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Golden Vista
Francisco Romão Pereira

16 restaurantes para dançar em Lisboa

Não precisa de percorrer as capelinhas todas. Nestes restaurantes para dançar em Lisboa pode fazer de tudo.

Escrito por
Teresa David
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Escolher um sítio para jantar é, geralmente, muito fácil. Difícil costuma ser decidir para onde seguir a noite. Nada tema. A Time Out dá conta da tendência que nos vem facilitar a vida. Um dois em um. O que não falta agora são restaurantes com alma de bar e discoteca para todos os gostos. Dá para jantar, beber um copo (ou dois, ou três) e deixar-se ficar para dançar noite dentro. Marque mesa num destes restaurantes para dançar em Lisboa e comece e acabe a noite no mesmo sítio. Sempre em bom.

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16 restaurantes para dançar em Lisboa

  • Restaurantes
  • Grande Lisboa

Que atire a primeira pedra quem nunca pecou. E se há sítio para o fazer, sem ter de passar pelo Purgatório, é no novo Envy – o restaurante de Chakall no Lust in Rio, onde se come, bebe, assiste-se a espectáculos e dança-se noite dentro. Neste Envy – inveja, em português, para combinar com Lust, que se traduz para luxúria – a decoração abundante em plantas, a iluminação às cores, a música alta e os bonitos cocktails que vão chegando às mesas, como os clássicos Moscow mule (10€) e Expresso martini (10€), prometem uma coisa: festa. Enquanto desfruta da sua refeição e da vasta carta de bebidas, o entretenimento é garantido com vários espectáculos de música e dança. Depois, a farra fica a cargo do Lust in Rio e da sua programação habitual. Segundo Chakall, quem decidir prolongar a estadia não tem de pagar a entrada na discoteca. 

  • Restaurantes
  • Alcântara

Podem ser Contra muita coisa, mas de uma boa festa são sempre a favor. Aberto no lugar de um antigo e conhecido pub irlandês, nas Docas, e com a colorida estátua de Leonel Moura, “Crista Rainha” (que antes estava no Rio Maravilha), a receber quem por lá passa, o Contra quer ser tanto um restaurante de boa comida, como um ponto de encontro para copos com bons cocktails. Na carta de comida não faltam pratos de carne, peixe e até alternativas vegan, nem opções para partilhar. Já nas bebidas, há cervejas e vinhos, mas quem brilha mais são os cocktails. Vale a pena provar o Barbie (7€), com gin, framboesa, xarope de baunilha, tomilho e clara de ovo. As noites de sexta-feira e sábado são animadas por DJs e a partir desta semana começam as noites de música ao vivo às quintas-feiras. A entrada é livre de consumo. 

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  • Restaurantes
  • Alcântara
  • preço 3 de 4

É preciso ter muita lata para entrar num restaurante e ficar até de madrugada, mas neste espaço das Docas, com uma esplanada de invejar e uma vista desafogada para o Tejo, não só é possível, como é aconselhável. O ambiente é boémio, e o vistoso bar à entrada revela que não se vem aqui só para comer. A partir de certa hora, no andar de cima, as mesas desaparecem para dar espaço à pista de dança. Não é de estranhar por isso a aposta forte nos cocktails. Divididos entre cocktails metediços, insolentes e sem pudor, há mais de 20 opções disponíveis, como o Tubarão da Veiga (9€), com gin, sumo de limão, xarope de açúcar, smash de pepino e manjericão. Para comer, há pratos de inspiração contemporânea e internacional. Para quem não janta, a entrada fica entre 10€ e 20€ consumíveis. 

  • Restaurantes
  • Cais do Sodré

Aqui, as estrelas são as gambas e o polvo. Estão em praticamente todos os pratos, de várias maneiras e feitios, e completam o ambiente descontraído e intimista que se vive durante a refeição. Acontece que de quinta-feira a sábado, por volta das 23.00 e até às três da manhã, tudo muda. O restaurante vira bar e a calma vai embora para deixar entrar a folia. Há dias em que chegam os DJs para animar a malta, noutros a música fica a cargo dos foliões, que têm liberdade para escolher a playlist que vai pôr toda a gente a abanar o esqueleto. A vasta carta de bebidas também ajuda na mudança de cenário. O cocktail da casa, feito com gin e puré de morango (10€), é um bom chamariz. Aqui a entrada é livre e só se paga o que se consome.

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Who The Fuck is Henry
Manuel Manso

Who The Fuck is Henry

Pouco se sabe sobre a identidade de Henry, mas muito se vai sabendo sobre a boa onda do colectivo que tem marcado a cidade. Da arte urbana, à gastronomia e às festas, a mão de Henry chega a todo o lado. No caso da gastronomia, o grupo conta com Rishav (Aura Dim Sum Lab), Dede (Café Dede’s), Shay (Queimado, Rove), Tordj (Mamma Mia dinner e Bbq Bombarda) e Ricardo (Estação de Santos) – nomes sem apelidos, tal como Henry. A Estação de Santos é o lugar onde o colectivo se materializa: um pequeno café na estação de comboios, onde Ricardo, que tinha aberto o Vizza New Age Pizzabar, na Praça das Flores, faz pizzas, além de dar espaço a pop-ups. A música nunca falta, e volta e meia há outras coisas a acontecer. Nem sempre em frente aos nossos olhos. Funciona tudo com base no passa-a-palavra, onde não passa ninguém sem a aprovação do colectivo. Só assim se mantém a mística. Uma coisa é certa: a festa é garantida.

  • Restaurantes
  • Alcântara

Depois de uma refeição com direito a baos e outros clássicos da cozinha chinesa, prepare a voz para subir ao palco para uma noite de karaoke. As músicas, mais de cinco mil, estão acessíveis através de um código QR disponível nos ecrãs espalhados pelo Golden Vista, nas Docas. Só precisa de saber o que quer cantar ou o que quer que o amigo do lado cante, com ou sem aviso prévio. Depois de escolhida a canção, resta esperar que o chamem para brilhar. De "Baby One More Time" de Britney Spears a "You Shook Me All Night Long" dos AC/DC, a lista é extensa e dá para tudo. E se o que precisa para perder a vergonha é de um trago de coragem líquida, pode sempre experimentar os cocktails como o ginger punch (10€), um huang gua mule, com travo de maracujá (11€), ou o mojito de líchia (10€). Além do palco montado no primeiro andar, com lugar para 50 pessoas, existe uma sala privada, onde não é possível jantar, mas proporciona total recato a grupos até 12 pessoas com dificuldades em apresentar os dotes vocais em público. O aluguer pode ser feito por duas horas e, consoante o dia e o horário, pode variar entre 50€ e 140€. 

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  • Restaurantes
  • Mexicano
  • Cascais
  • preço 2 de 4

Se pode comer e ir embora? Pode. Mas este é um restaurante para jantar e deixar-se ficar, de preferência de tequila na mão, a dançar como se estivesse no México. A partir das 23.30, as mesas do Malacopa, na Rua Amarela, em Cascais, rebatem e ficam encostadas à parede, abrindo alas para a pista de dança – ou “la puta fiesta”, como anuncia o provocador néon rosa em cima da cabine do DJ. A música só pára à meia-noite, aos dias de semana, e às 02h00, aos sábados e domingos. Os pratos são, claro, de inspiração mexicana, assim como grande parte da carta de bebidas. Há margaritas de todos os sabores e feitios (6€-7,5€ o copo), um mata-gringos (9€), uma Paloma, com tequila e sumo de toranja (8€) e muitas outras opções para aquecer a noite. 

  • Hotéis
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

O Mama Shelter, entre o Marquês de Pombal e o Rato, tem dado nas vistas nas redes sociais – e há vários motivos para tal. É animado, arrojado e extravagante. Na zona do restaurante (aberto a hóspedes e não hóspedes), a decoração é divertida, a ilha de bar muito generosa em tamanho, há um palco preparado para concertos e DJs, além de uma cozinha aberta. O ambiente é de borga, com música alta a acompanhar o jantar descontraído preparado pelo chef Nuno Bandeira de Lima. No bar servem-se cocktails de assinatura – todos com nomes portugueses, como o Amália Rodrigues (11€) –, e outras bebidas, como vinho ou cerveja, até às duas da manhã. Se preferir beber um copo no exterior, além da esplanada do restaurante, tem ainda o rooftop do hotel, que acaba de abrir com vista panorâmica para a cidade. Antes de ir embora, não se esqueça de passar pela casa de banho para tirar uma selfie no espelho. 

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  • Restaurantes
  • São Sebastião

Por esta altura, as noites no Praia no Parque já dispensam apresentações, mas há que relembrar os mais esquecidos (ou os mais desatentos) que aqui é possível jantar e sair à noite sem sair do lugar. Quem vai jantar no restaurante ou na barra japonesa de Lucas Azevedo, entre quinta-feira e sábado, é provável que acabe a dançar de copo na mão. E por falar em copos, pode pedir um dos muitos cocktails clássicos ou de assinatura, como o Fresh foam (14€), com Grey Goose, Saint Germain, sumo de limão e arando e demais ingredientes. Nestes dias, até às 03.00 da manhã, o entretenimento é garantido com DJs ou música ao vivo. Para quem não quer jantar, mas quer bailar, existe um cartão de consumo (sem valor estipulado). Devido à grande afluência, é feita selecção à porta. 

  • Restaurantes
  • Brasileiro
  • Cais do Sodré
  • preço 2 de 4

Este boteco carioca à beira-rio, perto da estação de comboios do Cais do Sodré, é uma viagem ao Brasil sem sair de Lisboa. À mesa não faltam a feijoada brasileira (incluindo uma versão vegan), pão de queijo, mandioca e brigadeiros para sobremesa – refeição que pode acompanhar, claro, com caipirinhas ou caipivodkas (6,50€) de lima, maracujá, morango, ananás e líchia. De quarta a domingo pode esperar muita animação, com roda de samba ou música popular brasileira ao vivo. Seja lá dentro ou lá fora, o importante é divertir-se e dar ao pé. 

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  • Restaurantes
  • Português
  • Bairro Alto

O The Insólito, do The Independente Collective, é o sítio certo para beber um copo com vista. O ambiente na esplanada é despreocupado, com um chão de madeira repleto de tapetes coloridos e candeeiros, de ferro, a imitar troncos de árvores. Lá dentro, a decoração é saída do País das Maravilhas. Há espelhos e portas que não abrem e que simulam realidades paralelas, quadros virados ao contrário e objectos que já só se encontram em casa dos avós. É neste cenário que se pode beber um dos cocktails originais, como o Alice (10€), uma vodka com infusão de marshmallow, ou o White Rabbit (10€), feito com gin, clara de ovo e infusão de cenoura fumada e tomilho. Para acompanhar, o chef David Vieira prepara finger food. A festa acontece de terça a sábado, com música ou DJ ao vivo. 

  • Restaurantes
  • Avenida da Liberdade

Olivier da Costa tem-nos habituado, ao longo dos anos, a jantares bem regados e animados. É assim no Guilty e é assim no Seen, bar e restaurante com uma vista de cortar a respiração. No topo do hotel Tivoli Avenida, não há refeição que não acabe em festa – ajuda a animação de um DJ residente, que lá pára de segunda a sábado. Nos cocktails assinados pelo bartender Lucas Jaques vai encontrar opções como o Mita (10€), com sake e néctar de maçã verde, ou o Sin and be Seen (11€) com gin, vodka e azeitona. O cardápio dos cocktails traz ainda os tradicionais Negronis, Moscow mules, Manhattans e New York sours. A carta de vinhos também é longa. Para comer há pratos da cozinha portuguesa, brasileira e até japonesa. 

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  • Restaurantes
  • Chiado

Se a aristocracia do século XVIII dançasse ao som de música house e deep house, este seria o sítio. Neste palácio pode comer no salão do restaurante e seguir para o bar SALLA, no piso térreo, para ouvir música e beber um copo: há vários cocktails de assinatura, como o Pulp Fiction (11,5€), com pisco, licor Passoa, sumo de toranja, sumo de lima e xarope de baunilha, ou o Narcos (10€), com tequila, sumo de ananás, sumo de lima, xarope de malagueta e mel que se aquece. Os bailes acontecem de quinta-feira a sábado, das 21.00 às 02.00. 

  • Restaurantes
  • Asiático contemporâneo
  • Estrela/Lapa/Santos
  • preço 3 de 4

Aqui está mais um rooftop com queda para a festa. No Ōkah, o espaço divide-se entre restaurante e bar e a farra faz-se praticamente todos os dias da semana. Para comer há pratos típicos portugueses e comidas do mundo. Para beber não faltam vinhos e cocktails de autor. Também há sempre música no ar. De terça a sábado, entre as 17.00 e as 20.00, toca o DJ residente, mas nas noites de sexta e sábado, das 23.00 às 05.00, a animação é feita por convidados especiais, escolhidos de acordo com o tema da festa desse dia. Ao domingo à tarde é a vez de o samba ocupar o espaço, entre as 17.00 e as 23.00, também com um DJ convidado. Em algumas festas é exigido um valor de entrada consumível. 

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  • Bares
  • Cervejaria artesanal
  • Cais do Sodré

O foco é a cerveja artesanal, mas neste pequeno bar, com algumas mesas corridas, há espaço para explorar a relação desta bebida com a comida. Pedro Abril e Tiago de Lima Cruz, a dupla do colectivo New Kids On The Block, são os grandes responsáveis pelo menu, onde não faltam croquetes, pregos e até quesadillas para aconchegar bem o estômago e prepará-lo para a bebida. Volta e meia há dias com menus especiais, por isso convém estar atento ao Instagram. Quem passar pela Musa da Bica vai poder ainda contar com uma programação musical recheada de playlists delirantes, concertos e DJ sets, regadas a IPA, Stout e outras cervejas. 

Boavista Social Club
@boavista.socialclub

Boavista Social Club

Nasceu no lugar do saudoso Pistola y Corazón, onde fomos tantas vezes felizes, quase sempre fora de horas, como agora propomos. No Boavista Social Club já não se comem tacos nem se bebem margaritas, mas continua a fazer-se a festa. A onda deste listening bar, onde se ouve apenas música de vinil, é outra, mas continua a ser boa. A música é peça essencial de tudo. Do jazz à dance music, a música está lá sempre com diferentes DJs convidados, seja durante o jantar ou noite dentro, já sem mesas a ocupar o espaço. A carta de comes é curta e vai mudando conforme a oferta, e, para beber, o destaque vai para os vinhos naturais. 

Mais sítios para começar a noite

  • Coisas para fazer

Os dias aqueceram, a noite chega mais tarde e a vontade de voltarmos a tomar conta das ruas nunca foi tão grande. Beber um copo ao fim do dia, depois do trabalho, pode tornar-se o hábito que precisamos e as happy hours são a desculpa perfeita. Nestas horas felizes, as imperiais passam a custar uma módica moedinha e os cocktails caem para metade do preço. Escolhendo bem, ainda encontra petiscos com preços reduzidos para acompanhar e esplanadas na cidade que não têm preço. É tempo de correr as happy hours em Lisboa.

  • Bares

Não é segredo para os portugueses – e não só – que o nosso vinho é um dos melhores do mundo. Prova disso é o reconhecimento, por exemplo, da revista Wine Enthusiast, que em 2019 considerou Lisboa um dos melhores destinos vínicos do ano. A esta junta-se um outro punhado de menções que, ao longo dos anos, têm deixado os produtores nacionais orgulhosos. Não será de estranhar, por isso, que os bares de vinho (ou wine bars, como lhes chamam os ingleses), garrafeiras e lojas da especialidade estejam cada vez mais na moda. Nesta lista, para se aconchegar ao fim do dia, reunimos os melhores bares de vinho em Lisboa, onde além de conseguir beber um bom copo de vinho consegue também picar um bom petisco. 

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