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A Maternidade vai de comboio para o Cacém

Filipe Sambado
©DR Filipe Sambado

Filipe Sambado, Vaiapraia e outros artistas da promotora Maternidade vão desfilar pelo palco do Auditório Municipal António Silva, no Cacém, entre sexta-feira e sábado.

O convite partiu do teatromosca, mas a promotora teve “carta branca” para fazer o que quisesse, garante o cantor e compositor Filipe Sambado. “Optámos por ter só concertos de bandas associadas à Maternidade porque nunca tocámos no Cacém. Nenhum de nós, diz Rodrigo Araújo, vulgo Vaiapraia, outro dos mentores da agência.

Desde finais de 2014 que a promotora Maternidade dá música a Lisboa e ao resto do país. Além de agenciar cantores como Luís Severo, Filipe Sambado e Vaiapraia, entre outros, teve durante muito tempo uma mensalidade nas Damas, onde deu a conhecer inúmeros e bons músicos independentes portugueses (chegou recentemente ao fim), e ao longo dos anos trouxe várias bandas estrangeiras a Portugal, em muitos casos pela primeira vez.

Os concertos do Ciclo Maternidade deste fim-de-semana começam às quatro da tarde de sexta-feira, na estação ferroviária do Rossio, onde vai actuar a cantora/compositora indie Catarina Branco, que editou o primeiro EP, 'Tá Sol, este ano. "Inicialmente até se falou de ser um concerto num comboio em andamento", confessa Rodrigo. Mas não deu por uma questão de logística.

O cantor e produtor de pop caseirinha e electrónica Bejaflor, que se estreou com um belo disco homónimo no ano passado, toca a partir das nove no Auditório Municipal António Silva. E a noite termina com Filipe Sambado. “Naquele belo formato solo, muito comunicativo, de guitarra ao peito e voz ao alto”, diz ele. “Tenho tocado bastante assim e sinto-me mais próximo das minhas canções e do público.”

No sábado, às quatro da tarde, vai haver debate dedicado à música portuguesa não normativa no Auditório Municipal António Silva. De acordo com Rodrigo Araújo, a ideia de incluir uma conversa no programa partiu do teatromosca, mas foi a Maternidade a decidir os moldes. “E como gostamos sempre de colaborar e estar com outras pessoas vão juntar-se a nós o Scúru Fitchádu, representantes da Cafetra e o [crítico] Rui Miguel Abreu”.

Os concertos recomeçam às 21.00, no mesmo sítio. Aurora Pinho, artista multidisciplinar que acaba de editar o álbum Utero, é a primeira a subir ao palco. Depois, e para terminar, ouve-se o queercore à portuguesa de Vaiapraia. “Vou tocar com a minha banda nova, com quem vou gravar um disco este ano”, anuncia Rodrigo. “A setlist é metade músicas antigas, metade novas.”

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