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AIMEC: a nova escola de música electrónica de Lisboa

Por Miguel Branco
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A Academia Internacional de Música Electrónica nasceu no Brasil em 2004 e hoje já tem inúmeras sedes. Esta quinta-feira inaugura em Lisboa, na Rua Castilho.

Se lhe passamos a vida a dizer que Lisboa está cada vez mais electrónica não é porque sim, não é conversa de algibeira. É real e a prova disso é a inauguração que acontece esta quinta-feira na Rua Castilho: a AIMEC abre as portas para a sua primeira escola em Portugal, depois de já ter conquistado o Brasil.

António Penalva sempre foi melómano. Mas uma coisa é gostar-se, passar-se uns discos, mandar-se uns bitaites, outra é abrir uma escola, passar o dia entre controladores e teclados e ajudar todos aqueles que querem saber mais. “Fomos viver para o Brasil em 2006, onde comprámos a AIMEC Balneário Camboriú que já existia e que era dos proprietários de Curitiba – foi a primeira. A partir desse ano foram aparecendo novas sedes, tudo no Sul do Brasil, Porto Alegre, Joinville, Florianópolis, por aí. Além das sedes, conseguimos criar parcerias com algumas universidades e estamos dentro de algumas”, diz Luísa Pyrrait, mulher de António e sócia da AIMEC.

Entrando pela escola adentro é fácil perceber a dinâmica de integração: as paredes limpas onde só cabem discos, cores neutras, bom equipamento e uma simpática zona lounge, onde os alunos vão poder descontrair e trabalhar fora do tempo de aulas. Ao fundo, duas salas: uma de produção musical, ocupada com computadores e mini-teclados cheios de pinta; e uma de DJing, com dez CDJ-Pioneer, mais o equipamento do professor. E é essa, como explica o CEO da AIMEC, André Motta, diferença essencial para compreender a sua missão: “É importante dizer que o curso de DJ tem um equipamento por aluno. Na forma tradicional cada aluno passa pelo sistema do professor para praticar, nós temos rotinas em que os alunos estão simultaneamente fazendo e o professor consegue monitorizar os exercícios de cada aluno. Isso foi criado pela AIMEC, não existia.”

Manuel Manso

Para já têm uma turma de dez alunos fechada para funcionar sempre aos sábados, mas os pedidos, dizem, continuam a chover. Até porque a importância que têm no Brasil garante-lhes alunos de todas as latitudes. Quem procura a AIMEC sabe que o curso não se resume a meter os auscultadores, a fazer uma remistura e a ir embora. “A nossa missão é também de integração e educativa, queremos que os pais venham conhecer a escola, queremos desmistificar a ideia de que a música electrónica é só loucura e drogas”, esclarece António.

Outra das características desta escola é que não tem separação de classes por idade ou anos de prática: “Temos sempre o mesmo curso, só muda o tempo, consoante a sua disponibilidade. Temos um curso intensivo em que se forma em três semanas, outro extensivo, de três meses, e ainda os semi-extensivos, que duram um mês e meio, dois meses". "O método da AIMEC é: venham para cá verdinhos, sem vícios, que a gente vai ensinar tudo”, avisa Luísa.

Por fim, diga-se apenas que o curso de DJ são 66 horas no modelo de tempo que mais lhe agradar e custa 890€. O de produção musical custa 1190€, que representam 96 horas de aulas.

Rua Castilho, 39, 12º andar, sala A. 

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