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ArtesanaLis: mais de cem cervejas artesanais à escolha em Alvalade

Por Clara Silva
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O novo bar/loja de cerveja artesanal fica em Alvalade e tem 105 diferentes para levar para casa ou para consumir ali. Um espaço capaz de satisfazer tanto geeks da cerveja como leigos.

O Larousse da cerveja e o manual Cerveja Para Leigos estão em cima da mesa caso seja necessário tirar alguma dúvida. Os livros vieram do Brasil, da colecção de Martha Varella e Pedro Mendes, os donos da nova ArtesanaLis, e servem para “as pessoas aprenderem mais sobre cerveja”, explicam.

O casal do Rio de Janeiro, a morar em Lisboa há dois anos, também está no espaço para esclarecer fãs de cerveja artesanal, “geeks da cerveja”, como lhes chamam, e curiosos que ali têm aparecido nos últimos dias. Sempre foram apreciadores de cerveja artesanal, mas no Brasil tinham outras vidas. Pedro trabalhava em museologia e Martha na área da moda. Quando se mudaram para Portugal decidiram abrir uma bottle shop de cerveja, coisa que por cá, ao contrário do que se passava no Brasil, ainda não tinha “pegado”. “Aqui ainda é mais vinho”, dizem.

Duarte Drago

Durante dois anos, viajaram por “todos os festivais de cerveja”, conheceram as pessoas do meio, até descobrirem este espaço em Alvalade e abrirem há pouco mais de um mês a ArtesanaLis. São os dois que escolhem as cervejas que cobrem as prateleiras da loja/bar, “tentando ter um bocadinho de cada estilo”, diz Pedro.

De portuguesas, como a Gala, a Dois Corvos, a Oitava Colina, a Letra ou a Barona, a estrangeiras como a Northern Monk (Inglaterra), a Laugar (Espanha), a Austmann (Noruega), a Moor (Inglaterra), La Pirata (Barcelona), a BrewDog (Escócia) ou a Sierra Nevada (Estados Unidos), sem esquecer a brasileira Lohn, de Santa Catarina. Aliás, garantem que a Lohn é a “única [cerveja brasileira] que chegou aqui a Portugal até agora”.

Todas as mais de 100 garrafas nas prateleiras também estão disponíveis frescas, para consumir ali, e todas as semanas há duas cervejas diferentes à pressão, normalmente “uma clara e uma escura”, explicam. Esta semana, e até o barril acabar, há uma american pale ale da Jakobsland, de Santiago de Compostela, e uma pale ale que resulta da colaboração da portuguesa D’Os Diabos e a espanhola In Peccatum.

Duarte Drago

Numa parceria com o bar Flor de Lúpulo, em Arroios, quem beber três cervejas à pressão nos dois bares e carimbar um cartão, tem direito a uma sétima cerveja grátis. Quanto aos preços, há para todos os gostos, a começar nos 3 e a acabar nos 10 euros (o preço de uma lata de Northern Monk, versão Patrons Project).

Quanto mais lojas e bares de cerveja artesanal na cidade, talvez ela “barateie”, dizem. “A cerveja artesanal ainda tem um preço um pouco caro e um dos motivos [de abrir a loja] é também querermos mudar isso. Quanto mais lojas e gente a trabalhar com cerveja, mais barata fica e mais gente pode beber.”

O bar, que por enquanto encerra às 21.00, tem também vários petiscos, “todos veganos”, sublinha Martha. Há cachorros com salsicha de soja (5,5€), bolinhos de tremoços (7€) e bruschettas de tomate (5€). Até ao Natal, e na compra de três garrafas para oferecer, os clientes têm 10% de desconto.

Rua Acácio de Paiva, 9 A (Alvalade). Qua-Sáb 14.00-21.00, Dom e Ter 14.00-19.00

+ Os melhores sítios para beber cerveja artesanal em Lisboa

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