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Bar, Monkey Mash, Cocktail
©Tiago Maya

A nova carta de cocktails do Monkey Mash sabe a Portugal

Com a pandemia, o Monkey Mash reinventou-se. Agora apresenta uma nova carta, com cocktails feitos com produtos nacionais, de todas as partes do país e até das ilhas.

Por Clara Silva
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Enquanto o Red Frog, na Rua do Salitre e na lista dos melhores bares do mundo, continua de portas fechadas, o seu irmão mais novo, o Monkey Mash, a funcionar desde 2019, reabriu em Setembro e tem desde a semana passada uma nova carta de cocktails, adaptada às circunstâncias em que vivemos e com ingredientes portugueses. “Começámos a ver um país fechado, sem importações, sem nada, e percebi que quando abrisse não ia conseguir fazer o menu que tinha pensado”, conta um dos sócios, o bartender Paulo Gomes, o cérebro dos cocktails do Monkey Mash e do Red Frog. “Tínhamos produtos que vinham de fora, havia coisas que queria fazer que exigiam que comprasse maquinaria importada e não ia conseguir ter isso a tempo.”

Bar, Monkey Mash, Cocktail
©Tiago Maya


Nas reuniões de Zoom que fez com a sua equipa, com pessoas de várias partes do país, perguntou-lhes que produtos eram típicos da sua região – “mas que não fossem comerciais, que fossem coisas que as pessoas não costumam consumir”, sublinha Paulo. A partir daí, começou a pensar no menu que apresentou no final de Outubro. No fundo, fez aquilo que já gostava de ter feito há mais tempo. “Trabalhar com produtos portugueses, mais sazonais.” Aliás, são estes produtos que “irão preencher cada vez mais o menu”, adianta.

Foi buscar ingredientes, por exemplo, à “parte tropical” do país, a Madeira e os Açores, como bananas, ananases, maracujás, queijos e manteigas. Da Comporta trouxe o arroz e no Sul procurou produtos não só da parte litoral como do interior. E nem Lisboa ficou de fora. “Estou a trabalhar com cogumelos que são feitos a partir das borras do café”, conta Paulo. “Já estava quase a fechar a carta, mas duas semanas antes conheci este projecto, no Poço do Bispo [Nam Mushroom], e os cogumelos são tão espectaculares que decidi usá-los.”

Bar, Monkey Mash, Cocktail
©Tiago Maya


O menu inspira-se no “local micro system”, diz Paulo, e está dividido em vários capítulos: Tropical (Açores e Madeira), Orgânico (com ingredientes da terra, pastos e montanha), Contemporâneo (influenciado por produtos de outras culturas) e Biodiversidade (com produtos do Sul, litoral e planícies). Desta mistura geográfica resultam cocktails como o Slow Dance (11€), com queijo de São Jorge, maracujá roxo, funcho, rum e Justino’s Dry, ou o Rice + Honey (9€), com arroz carolino, cera de abelha, mel floral e gin. Também há o Badabing-Badaboom (9,5€), com manga lassi clarificado, pimenta de Sichuan, louro e rum, e um Comporta (10€), com ostra, funcho do mar, quiabos, azeite picante e saké.

Além da extensa lista de cocktails, o Monkey Mash tem agora também uma carta de vinhos brancos naturais “mais acessíveis”, kombuchas caseiras e, surpresa das surpresas, tacos feitos pelo antigo cozinheiro do Pistola Y Corazón. Há quatro disponíveis – tinga de pollo, al pastor, de peixe e calabacitas con elote (3€ cada) – além de ceviches e de uma katsu sando (12€).

Por enquanto o bar está aberto de quinta-feira a sábado, das 16.00 às 00.00 – depois das 20.00 é obrigatório pedir comida. Aceitam reservas.

Praça da Alegria, 66 A (Avenida, Lisboa). Qui-Sáb 16.00-22.30. 21 136 4241.

+ Leia a edição desta semana: Roteiro de arte urbana em Lisboa e no Porto

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