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Coyo taco
©Duarte Drago

Um roteiro pelos restaurantes do Príncipe Real

Há um mundo de restaurantes no Príncipe Real. Entre clássicos e novos, o difícil é escolher – mas não se esqueça de reservar.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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O Príncipe Real é o bairro com as lojas mais alternativas, as noites mais coloridas e os restaurantes do momento – muitos deles de janelões abertos para a rua a convidar a um copo antes de entrar. Depois de tanto tempo adormecida por causa da pandemia, a zona voltou à vida de antigamente. A oferta é variada e não desilude. Asiáticos, italianos, cozinhas de autor: abram alas para a corte de restaurantes do Príncipe Real. Há muito por descobrir e provar. Vá por nós e coma como um abade. Perdão, como a nobreza que merece ser.

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Os melhores restaurantes no Príncipe Real

  • Restaurantes
  • Global
  • Princípe Real

Não foi o primeiro restaurante em nome próprio de Kiko Martins em Lisboa – essa distinção pertence a O Talho – mas foi o responsável por pôr o nome do chef nas bocas do mundo. E por consequência, tornar o espaço numa das mesas mais concorridas da cidade. A Cevicheria nasceu para homenagear o prato nacional do Peru, serve-o com salmão, atum e até bacalhau, mas o melhor de todos, a valer a espera na fila, é mesmo o ceviche puro, com peixe branco da época, puré de batata doce, cebola, algas e leite de tigre.

  • Restaurantes
  • Princípe Real

O Atalho Real é uma espécie de alfaiate de carnes. Tem várias peças, vários tamanhos e sempre duas formas de as vestir – dentro do pão ou no prato, bem acompanhados. A escolha nem sempre é fácil, mas recomendamos que se atire à entrecôte maturada ou à maminha Black Angus e que peça a salada coleslaw. Em dias e noites mais amenas, reserve mesa na esplanada/jardim exterior, com vista para o Jardim Botânico. Um luxo.

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  • Restaurantes
  • Japonês
  • Chiado/Cais do Sodré

Os puristas defendem (e bem) que o Bonsai fica no Bairro Alto, mas a porta espreita para o Príncipe Real. Vem do tempo em que comer com pauzinhos era uma excentricidade, sendo hoje um dos restaurantes japoneses mais antigos da cidade. Sobreviveu ao boom de restaurantes de sushi, a algumas trocas de chefs e só a pandemia o parece estar a abrandar, por agora – já só está aberto ao jantar. Continua, ainda assim, a ser um dos melhores nipónicos de Lisboa, misturando excelentes pratos quentes de tasca japonesa com peixes crus, frescos e bem cortados.

  • Restaurantes
  • Princípe Real
  • preço 3 de 4

O Boubou's, escondido no Príncipe Real, é um três em um: tem uma zona de bar, uma cozinha aberta com balcão para comer à frente do chef e uma bonita esplanada interior, suficientemente fresca no Verão e acolhedora no Inverno. Tem muito por onde escolher, mas vá em família e peça os Go Big or Go Home, tábuas grandes com polvo, ou o kebab Do It Yourself, de cordeiro. PS: o nome do restaurante resulta da repetição da sílaba inicial do apelido do casal.

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  • Restaurantes
  • Mexicano
  • Chiado/Cais do Sodré

Não passa minimamente despercebido: as paredes do edifício são de um azul eléctrico, há um neón forte a iluminar o nome do restaurante e música que se sente ainda na rua. O Coyo Taco é uma cadeia que nasceu em Miami pela mão de três amigos e chegou a Portugal em Novembro de 2018 com o melhor da street food mexicana, dos tacos às quesadillas e burritos. Sem esquecer as margaritas.

  • Restaurantes
  • Indiano
  • Chiado/Cais do Sodré
  • preço 2 de 4

Diz-se que Lisboa é a nova Berlim e foi isso que pensou a indiana Aparna Aurora, a dona do Chutnify, que depois de se estrear em 2014 na cidade alemã chegou em Agosto de 2017 a Lisboa. No seu restaurante indiano (moderno e não de fusão), é imperativo comer com as mãos. Os pratos também são bastante artísticos, do papad basket de entrada às dosas como a de pato picante ou batata masala e o bagare baingan, com beringela, amendoim e coco. À sobremesa, coma a chamuça de chocolate. Aproveite e descubra também os cocktails. 

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  • Restaurantes
  • Princípe Real
  • preço 2 de 4

Tem de entrar neste restaurante sem medo nem preconceito de sujar as mãos e lamber os dedos no final. Chama-se Crispy Mafya e a jóia da coroa é o chicken waffle burger, um hambúrguer de frango frito em que o pão é substituído por um waffle salgado. Combinação arriscada, mas vencedora. Mas se estiver com coragem, prove também o Hot'N Honey Burger, onde o frango frito crocante faz par com jalapenos e pickles em pão brioche. Óptimo para subir a temperatura.

  • Restaurantes
  • Português
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
  • preço 3 de 4

Apesar de ter fechado portas no final de 2017, o restaurante Antiga Casa Faz Frio, no Príncipe Real, não entrou para a necrologia das lojas históricas: mudou de mãos e reabriu de cara lavada mas com a história intacta. O receituário português continua a ser o grande foco desta casa, agora com uma actualização dos pratos e um maior investimento em ingredientes e matéria-prima de qualidade. A casa era conhecida por ter sempre uma proposta de bacalhau nos pratos do dia e isso continua a ser regra. 

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  • Restaurantes
  • Vegetariano
  • Princípe Real

Healthy V. instalou-se na rua da Escola Politécnica no antigo espaço do Naked para servir pequenos-almoços, almoços e jantares saudáveis, vegetarianos e maioritariamente vegan. Das propostas da chef Silvia Santos destacam-se pratos coloridos como a tartine de portobello assado, hummus, espinafres salteados e sementes tostadas; o hambúrguer de feijão encarnado com maionese vegan e redução de ananás; ou a bowl de beringela assada em miso e noodles de arroz. Igualmente recheada é a carta das bebidas. Há smoothies de vários sabores, kombucha, cervejas artesanais e vinhos biológicos para beber a copo ou a garrafa.

  • Restaurantes
  • Chiado/Cais do Sodré

Espécie rara em Lisboa, esta pizzaria biológica é um verdadeiro sítio a conhecer para quem gosta de pizzas de massa fina. O restaurante é despretensioso e simples, mas quem aqui vem, vem para comer bem. Também vem para ver a massa ser estendida à frente dos olhos até ficar lisa e com pouca elasticidade; para provar, entre outros produtos bio, mozzarellas orgânicas vindas de Itália e legumes que chegam de uma quinta biológica em Portugal.

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  • Restaurantes
  • Italiano
  • Princípe Real
  • preço 2 de 4

A versão portuguesa do restaurante italiano de Jamie Oliver tem três pisos com 174 lugares sentados, com direito a sala privada no -1, e dois terraços com vistas incríveis para o castelo, seguindo, em termos de decoração, a mesma linha dos restaurantes Jamie’s Italian – presuntos e alhos pendurados no bar, à entrada, e decoração em madeira, azul e cobre. A carta é grande, tem o nome dos pratos em inglês para “preservar o espírito britânico" e faz referência aos “mais famosos” ou aos favoritos de Jool, a mulher de Jamie Oliver, das massas às pizzas.

  • Restaurantes
  • Global
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Quando a carne maturada ainda não era presença assídua em muitas cartas de restaurantes, Olivier da Costa abriu o K.O.B. (Knowledge of Beef) com diferentes cortes de carnes de países como Austrália, Japão, Irlanda e Espanha, além de Portugal – todas com uma maturação até 60 dias. Com a pandemia, o restaurante, de ambiente moderno e sofisticado, ganhou uma esplanada acolhedora, que se mantém até agora. Vale a pena espreitar a lista de entradas e sobremesas.

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  • Restaurantes
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

É um clássico de Lisboa com uma vista para a cidade difícil de bater, o que faz do La Paparrucha, além de um bom restaurante, um miradouro de luxo. Foi um dos primeiros restaurantes argentinos (nação especializada em carne) da cidade, sendo a parrillada plata (uma mista de carne de vaca e porco para duas pessoas) uma boa forma de se introduzir.  A espetada mista La Paparrucha (com mista de carne de vaca, cebola e pimentos) também tem muita saída. Não falta também a picanha a que se podem juntar massarocas, legumes grelhados na parrilla ou grelos salteados, entre as necessárias batatas fritas e arroz. Durante a semana ao almoço, há um menu muito em conta (14€).

  • Restaurantes
  • Português
  • Chiado/Cais do Sodré
  • preço 2 de 4

Imagine aquilo que come num festival de street food, mas tudo reunido dentro de quatro paredes e numa mesa, rodeado de amigos. É mais ou menos assim no Rua, restaurante de Manuel André Fernandes e Ricardo Pereira. Países asiáticos e da América Latina convivem na mesma mesa em petiscos feitos para partilhar. Dentro do restaurante há arte de rua, com murais do artista urbano Samina, néons, luzes baixas e pormenores em ferro que dão um ambiente mais urbano à coisa.

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  • Restaurantes
  • Europeu
  • Chiado/Cais do Sodré

O janelão enorme, com uma mesinha e umas quantas flores, denuncia o Seagull Method Café, no Príncipe Real, projecto dos donos do minimalista Heim, em Santos, e do novo grego da cidade, o Kefi. Por aqui, mantém-se a decoração simples, com paredes em pedra e umas quantas ilustrações com gaivotas para honrar o nome. Para comer, não faltam os pratos de ovos, as torradas de abacate ou salmão fumado, açaí, croissants e granola. Para sobremesa, como seria de esperar de um espaço destes, destacam-se as panquecas, servidas em torres muito instagramáveis. 

  • Restaurantes
  • Princípe Real

O sítio é pequeno e quase passa despercebido, não fosse um cartaz na Rua da Escola Politécnica com o nome que chama imediatamente à atenção, “Sujamãos”, e logo abaixo a exclamação: “É do cachaço!”. Virando o olhar para onde aponta, para a Rua do Monte Olivete, avista-se a pequena esplanada. A carta é pequena e não tem que enganar: para comer há apenas sandes de cachaço, croquetes de cachaço e sopa. E o difícil, provavelmente, vai ser ficar-se apenas por um croquete e uma sandes, de tão gulosos que são. O nome do espaço também não é só para abrir o apetite: aqui sujam-se realmente as mãos. Ora se engorduram os dedos com o molho da sandes, ora é a carne que quase cai do pão e que obriga a uma ligeira ginástica rítmica entre mãos e boca. 

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  • Restaurantes
  • Libanês
  • Princípe Real

O menu do Sumaya é grande e muito completo, para dar a conhecer ainda mais (e melhor) os pratos típicos de forno e os grelhados do Líbano – a maior parte receitas da avó de Tarek Mabsout, o dono. Outra das grandes apostas deste restaurante é o vinho: além dos rótulos portugueses, que não poderia deixar de haver, tem referências libanesas, entre tintos, rosés e brancos, cultivados no vale de Bekaa, considerado o coração verde do Líbano. A melhor forma de fazer esta viagem é mesmo pedir um combinado (há para uma, duas ou quatro pessoas). 

  • Restaurantes
  • Petiscos
  • Chiado/Cais do Sodré
  • preço 3 de 4

Henrique Sá Pessoa tem duas estrelas Michelin e é uma estrela de televisão, mas nem por isso é um chef inacessível ao comum dos mortais. Não só tem um balcão em nome próprio no Time Out Market, como é o homem ao leme deste Tapisco, onde casa tapas e petiscos. Bonito, coim serviço simpático e, cereja no topo no bolo, um bar de vermutes para o entreter enquanto espera por mesa. A fórmula mágica para não disparar a conta é dividir um tapisco e uns ovos, rachar um dos pratos das brasas ou dos tachos e finalizar com uma sobremesa.

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  • Restaurantes
  • Petiscos
  • Chiado/Cais do Sodré
  • preço 3 de 4

Se há coisa que os cariocas sabem fazer é tirar o pé do chão e sambar noite fora. No mesmo espaço, o Zazah junta comida da boa, arte a revestir as paredes e música. Comecemos pelo fim:  a sobremesa Três Marias é o melhor remate de refeição que poderia ter – são cones de brigadeiros, que misturam brigadeiro branco e negro. A carta é, essencialmente, de cozinha internacional para partilhar. 

  • Restaurantes
  • Italiano
  • Princípe Real

Tem uma das nossas esplanadas preferidas na cidade, mas muito antes de lá chegar, já ficamos de água na boca. A entrada da pizzaria Zero Zero é um deleite e para verdadeiros apreciadores de comida italiana, com uma pequena charcutaria com queijos e enchidos. As pizzas, estrelas da casa, são feitas pelo método poolish, com fermentações naturais longas da massa, três tipos de farinha e controlo minucioso da temperatura. A lenha usada no forno é de azinho e só azinho. O resultado é uma massa fina, rústica, deliciosa.

Novidades em Lisboa

  • Restaurantes

As novidades na restauração multiplicam-se de tal forma que, à medida que damos conta dos restaurantes que abriram nos últimos meses, novas mesas já nos esperam. Felizmente, os projectos que tinham ficado em suspenso dão-se agora a conhecer. Há restaurantes de alta-cozinha, comida democrática e street food, refeições para qualquer hora, pratos daqui e do mundo. 

  • Restaurantes
  • Japonês

A vida retoma a (quase) normalidade e as novidades gastronómicas sucedem-se em Lisboa. Nos últimos meses, apareceram na cidade e arredores novos restaurantes japoneses que prometem dar que falar – na verdade, alguns já têm dado e a prova disso é a dificuldade em arranjar mesa. Há propostas arrojadas onde reina a fusão e casas onde manda a tradição, sem grandes espalhafatos. 

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