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Barra Praia no Parque
©Duarte Drago

A nova barra do Praia no Parque serve uma experiência de sushi tradicional

Por
Ines Garcia
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Restaurante no Parque Eduardo VII estreia um balcão de 12 lugares com uma experiência gastronómica japonesa com mão do sushiman Lucas Azevedo. Menu barra tem ainda verdes, saladas e tapas.

Antes, a barra em mármore que agora acomoda 12 comensais tinha apenas uns quantos lugares para beber um copo antes de seguir para a sua mesa de refeição. Agora está lá Lucas Azevedo, o sushiman que passou pelo Bonsai e foi responsável, mais recentemente, por pop-ups japoneses como o Izakaya Tokkuri ou o Harmonia by Sake Miko. O Praia no Parque, o restaurante que abriu no final de 2018 no antigo Botequim do Rei, no Parque Eduardo VII, tem agora um menu de barra muito completo, com um foco especial no sushi, mas também tapas e algumas saladas exclusivas deste balcão.

O peixe do dia
Fotografia: Duarte Drago

Percebe-se logo que será uma experiência diferente, a pedir calma para degustar, quando Lucas Azevedo, chef consultor que neste primeiro mês estará sempre aqui para o receber (depois ficará Celso Szczerba, ex-Tamawashi, à frente da barra), aparece com uma caixa grande em madeira, com o peixe do dia alinhado. Servirá toro fresco ou com uma maturação de três semanas, carapau de Sesimbra, robalo de Peniche, lírio dos Açores, carabineiro, ouriço do mar da Galiza e wasabi fresco, ralado no momento. “Ao contrário do que acontece com a carne, o peixe fica mais cremoso sim mas mais suave e com menos sabor a sangue”, diz, justificando o tom menos vermelho vivo do atum. 

Ostras
Fotografia: Duarte Drago

Aqui não há um menu de degustação e a ideia é haver uma interacção entre sushimen e cliente. Depois de um paninho quente para se ambientar ao espaço, um acto de boas vindas, Lucas serve um amuse bouche feito com aproveitamento de peixe – no dia em que a Time Out visitou o espaço, foi um pedaço de toro cozido em soja, saké, mirin e gengibre – e aconselha a começar com as ostras da Ria Formosa com molho ponzu (três unidades, 7€). Segue-se o usuzukuri com fatias finas de robalo (15€) – “quase um pato à Pequim, no sentido em que deves enrolar a fatia de peixe, colocar o cebolinho e só depois molhar no molho ponzu”, diz Lucas – ou o carpaccio de lírio com molho de umeboshi, uma ameixa japonesa que é doce, salgada e ácida ao mesmo tempo (16€). 

Usuzukuri de robalo
Fotografia: Duarte Drago

Durante toda a refeição vai explicando origens do peixe, a forma como é trabalhado ou como deve ser comido, as tradições e métodos japoneses. Seguem-se os nigiris, peça que deve ser comida à mão de uma vez só, e que, para ser perfeita, terá de ter 32 bagos de arroz a 36.º. São pincelados com soja na quantidade exacta e nunca deverão ser mergulhados no molho. O mix (cinco nigiris, 25€) poderá ter barriga de lírio com molho da semente do umeboshi, carapau com gengibre (ou cavala ou sardinha), akami (lombo) e carabineiro, outra experiência por si só, pincelado com o molho feito com cabeças do crustáceo e acompanhado por um shot desse caldo. Encontra ainda a peça com chutoro, toro, maturado e caramelizado com o carvão branco japonês bichotan ou ainda o toro fresco (um trio de nigiris deste atum rabilho bluefin, 18€). Entre nigiris pode e deve comer o gengibre, cortado, bringido e marinado com sushi-su, o tempero usado no arroz.

Carpaccio de lírio com molho de umeboshi
Fotografia: Duarte Drago

O bichotan, impressionante à vista e a conferir um sabor suave, é usado também para aquecer as algas dos temakis – o de ouriço e toro e o de toro, shiso e ovas de salmão são temakis abertos, um do it yourself, onde tem de agarrar em cada ponta e, na impossibilidade de comer de uma assentada, deverá fazê-lo no mínimo de dentadas possíveis. 

Trio de nigiris de atum
Fotografia: DR

Nas partes laterais do balcão, pode explorar mais o menu da barra, que começa com o capítulo “verdes, saladas e vegetais” e propostas como a salada de caranguejo real, romã e dressing de trufa (27€) ou a burrata com carpaccio de tomate e pesto (18€). Nas tapas para partilhar há guacamole (10€), os croquetes de bochecha de porco (12€, quatro unidades) ou os tacos de camarão, manga, tomate e maionese de chipotle (12€, duas unidades). Ficando nos lugares mais laterais, pode pedir sushi e tapas.

Se no final da refeição lhe ficar a faltar um docinho, peça com jeitinho e servem-lhe uma das opções do menu principal do restaurante, como a piña colada em texturas (7€) ou o brownie de chocolate, ganache de amendoim e gelado de caramelo salgado (7€).

A barra funciona de terça-feira a sábado, das 12.00 às 18.00. 

Alameda Cardeal Cerejeira (Parque). 96 884 2888. Ter-Sáb 12.00-18.00.

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