Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Os melhores cafés e restaurantes do Chiado

Os melhores cafés e restaurantes do Chiado

Se passávamos o dia todo a comer e a beber nos melhores restaurantes do Chiado? Este texto prova que sim: sem intervalos.

Sea Me - Feijoada de camarão e choco
©Duarte Drago Nigiris do Sea Me
Por Editores da Time Out Lisboa |
Publicidade

É o coração da cidade, tomado de assalto pelos turistas, mas não desista. Ainda que o Largo esteja sempre cheio e o poeta esteja sempre com alguém ao colo, é possível reclamar esta zona da cidade para si sempre que quiser. Sugerimos que o faça através de um roteiro gastronómico, do pequeno-almoço ao jantar, sem esquecer os melhores sítios para beber uns copos – e aproveitar vistas panorâmicas, que as há e os olhos também comem. Para não se confundir, até organizámos as propostas por refeições, para encontrar a melhor opção para cada hora do dia.

Recomendado: O melhor do Chiado

Uma foto da Time Out Magazine

A Time In Portugal já está disponível

Pode ler a última edição no conforto do seu sofá

Ler a revista

Os melhores cafés e restaurantes do Chiado

The Green Affair
©Manuel Manso
Restaurantes, Vegano

The Green Affair

Avenidas Novas

Depois de um bem-sucedido negócio no Saldanha, o Green Affair decidiu conquistar o Chiado e abriu mais um espaço em Dezembro na Rua Serpa Pinto. A grande novidade é o brunch vegan, servido todos os dias da semana, à carta ou num menu (9,95€) que inclui uma tosta scrambled, uma taça de granola, panquecas, um sumo do dia e um café. Entre os pratos mais populares estão o risoto de cogumelos (9,95€), as vieiras de cogumelos (4,95€), o Sem Espinhas à Lagareiro (8,95€) e o hambúrguer Moving Mountains (11,95€). É vegan, mas mal se nota.

Restaurante Eva
©Inês Félix
Restaurantes

Eva

Chiado

Pedro Mattos, que em 2018 venceu um prémio de chef revelação em Porto Alegre, no Brasil, é o responsável pela carta deste Eva, escondido num primeiroandar da Rua Garrett. “A ideia é que até ao final do ano cerca de 90% dos nossos produtos sejam de pequenos produtores ou biológicos”, diz. A carta do novo restaurante tem iguarias de várias partes do mundo, como os cannoli com creme de queijo da Serra, pistáchio e pickles de cebola (5€), pratos vegetarianos e sobremesas como o bolo de castanha do Brasil com sorbet de açaí (7€). Exótico.

Publicidade
Bahr
©DR
Restaurantes

BAHR

Chiado

O restaurante do renovado Bairro Alto Hotel, da responsabilidade de Nuno Mendes, em parceria com o chef executivo residente, Bruno Rocha, era um dos projectos gastronómicos mais aguardados de 2019. Alfredo Lacerda, o crítico da Time Out, deu-lhe quatro estrelas. “Pode bem ser um substituto do antigo Pap’Açorda do Bairro Alto, juntando elites de esquerda, libertinos endinheirados e boémios”, escreveu. “Só há um probleminha: está-se a falar da gama acima dos 60€ por cabeça (bem acima, dependendo do apetite e dos vinhos, todos caros), dificilmente ao alcance do público nacional com profissões liberais de índole artística e espiritual.”

Visconti
©Inês Félix
Restaurantes, Italiano

Visconti

Chiado

Luchino Visconti é o realizador favorito de Guy-David Gharbi, dono do restaurante Legaaal, no Bairro Alto, do Bohemian Beach Club, na praia da Cabana do Pescador, na Caparica, e um dos sócios deste novo italiano que ocupou o lugar da antiga La Parisienne Bistrot. Além de pizzas clássicas e de massas para vários gostos, o restaurante que em breve ganhará um irmão nas Docas tem outra especialidade: a entrecôte toscana (25€), uma carne com uma maturação de 21 dias, servida com trufa laminada e massa risoni com mascarpone e sálvia.

Publicidade
Caffè di Marzano
©Duarte Drago
Restaurantes

Caffè di Marzano

Chiado

Já tinham uma pizzaria no Bairro Alto, a Valdo Gatti, e quiseram expandir o negócio com este Caffè di Marzano, uma pequena Little Italy no Chiado que mistura “café, vinoteca e vermuteria”, resume um dos donos, António Cardoso. Fica no espaço da antiga loja O Rei das Meias e funciona durante todo o dia, das nove à meia-noite, para o que der e vier. De pequenos-almoços a cocktails ao fim do dia, o espaço também serve pratos de massa fresca e pizzetas, versões mais pequenas das pizzas da Valdo Gatti.

Bistro 100 Maneiras - Hambúrguer de Salmão
©Constantino Leite
Restaurantes

Bistro 100 Maneiras

Chiado

O nome é mesmo bistro (e não bistrô), que em sérvio significa “limpo”. E limpa, isto é, sem manhas, é a cozinha de Ljubomir Stanisic naquele que é um dos restaurantes mais trendy de Lisboa. Quer se fale do menu para corajosos, com moelas e entranhas, quer se fale de outros pratos que misturam a Europa à mesa.

Publicidade
Boa bao - Salada de cogumelos com polvo grelhado do Boa-Bao
ManuelManso
Restaurantes, Asiático contemporâneo

Boa Bao

Chiado

O restaurante asiático no Largo Rafael Bordalo Pinheiro é uma boa maneira de viajar para outro continente sem sair do Chiado. Aberto em 2017, está sempre a renovar o menu. No final do ano passado foram acrescentados 15 novos pratos à já exótica ementa, como os camarões salteados com sal e pimenta Szechuan (10,50€) ou o rendang, um estufado indonésio de carne com coco (17€). No bar, a carta tem formato de passaporte e um VISA rotativo. O próximo será para a China, com bebidas como um chá chinês fumado.

Ofício
©Inês Félix
Restaurantes, Europeu

Ofício

Chiado

Em 2019, o restaurante de carnes com osso via-se obrigado a mudar de espaço. Uma mudança que “veio por bem”, disse um dos sócios, Diogo Figueiredo. Trocaram os dois pisos que tinham na Rua Nova da Trindade pelo espaço amplo do antigo Faz Gostos e na carta mantiveram alguns pratos que deram fama ao original, como o t-bone com 30 dias de maturação (65€), o chambão (68€) ou o tomahawk (80€).

Publicidade
Sea Me
©Duarte Drago
Restaurantes

Sea Me

Bairro Alto

Prestes a comemorar uma década, o Sea Me tem desde o final do ano passado um novo chef, Vasco Lello, que manteve os clássicos da casa como o prego de atum (15,50€) ou os niguiris de sardinha assada (8,5€/duas peças) e acrescentou novos pratos à carta desta Peixaria Moderna. Por exemplo, a sopa de peixe (9,5€), os croquetes de sapateira (9€), o polvo na chapa (23€) ou o arroz de berbigão (19,5€). Vale a pena experimentar.

Oficina Craft Snackery
©Inês Félix
Restaurantes

Oficina Craft Snackery

Chiado

Dos mesmos donos da Oficina do Duque, a Oficina Craft Snackery, perto do Largo do Carmo, e a funcionar desde Dezembro do ano passado, não tem pretensões de ser um restaurante, mas sim um espaço para petiscar e beber um copo. Há cerveja à pressão de produção própria (quatro para experimentar) e alguns craft cocktails como o rosa, com gin, vermute branco, flor jamaica e lima (7,50€) ou o canela, com xarope orgeat, canela e macieira (7€).

Publicidade
Restaurante Alma
©DR
Restaurantes

Alma

Chiado

Henrique Sá Pessoa manteve a segunda estrela no Alma na última edição dos prémios Michelin. A primeira estrela do restaurante brilhou em 2016, altura em que o crítico da Time Out lhe tirava o chapéu pela capacidade de “extrair o melhor dos produtos (sim, cenoura pode ser uma coisa boa) e acertar sempre nas combinações”. “Não há uma invenção estapafúrdia”, escrevia, “tudo sabe bem”. Tudo sabe melhor ainda desde que o restaurante ostenta duas estrelas. O menu, à la carte ou de degustação, este último a 140€, privilegia os produtos nacionais, com uma homenagem ao peixe e marisco da costa portuguesa.

Epur
©Manuel Manso
Restaurantes

Epur

Chiado

O restaurante de Vincent Farges ganhou uma Estrela Michelin em 2019, a última a chegar ao Chiado. O chef francês tornou-se conhecido em Portugal depois de estar dez anos à frente do Fortaleza do Guincho (saiu em 2015). Em 2018, e depois de uma estadia num resort de luxo numa ilha nas Caraíbas, escolheu o Largo de Belas Artes para abrir o seu primeiro restaurante em nome próprio, com uma cozinha aberta para a sala. O nome, Epur, vem da palavra francesa épurer, que significa depurar. Uma “cozinha rigorosa e cheia de sabor, de técnica francesa clássica, ainda que depurada e sem demasiados elementos no prato”, considerava na sua última visita Alfredo Lacerda, o crítico gastronómico da Time Out. O menu de almoço custa 45€ e ao jantar pode ir dos 70€ (um petit appétit) aos 160€ (oito momentos).

Publicidade
Belcanto
©DR
Restaurantes, Português

Belcanto

Chiado

Com duas estrelas Michelin, o primeiro restaurante a orgulhar-se disso em Lisboa, e desde 2019 no 42º lugar na lista dos “The World’s 50 Best Restaurants”, o Belcanto de José Avillez é o laboratório onde o chef aplica as suas técnicas de alta cozinha. O ano passado, o restaurante mudou-se para um novo espaço, umas portas ao lado, e ganhou mais 15 lugares. Os pratos emblemáticos mantêm-se, como o muito elogiado Mergulho no Mar, uma criação de 2007 com robalo com algas e bivalves, ou o Leitão revisitado, com batata frita, laranja e salada, de 2012. Há dois menus de degustação, o Evolução (185€), com “novos sabores, texturas e ideias”, e o dos Clássicos (165€), com os pratos mais marcantes da história da casa.

 brasserie de l'entrecote
©DR
Restaurantes, Francês

Brasserie de L'Entrecôte

Chiado

Quando a Brasserie apareceu na Rua do Alecrim em 1993, resolveu o problema de muitos indecisos: aqui não era preciso olhar para a carta, o prato era único: entrecôte com um molho especial de 18 ingredientes e batatas fritas. Entretanto com mais três restaurantes e outras ofertas na carta, o restaurante do Chiado foi remodelado o ano passado e continua a ser o mais emblemático.

Publicidade
Kaffeehaus
© John Wolf
Restaurantes, Cafés

Kaffeehaus

Chiado

A recriar o ambiente dos cafés de Viena no Chiado desde 2008, o Kaffehaus, criado por dois amigos austríacos, tornou-se conhecido pelos seus pratos panados como o Wienershnitzel (13.9€) ou o Leberkäs (11.90€). É também popular pelo brunch, com quatro opções disponíveis, mais doces ou mais salgadas, entre os 8,60€ e os 11,90€. Durante a semana é servido entre as 09.30 e as 12.00; aos fins-de-semana das 09.30 às 20.00.

Tavares
©Joana Freitas
Restaurantes, Europeu

Tavares Rico

Bairro Alto

Conhecido por todos como Tavares Rico, é o mais antigo restaurante do país ainda em funcionamento, a servir à mesa desde 1784. Começou por ser um botequim, o Talão, com refrescos e ovos fritos, até se transformar no restaurante mais chique da cidade, referido n’Os Maias de Eça de Queirós. Os clássicos como o bife à Tavares (40€) ou a perdiz à convento de Alcântara (44€) continuam na lista.

Publicidade
Café Buenos Aires
©Manuel Manso
Restaurantes, Argentino

Café Buenos Aires

Chiado

Uma portuguesa casou com um argentino em Paris e em 2002 abriam o Café Buenos Aires, um dos primeiros restaurantes argentinos da cidade. O bife da vazia (19,50€) continua a ser a grande especialidade da casa nas escadinhas do Duque. Aos fins-de-semana também estão abertos à hora de almoço, com um menu especial.

Esplanda da Bénard
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Pastelaria Bénard

Chiado

Nos dias que correm o Largo do Chiado assemelha-se a um campo de batalha com as obras que farão com que a zona seja apenas pedonal. Vale a pena ignorar o caos sentado no interior da pastelaria Bénard, a funcionar desde 1868, muito anos antes da vizinha Brasileira abrir portas. Foi aqui que a rainha Isabel II jantou durante uma visita oficial. Agora é um bom sítio para lanchar – ou para comer os croissants quentinhos, com chocolate, morango ou doce de ovos, a qualquer outra refeição.

Publicidade
O Trevo - Bifana
Joana Freitas
Restaurantes

O Trevo

Bairro Alto

Nunca nos podemos esquecer que foi a bifana d’O Trevo, o café no Largo Camões, que conquistou Anthony Bourdain durante a sua visita a Lisboa para o programa No Reservations. No meio deste Chiado gentrificado, poucas coisas saberão tão bem como uma bifana com uma imperial por 3€.

Meat Me
©Inês Félix
Restaurantes

Meat Me

Grande Lisboa

O nome é um convite: Meat Me. O chef é Tomás Pires, discípulo de Aimé Barroyer (mentor de outros grandes chefs portugueses e responsável pela cozinha do Pestana Palace), André Morgado é o sous chef e responsável da pastelaria e há ainda um sommelier de carnes, o melhor amigo do cliente na hora de escolher o corte e o tipo de carne, para lhe falar sobre os tamanhos das peças e as quantidades ideais para determinado número de pessoas. A carta está dividida por animais: começa na vaca e no boi, há o porco, que vem de Montaraz, no Baixo Alentejo, e é criado ao ar livre, e as aves. Há três formas diferentes de confeccionar – no mais tradicional josper, que apesar de ser uma marca é mais associado ao barbecue americano, a parrilla espanhola e a robata.

Os melhores restaurantes em Lisboa por bairro

Cultura do Hamburguer
©Inês Félix
Restaurantes

Os melhores restaurantes no Bairro Alto

Corremos o Bairro Alto e cruzámo-nos com mais de 100 restaurantes pelo caminho, nem todos merecedores de nota, é certo. Mas nas ruas mais boémias da cidade há mais do que bares com promoções em mojitos gigantes. O bairro está revitalizado e há restaurantes a dar-lhe novo fôlego. Da cozinha de autor de chefs como Ljubomir Stanisic ou André Lança Cordeiro ao restaurante israelita, passando por bons italianos, comida do Médio Oriente, mexicana ou a mais tradicional portuguesa, estes são os melhores restaurantes no Bairro Alto para almoçar sem confusão, fazer um jantar pré-noite de copos ou ter uma experiência gastronómica. 

Faz Frio
©Duarte Drago
Restaurantes

Onde comer bem no Príncipe Real

A nova dinastia da restauração lisboeta instalou-se aqui e as novidades sucedem-se – grande parte delas com grandes janelas e balcões virados para a rua para que possa aproveitar o melhor da zona. O Príncipe Real é o bairro com as lojas mais alternativas, as noites mais coloridas e os restaurantes do momento. A oferta é variada e não desilude. Asiáticos, italianos, cozinhas de autor: abram alas para a família real de restaurantes do Príncipe Real. Há muito por descobrir e provar, do Irão ao Vietname. Vá por nós e coma como um abade. Perdão, como a nobreza que merece ser.

Publicidade
maria limão
Fotografia: Francisco Santos
Restaurantes

Restaurantes obrigatórios na Graça

Lá em cima, há muita coisa nova a dar nas vistas. No bairro que está cheio de graça, sobra sempre espaço para um novo restaurante, mais um cantinho com um petisco ou até um docinho dos bons, dos crepes recheados aos famosos pastéis de nata. Seja para quem vai dar um saltinho à Feira da Ladra e quer almoçar naquela zona, para quem quer instagramar o miradouro e lanchar a seguir, ou até mesmo quem vai àquele concerto de sábado à noite nas Damas. Eis 22 restaurantes e pastelarias obrigatórios na Graça. 

Recomendado
    Também poderá gostar
      Publicidade