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As sopas vietnamitas vêm à mesa neste restaurante Phôfinho

Escrito por
Inês Garcia
Phofinho
©Inês Félix
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A Praça das Flores ganhou uma nova nacionalidade com o Phôfinho, um restaurante vietnamita, pequenino, que serve apenas três phos, a sopa de noodles de arroz tradicional do Vietname.

Nuno Baltazar fez uma viagem pela Ásia e no regresso quis trazer um bocadinho do país que mais gostou para o Príncipe Real, onde tem duas guest houses. O primeiro teste foi em Abril, mês em que abriu o Phôfinho pela primeira vez, num espaço de apenas 15 metros quadrados, com seis lugares ao balcão. Tirou partido do bom tempo da época e fez uma esplanada “vietnamita, com bancos e mesas de plástico” no passeio e praça em frente. Testou o mercado durante três meses e teve de fechar – reabriu agora em Dezembro com 25 lugares sentados, a receita melhorada e um espaço interior fotogénico.

O Anarch Lab, responsável pelo projecto de arquitectura, escolheu o vermelho para pintar as paredes até 1,20m (o que significa que até sanita e papel higiénico são vermelhos) e daí até ao tecto há um bonito papel de parede que recria uma pintura de Van Gogh. Tudo pronto para o cenário da foto do prato. 

©Inês Félix

Pode escolher entre três phos: o de vaca (pho bo, 9€), galinha (pho ga, 9€) ou vegetariano (pho chai, 9€). Os caldos são feitos diariamente numa cozinha de produção em Carnaxide – “para produzir pho é preciso muito espaço, utilizamos uns tachos enormes e nesta loja pequenina não seria possível fazê-lo”, justifica Nuno – e entregues pouco antes da hora de abertura do restaurante, que abre apenas às 19.00 para jantares. Os de carne ficam cerca de oito horas a reduzir e o vegetariano cinco horas, com um caldo feito a partir de uma miscelânea de legumes. Cada um chega depois à mesa com uma segunda taça, com os frescos prontos a acrescentar ao caldo fumegante. Pode acrescentar rebentos de soja, amendoins, hortelã, coentros, cebola roxa, lima kaffir, chili, malagueta e lima e ainda temperar com os dois molhos disponíveis em todas as mesas, o hoisin ou o sriracha. “Cada pho vai saber de uma maneira diferente, porque cada um tempera a sua própria sopa. Podes espremer mais lima, pôr mais chili, mais hortelã”, explica Nuno.

Pho vegetariano
Fotografia: Inês Félix

Para beber pode escolher a cerveja vietnamita saigon ou uma portuguesa, chá, limonada e vinho. E por enquanto é só isto, reconfortar o estômago com o caldinho sem esperar um doce no final – apesar de as sobremesas não terem grande tradição no Vietname, no próximo ano Nuno pondera acrescentar uma com coco ou doce de leite. 

“Quero que o pho seja tipo o frango assado”, compara, entre risos. Uma refeição de conforto que safa nos dias em que não apetece cozinhar ou comer mais nada, para comer ali mesmo ou em registo take-away (estão também disponíveis na plataforma Uber Eats). Em 2020 a ideia será ainda expandir o negócio e “espalhar Phôfinhos pela cidade” – os bairros de Campo de Ourique e Alvalade são os próximos na mira.

Rua Marcos Portugal, 13 (Príncipe Real). 96 724 9832. Seg-Sáb 19.00-23.00.

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