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A loja de Antiguidades Raul Correia é uma porta de entrada para um mundo maior

antiguidades raul correia
Fotografia: Inês Félix Brinquedos antigos

Mesmo em frente ao Convento dos Cardaes, na Rua do Século, encontra uma montra para um vasto mundo de preciosidades. Um mundo criado pelo coleccionador Raul Dias Correia que agora renasce pelas mãos da filha Filipa que herdou um verdadeiro império de antiguidades com peças que remontam ao século XVII.

Filipa Correia é advogada e vive em Angola há mais de uma década. Há três anos, o seu pai, apaixonado por arte e “ajuntador de velharias”, como o descreve, morreu e deixou um legado difícil de gerir. Em Abrantes, sua terra Natal, arrumou a sua colecção de antiguidades, velharias, peças vintage e bijuteria em três armazéns cheios de cantos e recantos, onde há sempre algo por descobrir. “Quando acho que vi tudo, chego lá e descubro mais coisas”, diz Filipa. Ainda chegou a ter uma loja aberta ao público em Abrantes, mas por pouco tempo. Raul Correia gostava era de andar pelo país, entre feiras e leilões, em busca dos mais variados tesouros.

E a pequena loja que agora encontra na Rua do Século é uma espécie de montra para um mundo mais vasto: os clientes podem, sob marcação, explorar os armazéns abrantinos, e fazer lá as suas compras. E emprestar alguma classe à decoração lá de casa. Ou ao restaurante, ao hotel e ao café.

Fotografia: Inês Félix

Quem passa na rua trava logo conhecimento com um pequeno cavalo de brincar que está na montra, uma memória da infância de Filipa. A única peça que não está à venda nas Antiguidades Raul Correia, mas que já fez parar o trânsito: uma senhora parou o carro no meio da estrada e queria comprá-lo a todo o custo, entupindo a circulação automóvel.

Fotografia: Inês Félix

Mas se a senhora entrasse parava-lhe a respiração com tantos tesouros encaixados em 20m2. Como uma dobadoura (para dobrar as meadas) do século XV restaurado, uma peça feita com várias madeiras por pessoas com poucas posses. Ou portadas do século XVII também restauradas, mas onde ainda é visível a passagem do tempo; formas de sapateiro; uma máquina de limpar facas; um berbequim manual; um corta legumes; ferros aquecidos a brasas; ou uma balança dos anos 40 da Krups. E livros e cartazes e “latas de tudo e mais alguma coisa”, descreve Filipa que também vai dando umas dicas de decoração.

Fotografia: Inês Félix

Brevemente a casa vai receber uma actividade regular bem regada: “A prova de vinhos mais pequena do mundo” com a ajuda do enólogo Luís Duarte. Vá espreitando as novidades em @antiguidadesraulcorreia.

Rua de O Século, 158A. 91 511 5427. Seg-Sáb 10.00-19.00

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