 

“Tivemos sorte e azar de ser durante a quarentena, porque fechamos a loja e muitas mulheres não puderam ver as peças ao vivo, mas ao mesmo tempo foi uma novidade que a marca teve e que nos ajudou a passar esta fase menos positiva, criou um certo buzz”, explica.

ISTO - Campo de Ourique
Melissa Vieira

Lançarem-se num segmento diferente, diz Pedro, implicava também alguma experiência na área e na moda feminina. A marca apoiou-se na sueca Stephanie Pérez-Ankarvall, que foi buyer e product developer na Everlane, em São Francisco, e uma das impulsionadoras da marca Arket do grupo H&M.  

Da nova linha de mulher fazem parte uma camisa de linho (69€), e uma gama de t-shirts  crew (28€), v-neck (28€) e striped (30€). Na calha, e para a próxima estação, está já um work jacket e umas camisolas que Pedro diz serem unissexo. “Queremos ir com calma, tal como viemos até aqui. É importante manter um crescimento sustentável”, remata.

A marca portuguesa de básicos mantém a mesma política de sustentabilidade e transparência de sempre, explicando tim-tim por tim-tim, na loja online, o custo de produção de cada peça, assim como o porquê de o preço final ser mais elevado. "O importante é pôr tudo em perspectiva. Se formos a uma marca de fast fashion, por exemplo, comprar uma camisa de linho não pagaremos muito menos do que aquilo que estamos a cobrar pelas nossas", refere Pedro. "Porque é que não escolhemos comprar o que é nosso? Contribuir para que uma marca portuguesa cresça e se desenvolva no mercado?", questiona.

As mudanças vão sendo graduais, tal e qual como a filosofia de slow fashion da marca o manda. A loja ainda está numa fase inicial e Pedro já consegue imaginar algumas das intervenções no espaço. É possível que possam surgir montras personalizadas ou até manequins pela primeira vez, mas só tem uma certeza para já: vai emoldurar uma camisa Oxford para provar a durabilidade e qualidade do produto. 

“Foi usada por um miúdo que esteve a trabalhar num estaleiro de barcos na Austrália durante uns meses. Ele usou aquilo basicamente todos os dias e trouxe a camisa de volta agora”, conta. “Tirando as manchas e a sujidade inevitável de um lugar como aquele está tudo no sítio. Não há um único rasgão, os botões estão no sítio, o colarinho também. Vamos emoldurar essa camisa como prova da resistência”. 

Rua Tenente Ferreira Durão, 70 (Campo de Ourique). Seg-Sáb 11.00-19.00 (no Verão Seg-Sex 11.00-19.00, Sáb 10.00-16.00).

+ Leia aqui a edição online e gratuita da Time Out Portugal

As lojas e marcas sustentáveis em Lisboa que tem de conhecer

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