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A nova vida do Palácio Chiado

A nova vida do Palácio Chiado
Duarte Drago

O Palácio Chiado fechou durante o mês de Setembro para abrir agora com novos conceitos de restauração mas a visão de um único chef, Manuel Bóia.

O pé direito altíssimo deste palácio setecentista em pleno Chiado tornava o hall de entrada numa sala fria de vez em quando. Por isso uma das primeiras medidas da remodelação do Palácio Chiado, que abriu no início de 2016, foi trazer mais sofás e criar uma decoração mais acolhedora, igual à dos restantes pisos. A segunda foi transformar os vários espaços de alimentação num único restaurante, com seis cozinhas, e uma carta feita apenas por um chef, Manuel Bóia (ex-Bica do Sapato).

“Continuamos a ter diversos conceitos mas agora supervisionados por apenas uma pessoa, que é o nosso curador gastronómico. Quisemos reforçar o propósito do Palácio e a proposta de valor, muito assente na arte. Por isso também vamos ter uma curadora artística”, explica Duarte Cardoso Pinto, um dos sócios do Palácio Chiado.

 

Risoto de pato
Fotografia: Duarte Drago

 

 

O serviço à mesa já tinha começado mas há agora um único menu, que reúne as propostas das seis cozinhas, e que podem ser pedidas em qualquer um dos pisos. No piso intermédio está o balcão da Barra, com tábuas de queijos e enchidos e uma montra de ostras e pregos; o Farrobodó, que se estreou em Junho de 2017 com uma vertente de petisco, tem entradas frias e quentes e pratos essencialmente para partilhar, como os ceviches (a partir de 9,50€) ou uns ovos mexidos com farinheira (8,70€); o Rosmarino tem uma cozinha italiana, com pastas e risotos com uma certa portugalidade, como o risoto de pato, inspirado no arroz de pato mais típico das avós (14,50€).

Novidades absolutas são o Seed, com uma cozinha saudável e também propostas vegetarianas, e o Azimuth, de peixe e marisco, baseado em pratos da cozinha típica portuguesa. Na carta do primeiro encontram-se pratos como pokés (a partir de 19,70€) ou o salmão braseado com salada de arroz selvagem e ervas frescas (13,90€). Já no Azimuth, há lombo de bacalhau de meia cura (18,50€), a massada de garoupa e camarão (24€) ou o lavagante suado com molho de champanhe e salva (57€).

 

Salmão braseado com salada de arroz selvagem e feijão de soja
Fotografia: Duarte Drago

 

 

Por fim, para carnívoros, o Cutelo, com carnes portuguesas maturadas, como o tomahawk no carvão (1 quilo, para duas/três pessoas, são 78€). Aos dias de semana, há um menu perfeito para ir provando estes novos conceitos – chama-se Menu Barão e tem prato, bebida e café (11,90€), sendo que cada conceito tem um prato diferente.

Para sobremesas, mantém-se a Confeitaria com pavlova conventual (7€) e cheesecake de morango (6€) ou os gelados artesanais italianos da Davvero.

As mudanças não se ficam pela comida. O bar do piso térreo ganhou o nome de Dawn e convida a beber um cocktail de autor até de madrugada (às sextas e sábados há um DJ residente a animar).

Rua do Alecrim, 70 (Chiado). 21 346 3152. Dom-Qui 12.00-00.00, Sex-Sáb 12.00-02.00.

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