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RITA CHANTRE

Os melhores restaurantes no Cais do Sodré

Do peixe fresco à beira-rio à carne maturada, das pizzas de massa-mãe aos vinhos naturais, saiba onde almoçar ou jantar no Cais do Sodré.

Mauro Gonçalves
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Se há zona da cidade que está em permanente mudança é o Cais do Sodré. Conhecido pela movida nocturna, o bairro fervilha também durante o dia, com espaços que refrescam a cena gastronómica ao virar de cada esquina. Há clássicos mas também novidades para quem procura novas experiências à mesa. Do peixe fresco com vista para o rio às carnes maturadas, passando pelos vinhos naturais, petiscos e cozinhas do mundo, há opções para todos os palatos. Sem esquecer, claro, o primeiro Time Out Market do planeta (hoje já são mais de 10). Não sabe onde reservar mesa? Nós ajudamos. Deixamos-lhe os melhores restaurantes no Cais do Sodré para almoços prolongados ou jantares festivos.

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Os melhores restaurantes no Cais do Sodré

  • Cais do Sodré

O Blade instalou-se no Cais do Sodré com uma ideia simples: servir um único prato bem feito e a bom preço. É um bife de 180 gramas, mal-passado, trinchado e suculento. Custa 10€. E não, não estamos numa tasca. Não há inox à vista e cada detalhe mereceu atenção redobrada – os azulejos e os sofás vermelhos, as madeiras, os tons quentes, a iluminação baixa. Os acompanhamentos têm peso na experiência, sobretudo o arroz de cogumelos, cremoso e que pode ser um prato independente (para os vegetarianos terem lugar à mesa neste restaurante de carne). Há ainda esparregado, puré de trufa e batatas fritas. Para aproveitar as aparas do bife, surge ocasionalmente o Blade Burger, sempre em número limitado. À chegada há pipocas com parmesão e trufa, e no fim um gelado soft de pipoca, ambos oferecidos.

  • Cais do Sodré

O Boavista Social Club abriu em Novembro de 2021 e é claramente um sítio que reflecte as novas tendências e gostos de uma Lisboa em mudança. Além das especialidades do chef francês João Machado da Silva, praticamente todas para partilhar e com ingredientes locais e sazonais, são os vinhos naturais e os sets de jazz, disco, soul e hip hop que ajudam a levar as noites a bom porto. Conte com muitos discos de vinil e com a descontracção própria do Cais do Sodré.

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  • Cais do Sodré

Bife à Marrare, eis um prato que faz parte da história gastronómica de Lisboa e que hoje já só alguns se lembrarão realmente dele. Numa pesquisa online, multiplicam-se as receitas, mas escassa a informação. No Brilhante, é este bife o protagonista. Quanto ao espaço, é um clássico instantâneo, que tem tanto de brasserie francesa como de café antigo, qual ponto de encontro e espaço de tertúlia. A porta fechada, a meia-luz, os tons de madeira que se fundem com o vermelho das paredes e do veludo, o balcão imponente com 26 lugares, as mesas quase escondidas onde se sentam discretamente 30 pessoas, o bar vistoso.

  • Cais do Sodré

Este café tem pinta parisiense, como os donos, e é perfeito para pegar numa sandes e levar ou para aqueles finais de tarde com um copo de vinho e tábua de queijos e enchidos. É um “all day café” – um espaço híbrido que tanto serve pequenos-almoços como é restaurante e bar, com uma forte vertente vegetariana. Da taça de iogurte com granola à tosta de abacate, da shakshuka com queijo de cabra ao vegan bowl, o Café Janis tem de tudo, incluindo um brunch super completo.

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  • Cais do Sodré

O Corrupio é pequeno em espaço, mas grande nos sabores. Cheio de pinta e boa música, centrado no balcão de azulejos pintado à mão, aposta no receituário português, com produtos escolhidos a dedo e referências de vinho a condizer. É um sítio de clássicos reinventados, a começa pelo velho hábito que comer ao balcão – que aqui ganha todo um outro charme. Desde Março de 2026, que a cozinha tem uma nova chef, Ana Leão.

  • Mexicano
  • Cais do Sodré

A cadeia mexicana estreou-se em Portugal em Novembro de 2018, com a chancela Plateform (ex Multifood). Um ano depois, abriu um segundo restaurante, no Cais do Sodré. O espaço senta 38 pessoas e tem três mesas de partilha. As paredes são em pedra, há neónes prontos a fotografar e uma parede coberta de garrafas de tequila e mezcal, como no primeiro espaço na cidade da cadeia mexicana fundada por Sven Vogtland, Alan Drummond e Scott Linquist. A oferta gastronómica é exactamente igual: há as bem recheadas quesadillas, muita escolha de tacos, umas quantas saladas, burritos ou os burritos bowls.

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  • Hambúrgueres
  • Cais do Sodré

Hambúrgueres é assunto sério. No Dallas, fazem-nos à boa maneira americana, com carne orgânica e brioche grelhado no momento. “Hambúrgueres: o pilar de qualquer pequeno-almoço nutritivo.” Jules Winnfield, a personagem de Samuel L. Jackson em Pulp Fiction, disse-o enquanto mastigava um suculento hambúrguer da cadeia havaiana de hambúrgueres Big Kahuna. No Dallas ainda não se comem hambúrgueres logo pela manhã, mas pode encarnar a personagem do filme de 1994 de Quentin Tarantino – afinal a inspiração para a decoração vintage do espaço vem de lá e até vai conseguir tirar uma fotografia sentado numa das cabines com sofás vermelhos, ao estilo do clássico diner, antes de pedir um dos hambúrgueres da casa.

  • Árabe e Médio Oriente
  • Cais do Sodré

Abriu como o prolongar do legado que lá fazia morada, um restaurante de kebabs, mas a reinvenção foi além da comida de mão. No Farès o sotaque é francês, mas o coração e o prato chegam directamente do Médio Oriente, num espaço marcado pela crueza de materiais onde o cimento serve de pele às paredes e ao chão. Há bancos ao balcão a denunciar o adn de bar, mesas com sofás para tudo o que chegue de comida e ainda um espaço para sentar à janela.

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  • Português
  • Chiado/Cais do Sodré

No espaço, no Cais do Sodré, onde antes morava o Planto, de Vítor Adão, temos o Intenso, onde a tradição portuguesa está por todo o lado – da mesa às paredes e à música que toca todos os dias. A chefiar a cozinha está Mateus Freire, que nos traz a herança da sua terra, como o Bacalhau à Assis e a tigelada beirã, prometendo “portugalidade” acima de tudo. A carta inclui outros clássicos do receituário português, como peixinhos da horta, salada de polvo, pica-pau de lombo, lula grelhada, com molho de caldeirada e açorda de coentros, e frango piri-piri.  

  • Cais do Sodré

O antigo edifício dos CTT no Cais do Sodré tem uma data de restaurantes no rés-do-chão, mas então e lá em cima? Para chegar ao Javá, terá de entrar à confiança e procurar o elevador panorâmico, que o leva até ao último piso. Chegado ao topo, é toda uma nova vista da cidade que se abre para si. A decoração, sóbria e tropical-urbana ao mesmo tempo, envolve muitas plantas, mesas a puxar ao parisiense, candeeiros de vidro e luzinhas. Tem uma carta para quem quer almoçar algo leve, para quem se quer demorar à mesa de jantar (sem nunca perder de vista a dieta mediterrânica) e, claro, para quem sobe com a singela pretensão de beber um copo.

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  • Grande Lisboa

A sanduíche japonesa katsu sando está na origem do nome, mas a carta não se fica por aí. Por muito que adorem uma boa katsu, os amigos Rais Gainullin e Ilya Mochalin queriam abrir um sítio de influência pan-asiática, com clássicos e reinvenções à mistura. Há muito para provar e facilmente qualquer um dos pratos desperta curiosidade. As nossas recomendações vão para o tataki de charuteiro com toranja, laranja, chalota e coentros, e para o tataki de atum braseado com molho de tomate assado. São tão bons como soam. A katsu de bacalhau e o frango crocante com molho agridoce e ananás, de inspiração coreana, não ficam atrás.

  • Mexicano
  • Cais do Sodré

A música é alta e animada e as paredes estão pintadas com desenhos de campos de milho e pessoas em trajes coloridos. Nas mesas da esplanada ou do interior, estão nachos, tacos e margueritas. O La Fugitiva quer ser uma viagem ao México, sem que sejam precisas malas e bagagens. É Marbelly Prado que em conjunto com o irmão Ulises e com o chef e amigo mexicano Gabriel Rivera nos dá a conhecer um pouco do calor latino. Marbelly é costa-riquenha, adora Portugal, mas não esconde a preferência pela gastronomia mexicana. E atreve-se a dizer que no La Fugitiva não se come tex-mex, que é como quem diz uma fusão da cozinha mexicana e norte-americana. Aqui serve-se a verdadeira comida do México, defende.

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  • Pizza
  • Cais do Sodré

Pizza não tem de ser uma coisa complicada. E farinhas e ingredientes italianos não são garantia de qualidade absoluta. Duda Ferreira abriu uma pizzaria no Cais do Sodré para demonstrar isso mesmo, enfrentando de caras quem não gosta de ananás na pizza e quem ainda pega em talheres para a comer: na Lupita as pizzas são feitas com farinhas portuguesas Paulino Horta e passam por uma fermentação lenta e natural com recurso a massa-mãe. São depois assadas a alta temperatura pouco mais de um minuto. Há sete propostas, incluindo uma com ananás que quer agradar mesmo àqueles que torcem o nariz à fruta na pizza. É para comer com as mãos, lamber os dedos no final, beber vinhos naturais e divertir-se.

  • Frutos do mar
  • Cais do Sodré

O Monte Mar é uma instituição em Cascais, com mais de 50 anos de vida. Para o Cais do Sodré trouxe a fama e o proveito de um oceano que nunca falha na hora de dar bom peixe e marisco. Troca-se a vista-mar por vista-rio e não se troca mais nada: a carta é igualzinha nas duas moradas, tal como é o serviço impecável, à antiga. Os filetes de pescada com arroz de berbigão são as estrelas da casa (e também brilham no Time Out Market), mas há muito mais para explorar: da açorda de gambas à cataplana de marisco ou, espante-se, as iscas à portuguesa. 

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  • Cervejaria artesanal
  • Cais do Sodré

Cerveja artesanal (em quantidade e variedade) e petiscos, daqueles que aconchegam até os estômagos mais difíceis de conquistar. Descendente da fábrica em Marvila, a Musa da Bica é paragem obrigatória para centenas de apreciadores de cerveja. Já a ementa, assumidamente pouco dada a monotonias, muda com frequência. Por estes dias, a degustação obrigatória é o waffle de pão de queijo.

  • Português
  • Lisboa

Foi um dos restaurantes que marcou a cena gastronómica lisboeta nos anos 80 e 90. Ao fim de 35 anos mudou-se para o primeiro piso do Time Out Market e ganhou o dobro do espaço relativamente ao espaço original, mas nem por isso perdeu a essência, tampouco qualquer dos pratos mais clássicos – nem Manuela Brandão, a cozinheira que lá está desde os 18 anos, deixaria. Estão lá os excelentes pastéis de massa tenra, as costeletas de borrego panadas servidas com esparregado ou a tomatada de ovo escalfado. Mas a ementa cresceu e há também canja de rabo de boi com rabanadas de vinho do Porto, empadão de sapateira e uma sopa de mexilhão folhada. Por fim, a mousse de chocolate, sempre a mousse, a sobremesa imperdível.

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  • Pizza
  • Cais do Sodré

A pizzeria PZA tem uma casa na rua principal de Cacilhas, onde funciona num registo diferente, em formato restaurante com alguns lugares sentados e pizzas de diferentes tamanhos (pequena, grande e XL). Neste espaço no Cais do Sodré, a decoração é simples, com apenas uns quantos bancos altos para comer ali mesmo, rápido. Mas também pode pegar e levar. A pizza vende-se apenas à fatia, meia pizza ou uma inteira. Há 20 receitas e todos os dias há uma especial. As opções dividem-se entre as bianchi, as rossa, veggy e speciali. Nas brancas encontra a focaccia, a 7 formaggi e a carbonara, com guanciale. E nas pizzas com base de molho de tomate caseiro há desde as mais clássicas marinara e margherita à amatriciana, com o molho tradicional à base de guanciale, queijo pecorino e tomate.

  • Petiscos
  • Cais do Sodré

A Taberna da Rua das Flores desceu ao Cais do Sodré e deu nova vida ao histórico Quiosque São Paulo, agora parte do grupo Quiosque Lisboa. Preparados na casa-mãe, nesta esplanada servem-se clássicos alfacinhas, muitos deles injustamente caídos em desuso. O dia arranca com pequenos-almoços à antiga, entre galões, bolos de arroz e os audazes cafés com cheirinho. Depois, a ementa vira-se para os petiscos: sandes de torresmos (como a da extinta Casa Cid), ovos verdes, pastéis de massa tenra e pastéis de bacalhau. Nas bebidas, brilha uma receita recuperada do século XIX, o refresco de salsaparrilha. Para rematar, conte com mousse de chocolate e o nostálgico pudim Mandarim.

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  • Japonês
  • Cais do Sodré

Abriu portas pela primeira vez na Rua de São José, mas agora é no Cais do Sodré, no número 13 da Travessa do Carvalho, que encontramos a ramen-ya de Asuka Watanabe. Watanabe – que é japonesa e passou anos a trabalhar no bairro japonês Sawtelle, em Los Angeles, nos EUA – faz tudo de raiz, dos caldos aos noodles. São quatro caldos diferentes, um à base de ossos de porco (para o tonkotsu ramen), denso e leitoso, outro translúcido de frango (para o shio ramen), outro cremoso de frango (para o tori paitan e para o miso ramen), e um vegetariano, com miso e cogumelos shitake.

  • Árabe e Médio Oriente
  • Chiado/Cais do Sodré

No Rumi, as especialidades das cozinhas palestiniana e turca não se fundem – apenas convivem numa mesma e extensa carta, cheia de opções para partilhar. A começar pelo mezze, batalhão de entradas servidas nas cozinhas grega, turca e do Médio Oriente. Não faltam clássicos como húmus, aqui enriquecido com pinhões torrados, o labne ou a própria moussaka, aqui em versão vegana, com cogumelos. No segundo separador, a intensidade sobe de tom – o ali nazik, um puré de beringela fumada, iogurte e alho, ou os rolinhos de musakhan, de massa filo, levemente fritos, com recheio de frango desfiado, cebola caramelizada, pinhões e sumac. Da Turquia chega a Adana kebab, espetada de carne de borrego e vaca, servido com cebola e pimentos assados.

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  • Japonês
  • Chiado/Cais do Sodré

Depois de ter saído do Praia no Parque, Lucas Azevedo voltou com um restaurante sem rótulos, mas com um grande balcão. Abriu praticamente sem sushi, mas os clientes que o conheciam de outras andanças estavam com tantas saudades que o chef reformulou a carta para incluir várias opções de sashimi, temaki, futomaki e oshizushi. No entanto, a katsu sando continua a ser a protagonista. Destaque ainda para pratos como a enguia, servida com arroz branco e gema de ovo, o coração de alface com molho pirikara, o tártaro de carapau com tofu frio e shiso, a lula com togarashi, ou a beringela com miso e o frango karaage.

  • Cais do Sodré

Referência nacional e mundial para apreciadores de carne, a Sala de Corte está entre as melhores steakhouses do mundo (numa lista de 100). Com matéria-prima de primeiríssima linha, cortes tentadores e uma maturação feita na casa, tudo o que chega à mesa é irrepreensível. A acompanhar a carne, pratinhos como o Brás de cogumelos, o puré de trufa, as batatas de dupla fritura ou o esparregado. Com mais de 100 lugares, entre a elegante sala, o balcão e uma esplanada interior, o serviço é exemplar.

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  • Santos

Onde outrora funcionou a mercearia e garrafeira Comida Independente, mora agora o Salón, projecto do chef argentino Segundo Farrell, dono da La Joya Cantina, com mais dois sócios. Num espaço limpo e despretencioso, as atenções estão na comida – um menu curto e focado no produto – e no vinho. Afinal, o restaurante ostenta uma carta com cerca de uma centena de referências, na maioria portuguesas e com muitos vinhos naturais pelo meio. À mesa (ou ao balcão) petisca-se, sobretudo. Uma vez por mês, o Salón recebe um chef convidado.

  • Cais do Sodré

O nome não quer dizer nada. É apenas uma sensação, umas cócegas na língua: “sen-zi”, diz Anna Pirogov, co-fundadora deste espaço no Cais do Sodré. É um café para se estar, no verdadeiro sentido da palavra – a tecnologia deve ficar guardada no bolso ou na mala, aqui conversa-se, saboreia-se, observa-se. À mesa, só mesmo o matcha, servido simples ou em bebidas de autor, e a oferta de pequeno-almoço, que inclui desde ovos cozidos a baixa temperatura até papas de aveia com fruta fresca e cheesecake basco, um dos best-sellers da casa. Depois, na hora de se ir embora, e a equipa do Senzi espera que a experiência seja tão agradável que queira adiar esse momento o mais possível, é possível comprar lotes da Nomad, para fazer os seus próprios cafés e cocktails no conforto de sua casa. Na verdade, também já pode mandar vir tudo o resto através de Uber Eats e Glovo.

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  • Asiático contemporâneo
  • Cais do Sodré

Aqui reina a street food asiática mas dentro de quatro paredes, com néons, papel de parede com motivos asiáticos, duas mesas altas viradas para a rua, luzes a pender do tecto, chapéus de palha cónicos vietnamitas, música pop japonesa e uma cozinha aberta para espreitar o que o chef e a equipa estão a magicar. Das ruas de Banguecoque para esta morada no Cais do Sodré, vem uma carta que se divide em entradas e saladas, grelhados, baos, ramen, wok e caris. Conjugam-se doces, salgados, picantes e ácidos, por isso não saia sem provar as asinhas de frango, para lamber os dedos no final, os money bags ou os tacos de caril de borrego. Misturas improváveis, portanto.

  • Coisas para fazer
  • Cais do Sodré
Time Out Market Lisboa
Time Out Market Lisboa

É um mercado do século XIX que começou por se chamar Mercado da Ribeira Nova e o povo, espantado por ver uma cúpula num mercado hortícola, chamava-lhe Mesquita do Nabo. As bancas com produtos frescos continuam a funcionar numa das alas, mas desde 2014 que este espaço se tornou o espelho da revista Time Out Lisboa, aqui representada em três dimensões. O Time Out Market Lisboa tem uma selecção dos melhores restaurantes da cidade, bares, espaços comerciais e uma sala de espectáculos.

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  • Chiado/Cais do Sodré

Vinhos naturais e comida que respeita a estação. Eis os dois mandamentos de quase todo o restaurante que tem aberto. À primeira vista, o Tricky’s podia ser mais um destes restaurantes, mas é mais do que isso. Pelo menos, esforça-se para ser, trabalhando de muito perto com pequenos produtores, escoando-lhes stock e não se prendendo a uma carta feita. Para beber, o foco está nos vinhos naturais que dificilmente se encontram por cá (há apenas uma referência portuguesa), além de uma série de opções surpreendentes como kombucha, kefir ou tepache feitos em casa.

  • Japonês
  • Cais do Sodré

No Wishbone, Maurício Varela centra-se no prato de karaage que fez sucesso no Dhalia e em vários pop-ups desde o fecho desse listening bar de boa memória no Cais do Sodré. É o resultado do resgate de uma memória de frango frito que o chef comia na juventude, no interior de São Paulo, com uma marinada simples mas saborosa – alho, gengibre, soja e lima. Aqui não se usa buttermilk e o menu é propositadamente curto: duas sandes (uma inteiramente vegan, pão incluído), pedaços de frango com maionese kewpie, batatas “triplamente fritas”, sunomono e três molhos caseiros bastam para dar a identidade da casa. Para beber, há cervejas japonesas. A sobremesa é gelado de sésamo negro. O espaço é pequeno e luminoso, com balcão aberto e música a ligar todo o ambiente, com soul, jazz e hip hop, e é perfeito para uma refeição rápida antes de seguir para a noite no Cais do Sodré ou em Santos, ou já depois de uns copos.

Restaurantes bairro a bairro

Apesar de todas as transformações na zona, Benfica continua a ser um bairro tradicional, onde é possível conhecer e tratar os vizinhos pelo nome. Há restaurantes que resistem há décadas e se tornaram destino por si.

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