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Alex Rider
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‘Alex Rider’ lembra um Bond adolescente

Alex Rider, o agente secreto criado por Anthony Horowitz, salta dos livros para a televisão. Falámos com os protagonistas.

Por Sebastião Almeida
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Corria o início do século quando o escritor inglês Anthony Horowitz lançava o primeiro livro da série de espionagem Alex Rider. Desde então, a personagem do adolescente que se transforma num super-espião ao serviço do governo britânico conquistou uma legião de fãs. Em 2006, o primeiro livro da saga, Stormbreaker, foi adaptado ao cinema por Geoffrey Sax, mas gerou pouco entusiasmo junto da crítica e dos espectadores. Coube a Alex Pettyfer, à altura, encarnar a personagem do jovem agente secreto. Seguiram-se novas histórias em livro (a mais recente lançada este ano) até que a Amazon Prime Video resolveu pegar no universo do estudante espião franzino com uma adaptação ao pequeno ecrã.

No Reino Unido, a série estreou-se em Junho na plataforma de streaming, e em Portugal chega ao AXN, no cabo, a 17 de Setembro. Otto Farrant, um nome que até agora passara despercebido, foi o escolhido para vestir a pele de Alex, juntamente com Brennock O’Connor (A Guerra dos Tronos) no papel de Tom, seu melhor amigo e comparsa de aventuras. “A série baseia-se no segundo livro, Point Blanc, mas recorre à história do primeiro, cruzando-as”, conta o protagonista à Time Out. Só dessa forma se torna possível entender como um estudante de liceu se transforma num James Bond adolescente.

A trama adensa-se lentamente, mas nos primeiros dois episódios percebe-se ao que se vai: depois da morte aparatosa do tio Ian (Andrew Buchan), um bancário aparentemente enfadonho, Alex decide investigar e tentar perceber o que lhe aconteceu ao certo. Fruto da sua teimosia, descobre que o tio afinal não morreu num acidente de viação e que tudo não passa de um embuste para esconder que era um agente ao serviço do MI6. Por altura da sua morte, Ian investigava uma misteriosa escola para jovens problemáticos, Point Blanc.

Do que os serviços secretos realmente necessitam é de alguém que consiga infiltrar-se na misteriosa escola e desocultar o que lá acontece. Ora... adivinhou. Cabe a Alex fazer-se passar pelo jovem problemático que chega à escola. Não antes de o MI6 o chantagear e obrigar a aceitar a missão. 

Esta adaptação distancia-se dos livros em alguns pormenores: Alex é mais velho e há menos gadgets e superpoderes à mistura. Tom é o parceiro e amigo terra a terra, que tenta “normalizar a vida de um jovem adulto”, explica O’Connor. “O melhor da série e da história é que estamos perante uma personagem relacionável, que tem uma vida normal e uma vida de espião. Vai a festas, dorme em casa do melhor amigo, mas também é um super-espião”, diz. E Tom “é quem humaniza Alex”. “O Tom permite que o Alex por vezes sorria no ecrã.”

Em oito episódios conta-se uma história de espiões para adolescentes. O desafio, asseguram os actores, foi chegar a um equilíbrio narrativo – para que em certas partes se sintam laivos de um drama intenso para adultos, mas não tão duro que não permita que os mais novos assistam à série. O produto final está longe de nos atirar para o abismo ou de nos fazer questionar o mundo. E é por isso que cumpre o seu papel. É a história de um miúdo no mundo de crescidos, a fazer lembrar um Spy Kids bem feito.

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