Onde comer bem no Príncipe Real

O bairro onde pode comer como um rei. Eis o roteiro perfeito dos melhores restaurantes no Príncipe Real

Fotografia: Francisco SantosChutnify

É o bairro com as lojas mais alternativas, as noites mais coloridas e os restaurantes do momento. A oferta é variada e não desilude. Asiáticos, italianos, cozinhas de autor: abram alas para a família real de restaurantes do Príncipe Real.

 

Onde comer bem no Príncipe Real

Jamie's Italian
Fotografia: Manuel Manso
1/15

Jamie's Italian

A versão portuguesa do restaurante italiano de Jamie Oliver tem três pisos com 174 lugares sentados, com direito a sala privada no -1, e dois terraços com vistas incríveis para o castelo, seguindo, em termos de decoração, a mesma linha dos restaurantes Jamie’s Italian – presuntos e alhos pendurados no bar, à entrada, e decoração em madeira, azul e cobre. A carta é grande, tem o nome dos pratos em inglês para “preservar o espírito britânico" e faz referência aos “mais famosos” ou aos favoritos de Jool, a mulher de Jamie Oliver. Mas a oferta, ainda que adaptada a Portugal com uma ou outra substituição de ingredientes, caso do The Jamie’s Italian Burger, um hambúrguer de vaca com pancetta, cebola e, aqui, queijo da ilha (12,95€), e uma aposta num prato de peixe, o Acqua Pazza, na frigideira com azeitonas, alho, vinho, alcaparras, salsa e tomates cereja (14,95€) e noutro de carne, umas costeletas de borrego grelhadas, é igual aos dos outros espaços. Há 11 opções de massa fresca, oito de pizza, saladas e as sobremesas mais conhecidas do chef-estrela.

Ler mais
Princípe Real
Naked
Fotografia: Arlindo Camacho
2/15

Naked

O novo restaurante do Príncipe Real não é nem vegetariano, nem vegan, nem sequer é inteiramente saudável. A vitrine tanto tem kombucha caseira e sumos prensados a frio como gelados da Paletaria, Bolo da Marta ou caipirinhas. É flexitarian, que é como quem diz que tem opções para todos os gostos e preferências alimentares. E é Naked porque é tudo feito com produtos naturais com a mínima intervenção possível. Não há carnes, não há alimentos processados, há muita fruta e legumes e alternativas sem glúten, sem açúcares ou sem lactose. A carta foi definida por Miguel Júdice e Carla Contige, os dois sócios responsáveis pelo espaço, pela blogger Joana Limão e pela chef Susana Rainha. Há uma fresca vichyssoise de batata doce com creme de beterraba e topping crocante de dukkah (uma mistura de avelã com amêndoa ou caju e sésamo que vai ao forno a torrar e é esmagada com um pilão, 4€), omelete de claras com três pastas à escolha para rechear (cenoura, pepino e dukkah; ricotta, salmão curado, funcho e alcaparras ou legumes assados, rúcula e manjericão com abacate, entre os 6 e os 7€) ou uma shakshouka com tomate, pimento e ovo escalfado (10€).

Ler mais
Princípe Real
Pesca
Fotografia: Manuel Manso
3/15

Pesca

Um ano depois de ter deixado a Casa de Pasto e o Rio Maravilha, Diogo Noronha apresentou, finalmente, o seu novo restaurante no bairro do momento. Como o nome anuncia, foi à pesca para compor uma ementa 90% (palavras do próprio) feita de peixe e marisco, mas onde os vegetais também importam, em acompanhamentos bem trabalhados. A acompanhá-lo está o barman Fernão Magalhães, com grandes cocktails para provar com ostras, e está um exército de fornecedores de produtos que o chef escolhe a dedo, com visitas aos terrenos. Perfeito para: ir ao melhor jardim de Inverno que é, em simultâneo uma grande esplanada da cidade. 

Ler mais
Princípe Real
A Cevicheria
©DR
4/15

A Cevicheria

4 /5 estrelas

Não foi o primeiro restaurante em nome próprio de Kiko Martins em Lisboa – essa distinção pertence a O Talho – mas foi o responsável por pôr o nome do chef nas bocas do mundo. E por consequência, tornar o espaço numa das mesas mais concorridas da cidade. A Cevicheria nasceu para homenagear o prato nacional do Peru, serve-o com salmão, atum e até bacalhau, mas o melhor de todos, a valer a espera na fila, é mesmo o ceviche puro, com peixe branco da época, puré de batata doce, cebola, algas e leite de tigre.

Mais:
- A espera por mesa faz-se com um (ou dois, ou três) copo de pisco sour na mão.
- Para rematar, arrisque na mini-sandes surf and turf com barriga de porco e camarão.
- Se quer mostrar nas redes sociais onde está, fotografe o polvo gigante no tecto.

Ler mais
Princípe Real
IIImpar
Fotografia: Manuel Manso
5/15

IIImpar

É um restaurante de grelhados no carvão mas com um toque “subtil” de cozinha de autor, diz o chef Nuno Dinis, ex-Bairro Alto Hotel, que se meteu nesta aventura com os sócios Sérgio Alves e Jorge Nabo. O IIImpar (baptizaram-no assim para que o nome do restaurante se assemelhasse a uma grelha) abriu no início do mês e elegeu a grelha como a rainha da cozinha aberta. “Tentamos tirar o máximo partido dela e criamos comida de conforto. Cada prato tem dois ou três elementos no máximo”, explica o chef. Na carta há polvo com pimentão fumado (18€) e garoupa na grelha (19€). Do lado das carnes, a escolha recai entre um chuletón de novilho (900g/39€) ou um piano assado com barbecue (14,50€). O bacalhau confitado com grão e espinafres (17,50€) ou o bife do lombo (21€) são alguns dos pratos que, milagrosamente, escapam às brasas. O arroz biológico da Figueira da Foz, “mesmo malandrinho como as avós fazem”, e que pode ser de tomate, alho e coentros, bivalves ou espargos e ovo, também é de destacar. Contudo, é nas entradas e sobremesas que o chef dá asas à sua criatividade, como é o caso da morcela caseira (4,70€), inspirada na inglesa, menos indigesta, ou do gelado frito a 180 graus com cornflakes e aveia, crumble de amendoim, caramelo salgado e banana (4,90€). Experimente ainda uma bebinca com cardamomo e fruta grelhada para rematar a refeição (4,90€).

Ler mais
Avenida da Liberdade/Príncipe Real
Cafeh Tehran
Fotografia: Manuel Manso
6/15

Cafeh Tehran

4 /5 estrelas

Uma Iraniana a viver em Portugal desde os dois anos, abriu na praça mais cutchi-cutchi de Lisboa (essa, a das Flores) um restaurante com cozinha do Irão. E a pergunta que se impõe é: o que é cozinha do Irão? Influências do Médio Oriente, traços mediterrânicos, alguns estufados, muitos vegetais, frutos secos, ervas aromáticas e especiarias em barda. É, pois, uma cozinha perfumada, saborosa e diferente. E o trabalho de Pooneh Niakian, que recebe, recomenda e cozinha neste seu Café Tehran, é bem feito. Da mistura de frutos secos torrados com especiarias que abriu a refeição, mais viciante que uma taça de pipocas, à tarte de amêndoa e noz moscada sem farinha, acompanhada de um chantilly 
de cardamomo (que delícia, que leveza) com que fechou, gostei
 de tudo o que comi num almoço recente no restaurante. Muito boa 
a fritata de ervas aromáticas com iogurte de pepino e funcho, bem arejada, saborosa, a equilibrar bem o amargo do iogurte; belíssimo o prato do dia, um guisado de vaca com feijão manteiga e espinafres; óptima a pasta de cenoura e tomate seco para barrar no noon barbari (um pão persa). E simpático da parte de Pooneh recomendar que não
 se pedisse mais nada sob risco de sobrar comida e ainda oferecer um doggy bag para levar o que sobrou. Além da boa comida, o sítio é barato (10-15€ por almoço), tem uma esplanada virada para o jardim e ao almoço é bem mais tranquilo que ao jantar. É esperar que não sofra da mesma rotatividade de outros restaurantes dazona. *As críticas

Ler mais
Chiado/Cais do Sodré
Gorki
Fotografia: Manuel Manso
7/15

Gorki

Em Marbella, Sevilha e Málaga, O Gorki é uma tasca como se petisca, bebe bom vinho e bom enchidos e queijos a preços acessíveis. Três jovens estudantes de gestão hoteleira criaram boas memórias no Gorki de Marbella nos tempos de faculdade e dez anos depois chamaram uma quarta sócia para abrir um Gorki na Praça das Flores. Somaram-lhe o título de "tapas das Flores" e traduziram num slogen a filosofia do restaurante espalhol: "quando gostas, partilhas". Aqui há mercearia para comprar e levar para casa ou para consumir na loja, há os orginais do Gorki espanhol com mais apresentação - espargos trigueros embrulhados em presunto e com caldo de carne, a baguete de magret de pato ou o codillo, um joelho de porco cozinhado lentamente e servido com puré de batata - e pratos criados pelos portugueses, como o carpaccio de bacalhau.

Ler mais
Chiado/Cais do Sodré
Atalho Real
©DR
8/15

Atalho Real

4 /5 estrelas

O Atalho Real é uma espécie de alfaiate de carnes. Tem várias peças, vários tamanhos e sempre duas formas de as vestir – dentro do pão ou no prato, bem acompanhados. A escolha nem sempre é fácil, mas recomendamos que se atire à entrecôte maturada ou à maminha Black Angus e que peça a salada coleslaw, difícil de encontrar em Lisboa. Em dias e noites de Verão, reserve mesa na esplanada/jardim exterior, com vista para o Jardim Botânico. Um luxo.

Mais:
- Os hambúrgueres são tailor made. E são bem bons. 
- Tem uma sala privada para eventos grandes.
- O serviço nem sempre corre de feição - vá preparado.

O Atalho Real é também um dos melhores restaurantes em Lisboa para comer carne maturada.

Ler mais
Princípe Real
El Clandestino
Fotografia: Ana Luzia
9/15

El Clandestino

4 /5 estrelas

A vida no número 321 da Rua da Rosa é um casamento feliz entre o México e o Peru. Uma relação harmoniosa da qual nasceram tacos de novilho, frango ou porco e ceviches de peixe branco ou atum, para serem acompanhados com as respectivas bebidas dos países de origem: de um lado margaritas e vários cocktails com tequila, do outro, pisco sour. A mistura é bem conseguida, o ambiente do restaurante é cosmopolita, naquela onda de jantar e beber uns copos sem sair do mesmo sítio. No final de tudo, peça o jardim de churros, para adoçar ainda mais a noite.

Mais:
- A acústica do restaurante não é grande pistola. Fica o aviso.
- Disse o nosso crítico sobre a casa: "de puta madre".
- A peça de arte da entrada chama-se Favela Vidigal e é lindíssima.

Ler mais
Chiado/Cais do Sodré
In Bocca al Lupo
Fotografia: Ana Luzia
10/15

In Bocca al Lupo

5 /5 estrelas

Espécie rara e única em Lisboa, esta pizzaria biológica é um verdadeiro sítio a conhecer para quem gosta de pizzas de massa fina. O restaurante é despretensioso e simples, mas quem aqui vem, vem para comer bem. Também vem para ver a massa ser estendida à frente dos olhos até ficar lisa e com pouca elasticidade; para provar, entre outros produtos bio, mozzarellas orgânicas vindas de Itália e legumes que chegam de uma quinta biológica em Portugal. Aos domingos têm também massas frescas e risotos, feitos com os produtos do dia.

Mais:
- Foi um dos cinco estrelas da crítica Time Out em 2016.
- Jogue pela equipa da originalidade: prove a pizza de pesto.
- Peça a burratta, temperada com azeite e manjericão.

Ler mais
Chiado/Cais do Sodré
Less by Miguel Castro e Silva
Fotografia: Ana Luzia
11/15

Less by Miguel Castro e Silva

A preposição “by” é, regra geral, prenúncio de um sítio dúbio. O chef cria a ementa, dá as ideias, ensina os truques e depois bye bye (uma interjeição, no caso). Não no Less, restaurante da bonita Embaixada, a que Castro e Silva não só deu o nome, como uma ementa onde entram algumas das suas receitas mais antigas. A carta não é quilométrica, mas tem o suficiente para sair bem alimentado, graças a pratos como o robalo marinado com ervas frescas, as gyosas de porco alentejano ou o risoto de limão e ovas de truta.

Mais:
- Apesar de adepto da cozinha portuguesa, o chef gosta de juntar detalhes do mundo inteiro.
- O espaço é da Gin Lovers, por isso já sabe o que beber.
- É uma boa aposta para almoços no Verão (está sempre fresquinho).

Ler mais
Princípe Real
O Asiático
Fotografia: Arlindo Camacho
12/15

O Asiático

E ao terceiro restaurante, o Chef Kiko dá-lhe Ásias. O Asiático, a funcionar a todo o gás desde que abriu em Novembro, é um restaurante bonito, cheio de bons detalhes e materiais, muito bem iluminado, com uma esplanada que tem lareira e tudo. A ementa é pequena, só com 13 pratos e quatro sobremesas, atravessa todo o continente, do Nepal ao Japão, mas pelo meio há vários toques autorais com técnicas de alta cozinha. A casa aconselha a que se partilhem os pratos, que vão da sopa pho vietnamita ao rosbife tailandês com salada som tam, do borrego indiano ao caril doce.

Mais:
- A viagem à Ásia começa à porta, com frascos de especiarias fermento japonês, cogumelos secos e feijões.
- Só aceita reservas ao almoço.
- Tem um bonito balcão de bar onde é possível jantar qualquer prato da ementa.

Ler mais
Chiado/Cais do Sodré
The Decadente
Fotografia: Ana Luzia
13/15

The Decadente

4 /5 estrelas

Foi dos primeiros restaurantes de Lisboa a conseguir um equilíbrio ajustado entre o bom ambiente, a cozinha portuguesa moderna e os preços baixos. Tudo isto a funcionar dentro de um hostel, quando ainda ninguém gostava de embirrar com os sítios frequentados por turistas. Entretanto outros espaços com o mesmo conceito apareceram, mas o The Decadente continuou a ser uma boa aposta para quando: 1) somos muitos e não queremos gastar muito; 2) somos muitos e queremos beber uns copos no mesmo sítio; 3) somos só dois, mas queremos um sítio com onda.

Mais:
- A esplanada é aquecida no inverno e há um bar no exterior.
- Duas apostas seguras "melhor bife do miradouro" e o arroz malandrinho de peixe e marisco.
- Aos fins-de-semana tem brunch das 12.00 às 16.00.

O The Decadente é também um dos melhores restaurantes para jantares de grupo.

Ler mais
Bairro Alto
Zero Zero
©DR
14/15

Zero Zero

Para abrir uma pizzaria nesta altura do campeonato é preciso pensar em algo diferenciador. Assim o fez o grupo Multifood, que trouxe para Lisboa o método poolish. Trocado por miúdos é um tipo de pré-fermentação que acontece em várias fases, usa vários tipos de farinha (entre elas uma de grão duro e moagem em pedra), e exige que a massa fermente em média três dias. O resultado? A massa pesa menos no estômago. Mas nada como pedir a Margherita DOP, a Montanara ou a Pugliese para experimentar. Enquanto espera por mesa (está sempre cheio) peça um dos queijos ou enchidos da montra à entrada.

Mais:
- A esplanada é lindíssima (e já foi capa da Time Out).
- Cuidado com as bebidas de prosecco: escorregam bem, mas são, hic, bem fortes.
- Só tem um problema: não aceita reservas e enche rápido.

O Zero Zero está também na nossa lista das melhores pizzarias em Lisboa

Ler mais
Princípe Real
Local
©Francisco Santos
15/15

Local

Só tem 18 metros quadrados e uma mesa para 10 pessoas. André Lança Cordeiro inaugurou o restaurante em 2017 e deixou de o chefiar no inicio de 2018 para se dedicar a outro projecto. Deixa o legado a Manuel Lino, que regressa à capital depois do hotel La Torre del Visco, em Espanha. A completar a dupla de cozinheiros está João Mealha, que já tinha feito equipa com Manuel Lino no Tabik, na Avenida da Liberdade. O Local continua a servir apenas 20 jantares por dia, com dois turnos, um às 20.00, outro às 22.00, e cada par ou pequeno grupo que chega tem de partilhar uma mesa corrida. Pode contar com uma entrada de gambas servidas com legumes como ervilhas, ervilhas tortas ou feijão verde redondo e com um creme com caldo de gambas e pesto de ervas. O prato de peixepode bem ser um pargo com espargos brancos servidos em várias texturas e alcaparras fritas e em pó. Para sobremesa: ganache de chocolate e creme inglês emulsionado com azeite. A fazer crescer esta brincadeira entre doce e salgado, Manuel Lino junta-lhe ainda pão frito e um fio de azeite.

Ler mais
Chiado/Cais do Sodré

Os melhores restaurantes, bairro por bairro

Os melhores restaurantes da Baixa

Bairro mal-amado pelos lisboetas, idolatrado pelos turistas, a Baixa continua a ter vários restaurantes que merecem a sua atenção. Quer ande à procura de boa comida portuguesa, de um japonês diferente dos congéneres da cidade ou de alguns clássicos que se mantêm com muita qualidade há vários anos. Estas são as nossas escolhas dos melhores restaurantes da Baixa. 

Por Mariana Correia de Barros

Os melhores restaurantes da Avenida

Avenida da Liberdade é sinónimo de compras de luxo e, durante alguns dias, também equivale a boa música, mas quando a fome aperta, a rua mais cara da cidade também tem restaurantes para todos os gostos (e carteiras). Bom apetite.

Por Vera Moura
Publicidade

Os melhores restaurantes de Campo de Ourique

Do pequeno-almoço ao jantar, da cozinha tradicional aos pratos do mundo, come-se bem no campo. Eis o roteiro perfeito pelos melhores restaurantes de Campo de Ourique

Por Editores da Time Out Lisboa
Publicidade

Comentários

0 comments