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Alexandre Silva, Craveiral
O Apartamento

Alexandre Silva vai servir comida da horta para a mesa no Craveiral Farmhouse

Por Sebastião Almeida
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A restauração está parada, mas Alexandre Silva continua a arregaçar as mangas. Em Junho chega o Craveiral FarmTable, um restaurante que é fruto de uma parceria com o Craveiral Farmhouse e onde tudo nos chega directamente da horta.

A pandemia trocou-nos as voltas. Sobretudo ao sector da restauração, que é um dos mais afectados pela paralisação da economia. Alexandre Silva, chef do LOCO, restaurante de alta cozinha criativa com uma estrela Michelin, e do FOGO, projecto lançado no final de 2019, ainda não sabe quando irá retomar a actividade nos seus espaços, revelou numa entrevista à Time Out esta semana. Mas nem por isso está parado. Em Junho, está previsto o lançamento do Craveiral FarmTable, o seu novo projecto gastronómico e agrícola de longo prazo.

O palco onde tudo acontecerá será o Craveiral Farmhouse, um turismo rural em São Teotónio, na costa alentejana. O objectivo será servir “da horta para a mesa”, tendo atenção à sazonalidade e sustentabilidade dos produtos, procurando também apoiar a economia local. Será dos agricultores e pequenos produtores da região que a matéria-prima será oriunda.

A ideia desta parceria ganhou forma quando, no ano passado, o cozinheiro fez no Craveiral o seu pop-up de apresentação do FOGO. Pedro Franca Pinto, responsável pelo projecto de turismo com nove hectares, uma horta e pomar de produção biológica, sempre quis conseguir abastecer o restaurante do hotel com produtos regionais. Esta foi a oportunidade. Com o novo conceito, o que os dois anfitriões pretendem é fazer uma “cozinha simples, de produto, local e sem grandes artefactos”, detalha a nota de apresentação da iniciativa.

Mas este será um projecto a longo prazo. Em Abril deste ano começaram a ser plantados os primeiros hortícolas, e ao longo do resto do ano serão adicionadas novas plantações. O objectivo a médio-prazo é que 70% dos produtos usados no restaurante sejam oriundos da quinta. As restantes matérias-primas, como o porco-alentejano, vaca, borrego, queijos, enchidos, doces, compotas e pães, serão adquiridas a pequenos produtores da região.

A carta irá evocar memórias do receituário tradicional, regendo-se pelo o que a terra oferece e pelos ciclos de produção. Claro está, a aposta na cozinha de fogo é uma certeza, procurando aqui conferir-lhe um carácter mais experimental. Os hóspedes poderão também testar algumas receitas sugeridas por Alexandre Silva nas cozinhas das suas casas, com os mesmo ingredientes utilizados no restaurante.

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