A Time Out na sua caixa de entrada

Procurar

A Sala de Corte reabriu: está muito maior e cheia de novidades

Por
Ines Garcia
Publicidade

Enfim, reabriu. Os 28 lugares da Sala de Corte, o restaurante de carnes do grupo Multifood chefiado por Luís Gaspar, já era pequeno demais para tanta procura por isso fechou portas no fim de 2017 e chega agora numa versão 2.0.

Está na mesma zona, no Cais do Sodré, e a sensação é a da Sala de Corte de sempre: as mesas têm os mesmos tampos de mármore, os candeeiros são de cobre, e a câmara de maturação à entrada está carregadinha de diferentes cortes de carne. Mas tudo numa escala maior. 

O chef Luís Gaspar

São mais de 100 lugares, entre sala, balcão (aqui mantêm-se os dez) e uma esplanada interior que entrará em funcionamento muito em breve. “Evoluímos no processo de maturação das carnes. Estávamos a maturar a 21 dias e aumentámos para 30, e temos agora dois jospers também”, diz o chef Luís Gaspar, enquanto há labaredas a sair desta máquina, oficialmente em funcionamento desde quarta-feira.

1,350kg de rabada com arroz de feijão a acompanhar
Fotografia: Manuel Manso

Os seis cortes de carne bovina mantêm-se e brilham nesta câmara à entrada – vazia (18€), picanha (22€), entrecôte (agora de 250 gramas, 23€), lombo (24€), chateaubriand (32€) e chuletón, agora galego (85€) – mas têm agora um T-bone de 900 gramas (65€), um naco com osso que separa lombo e vazia, que é o único que é maturado apenas 15 dias por opção do chef, por ter uma percentagem de gordura menor. O segundo novo corte é a rabada minhota galega, um corte que inclui maminha, picanha, alcatra e pojadouro (85€/kg). Aqui a própria experiência do restaurante é elevada: o cliente escolhe a peça em conjunto com um cozinheiro, vai à pesagem e recebe logo um talão com peso e preço. A rabada, assim como o chuletón e o T-Bone, são cortes de partilha, para acompanhar com as mais clássicas batatas fritas (3€), puré de batata com azeite de trufa (4€), dauphinoise de batata doce (4€), um brás de cogumelos e espargos verdes (5€), o esparregado de espinafres (5€) ou o novo arroz de feijão com chouriço de cebola e farofa de mandioca (4€) e com os molhos, quatro quentes e quatro frios. Na carta continuam os pregos em bolo do caco ou o hambúrguer com barriga de porco fumado (14€), uma bela sandes que foi capa da Time Out em 2016.

Rissol de presunto pata negra

“Na outra Sala de Corte estávamos a cometer um erro por limitação física: vendíamos entradas na rua. E a experiência gastronómica não é igual, comer um carpaccio à porta enquanto se espera não é o mesmo que sentado na sala”, reconhece Luís. Por isso abriram uma janela onde servem seis cocktails assinados por Fernão Gonçalves, do Pesca, acompanhados por uma carta de snacks de autor exclusiva das mesas altas da esplanada para a rua. Há um wonton de queijo Serra da Estrela com copita e compota de figo, um rissol de presunto pata negra com queijo S. Jorge e maionese de trufa negra, um taco de rosbife à portuguesa com maionese de alheira, uma bola de enchidos nacionais em formato focaccia e os croquetes de novilho que se celebrizaram na primeira vida do espaço (4€ cada snack).  

Folhado de queijo de cabra

De uma maneira geral, houve mexidas em tudo, afinal este é um espaço que foi alinhavado ainda antes da anterior Sala de Corte fechar. Nas entradas, Luís Gaspar importou o ovo a 64º (12€) que apresentou na Casa Lisboa, o outro projecto que abriu este ano com a Multifood, e acrescentou um folhado de queijo de cabra com pera grelhada e nozes pecan caramelizadas (10€). E nas sobremesas recuperou o falso crumble de caramelo com chocolate e amendoim, da primeira carta do restaurante, criou uma mousse de chocolate “com cheirinho”, com 70% de cacau e sabayon de whisky e tem um ananás dos Açores na brasa servido com carvão vegetal (6€).

Ananás dos Açores na Brasa com gelado de carvão vegetal

Apesar de muito maior, o restaurante mantém as luzes intimistas da outra Sala à noite, e de dia aproveita a luz natural. O melhor disto tudo: já aceita reservas para almoços e jantares.

Praça D. Luís I, 7 (Cais do Sodré). 21 346 0030. Seg-Qui 12.00-15.00/19.00-00.00, Sex 12.00-15.00/19.00-01.00, Sáb 12.00-01.00, Dom 12.00-00.00.

+ Os melhores restaurantes no Cais do Sodré

Últimas notícias

    Publicidade