Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Big Fish Poké, o novo poké bar do Cais do Sodré

Big Fish Poké, o novo poké bar do Cais do Sodré

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O novo poké bar da cidade tem malgas de peixe fresco para comer sem pressas, acompanhadas por cocktails e sakés. Chama-se Big Fish Poké e é o novo restaurante do grupo Multifood no Cais do Sodré.

O prato havaiano entrou no nosso léxico gastronómico à velocidade da luz – prova disso são os conceitos de bowls de peixe cru que se multiplicaram na cidade no último ano, muito conotados com a fast-food, ainda que saudável. O poké não é sushi, ainda que possa ser descrito como uma espécie de sushi desconstruído. É servido em tigelas, com arroz de sushi na base e o peixe cortado em cubos perfeitos no topo, numa versão mais simplista. O mais tradicional é com atum, o peixe que pode atingir maiores dimensões – e inspirou o nome do Big Fish Poké Bar, o novo restaurante com chancela Multifood, em parceria com a marca Poke OG, de Miami, no Cais do Sodré. Este é um sítio de pokés mais sofisticado e para comer sem pressas. 

 

Vieiras baseadas com lima kaffir e molho de sésamo
Fotografia: Inês Félix

 

O restaurante tem um imponente balcão em madeira, com 20 lugares, e outros oito divididos por duas mesas altas à janela. Por cima da barra, uma prateleira completa com garrafas de saké e plantas naturais faz a única decoração da casa, que se quer simples – segue a linha havaiana sem folclores, e com inspiração japonesa. Não há gás, apenas uma placa de indução para algumas finalizações e tudo à vista do cliente. 

 

Big Fish Poké
Fotografia: Inês Félix

 

Ao leme do novo projecto do grupo está o chef Luís Gaspar, da Sala de Corte, o restaurante de carnes a meia dúzia de passos deste poké bar, e Filipe Narciso, que será o chef residente. Mas antes de abrirem a 100%, tiveram formação com Andrew Mayer, o fundador do Poké OG em Miami. 

O arroz, a base, é glutinoso, com muita goma, cozido apenas em água e trabalhado depois durante dez minutos com os mesmos temperos do arroz de sushi normal. A única diferença, esclarece Luís Gaspar, é a temperatura a que é servido. “O arroz de sushi deve ser servido frio, o do poké tépido. A percepção gastronómica do arroz muda muito com a temperatura”, acrescenta.

 

Blue ocean
Fotografia: Inês Félix

 

A carta do restaurante tem nove pokés – os do irmão de Miami e mais duas criações com  “um toque português”. Há opções como o Big Fish, com atum yellowfin, cebola doce, cebolo, alga wakame, molho havaiano e cebola crocante (18€), o rainbow, com atum, salmão, corvina, cebola doce, cebolo, aioli dynamite (um picante com níveis reguláveis) e abacate (18€) ou o spicy salmon, com salmão, edamame, cebolo, jalapeño, bubu arare (uma espécie de arroz tufado japonês em bolinhas), sriracha, molho yuzu kosho, alga nori e ovas tobiko (16€). Acrescentaram depois o blue ocean, com cavala, molho sweet chili e raspas de muxama a finalizar (14€) e o tako, com polvo, creme de abacate, coentros, lima, molho kimchi e milho crocante (17€). “Pensámos começar com a sardinha, mas optámos pela cavala, que muitas vezes é mal tratada. Aqui não é totalmente crua, é curada”, explica o chef. Mas o poké de sardinha há-de chegar, quando estiverem gordinhas.

 

Rocky pineapple
Fotografia: Inês Félix

 

Há ainda dois vegetarianos, o rocky pineapple, com noodles de curgete na base, abacaxi cortado aos cubos, edamame, cebola doce, pickles de gengibre, cebolo, jalapeño (12€) e o veggie truffle, com arroz e tofu biológico (12€).

Além das taças-estrela, único produto no Poké OG original (onde têm uma forte componente de take-away e delivery que aqui não vai existir), em Lisboa há três entradas – a sopa miso (4€); o tuna musubi, inspirado no snack com fiambre ou barriga de porco que há ao desbarato em máquinas de venda automática no Havai para levar para a praia, mas aqui com barriga de atum sobre alga e arroz (10€) e as vieiras braseadas com lima kaffir e molho de sésamo (15€).  

 

Mai tai
Fotografia: Inês Félix

 

As bebidas são o outro forte do restaurante e há vários mundos para conhecer, da cerveja japonesa à pressão, aos chás frios e quentes, numa selecção feita com a Companhia Portugueza do Chá e com alguns blends especiais para o restaurante – os chás verdes, por terem baixa teína, são um casamento feliz para o poké. Na curta mas focada carta de cocktails, criados pelo barman Fernão Gonçalves, não podia deixar de haver um cocktail tiki, o Mai Tai clássico com amendoim (9€). Há também uma reinterpretação do Moscow mule, mas feito com a aguardente japonesa shoshu, yuzu, lima kaffir e ginger beer (8€) e a vodka colada, com baunilha, coco e abacaxi (6€).

 

Malassadas
Fotografia: Inês Félix

 

Vale a pena prestar atenção aos sakés. “Ao contrário do que as pessoas pensam, não têm 40% de álcool. São uma espécie de cerveja mas com a graduação alcoólica de um vinho”, desmistifica Fernão. Aqui têm oito tipos de saké, servidos a copo (a partir dos 3€), no jarro mais típico, o tokkuri (a partir de 10€) e em garrafa (a partir de 25€). O único que não se vende a copo é o saké sparkling, um espumante de saké, seco e diferente de todos os outros. Em breve haverá uma tábua de saké para fazer uma degustação de três géneros diferentes. Também há referências de vinhos, numa carta feita por Francisco Guilherme, sommelier do Pesca, outro restaurante do grupo, com propostas “mais irreverentes” e muito minerais.

 

Vulcão Kilauea
Fotografia: Inês Félix

 

Luís Gaspar, depois de muita pesquisa sobre a cultura e influências que povoam toda a gastronomia havaiana, acrescentou também três sobremesas à carta. Pegando na ideia do arroz doce tradicional português, fez uma versão com coco, manga, arroz tufado torrado e gelado de matcha; há malassadas, muito conhecidas nos Açores, com recheio de batata doce de Aljezur (no Havai usam muito a batata doce roxa) e macadâmia, e por fim uma homenagem ao vulcão Kilauea, o maior do Hawai, com uma mousse de chocolate, creme de iogurte e wasabi e favo de mel de carvão. 

Tudo isto com uma playlist ecléctica, que muda o tom e sobe uns decibéis à noite, e boa luz para instagrammar as taças – um dos motivos que tornou os pokés famosos.

Rua da Moeda, 1G (Cais do Sodré). Seg-Qui 12.00-00.00, Sex-Sáb 12.00-01.00.

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