Sopa de Caril da Malásia - Boa Bao
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17 sítios para comer bowls (doces e salgadas) em Lisboa

Iogurte, açaí, poke, ramen ou sopa de cação. Nesta lista, há restaurantes e cafés com todos os tipos de malgas.

Beatriz Magalhães
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Há alguns anos, as bowls ficaram famosas noutras partes do mundo e lá acabaram por chegar a Lisboa. A beleza destas malgas, ou tigelas, é que podem servir para quase tudo. Um iogurte com granola e fruta? Sim. Um prato de pescadores havaianos, feito com arroz, peixe cru e um molho de influência oriental? Claro. Um caldo quente e reconfortante, típico do Japão, de noodles, com carne? Também. E uma bela sopa alentejana? Então não! Basta espreitar esta lista de sítios com bowls em Lisboa para perceber que o mundo das malgas é um mundo de possibilidades.

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Da poke bowl à sopa de tomate

  • Global
  • Princípe Real
  • Recomendado

A Cevicheria, do chef Kiko Martins, abriu há já mais de dez anos e, na altura, criou buzz na cidade em torno da gastronomia peruana: tem o prato tradicional do Peru na sua versão mais pura – com peixe branco, puré de batata doce, cebola, algas e leite de tigre – mas a carta vai além dos ceviches. É um espaço pequeno, por isso, na espera, observe o enorme polvo no tecto, por cima do bonito balcão de 4,5 metros.

  • Japonês
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

O Aruki entrega sushi ao domicílio em Lisboa e também tem uma loja para take-away. O menu é quase 100% japonês, mas tem uma excepção havaiana e outra nikkei. Quer isto dizer que vai poder pedir hosomakis, uramakis, temakis, nigiris e gunkans; tem ainda quatro tipos de poké bowls, como a aruki, com salmão, abacate, broto de coentro, pepino, laranja, cebola roxa, couve roxa, caju e malagueta; e ceviches. Tudo isto feito com peixe que chega ao restaurante fresco, claro.   

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  • Asiático contemporâneo
  • Chiado
  • preço 2 de 4
  • Recomendado

São campeões das bowls em Lisboa e podíamos dedicar longos parágrafos aos vários pratos que servem na bonita loiça do restaurante, como o pho, o pad thai ou o arroz frito com frango e ovo. Sugerimos-lhe, contudo, a sopa de caril da Malásia. A receita junta um caril amarelo feito com leite de coco, um caldo de galinha e carne de vaca, noodles de ovo, mexilhão, lingueirão, amêijoas e camarões, algum açúcar e sal, em doses equilibradas e, claro, ervas aromáticas.

  • Japonês
  • Chiado/Cais do Sodré

A cozinha aberta é o palco e o espectáculo frenético a que se assiste do balcão com cadeiras altas, sob as luzes vermelhas e azuis dos neons dinâmicos, convida a bater o pé, a trocar os pauzinhos pelas mãos e a beber mais um cocktail de saké. Reconhecemos o ambiente: também é assim no Izakaya original, em Cascais. Sorte a de Lisboa, que ganhou o seu próprio Izakaya, que transformou uma antiga fábrica de cerâmicas no Príncipe Real numa autêntica taberna japonesa. Maior – quer em área, quer em número de lugares sentados ou de cozinheiros em acção –, o projecto de Tiago Penão mantém o ADN intacto. Numa malga chega um dos pratos mais gulosos da casa: o toro yokke chirashi, um gohan (arroz) com toro, ikura e gema – que o chef aconselha a misturar e a comer à colherada.

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  • Asiático contemporâneo
  • Martim Moniz
  • preço 3 de 4

O restaurante asiático do TOPO Martim Moniz tem um imponente dragão chinês no meio da sala, três áreas diferentes, néons e muito vermelho e azul a dar temperatura ao espaço. A carta, em papel e com ilustrações a combinar com os quadros pendurados na parede, tem baos, pad thai, nasi goreng (arroz frito indonésio misturado com vegetais e ovo). Há também um bom pho, com fatias de bife de lombo e a sopa do tom yum. No bar há cocktails com e sem álcool, servidos em canecas com motivos asiáticos e com um biscoito da sorte chinês.

  • Chinês
  • Martim Moniz
  • Recomendado

Não tem nome à porta, não tem elementos decorativos a lembrar os tradicionais restaurantes chineses, não tem gente que fale um português fluente. Tem, isso sim, uma montra de víveres para a qual pode apontar e esperar para ver o resultado da cozinha; e uma ementa de pratos, com algumas sopas – grandes malgas de sopas – para sorver. Óptima a de massa com carne, sobre a qual deixamos um conselho de Alfredo Lacerda, ex-crítico da casa: “se optar pela vaca (...), vai ter tendões e muita gelatina (com sorte), couve chinesa crocante, e um caldo complexo extraído da cozedura prolongada de ossos e especiarias.”

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  • Português
  • Carnide/Colégio Militar

É um dos templos da cozinha alentejana de Lisboa, montado por uma família que veio da Serra D'Ossa. Passou de avó para filho e de filho para neto – quando mudou de localização –, e na mudança de testemunho vieram todos os pratos que deram nome à casa: a sopa de cação, os pezinhos de porco de coentrada, a sopa de tomate com carne do alguidar ou o mítico arroz de pombo bravo. Faz alguns pratos sazonais e aposta muito em cozinha de caça. Imperdível.

  • Chinês
  • Baixa Pombalina
  • Recomendado

O Panda Cantina é um pedaço da região de Sichuan, na China, plantado em vários pontos de Lisboa que quer fazer do tradicional a marca da casa. Aqui é tudo pensado para ser confortável, do sabor à decoração, suave e bem conseguida, com pormenores interessantes que vão dos néones com caracteres invertidos, representações cénicas da China antiga, livros de exercícios escolares na parede. Até a disposição dos lugares é pensada para acomodar tanto a partilha em grupo como a refeição a solo. O menu é simples, com o ramen como tema central, e há três variedades a provar: porco, vaca e tofu.

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  • Bairro Alto

As poke bowls têm origem no Havai – onde poke significa “cortar” –, mas já atravessaram o oceano para outras latitudes. Ganharam novos sabores e agora apresentam-se como tigelas de peixe cru e arroz onde cabe de tudo um pouco. No Poké House, que conta com mais de dez restaurantes por todo o país (sobretudo em centros comerciais), pode optar por algumas das favoritas, como a fire salmon bowl ou a crispy shrimp bowl, ou então construir as suas próprias poke bowls.

  • Japonês
  • Benfica/Monsanto

É a irmã mais nova do Ajitama. O serviço é rápido e menos personalizado e o menu é curto, tal como numa estação de comboios japonesa. Neste caso, é em Benfica que tudo acontece, e entre as novidades está a produção própria de noodles. Há duas entradas apenas: uma combinação de gyozas e edamame. Nos ramens, são três as opções: o mais simples shio, a pensar nos principiantes, e o miso, mais intenso e com níveis de picante que podem ser adicionados, além do vegan. Para sobremesa, a frescura dos mochis.

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  • Português
  • Oeiras
  • preço 2 de 4
  • Recomendado

Antes de chegar ao Bairro Alto, Zé Varunca chegou a Oeiras. A família saiu de Estremoz para a Parede em 2002 e dois anos depois instalou a sua cozinha regional com as loiças de barro pintadas a condizer no centro da vila. Desde Dezembro de 2021, estão noutra morada, na Avenida Engenheiro Bonneville Franco, em Paço de Arcos. Não tem poke bowls nem bowls de iogurte, mas sim tigelas de sopa de cação, sopa de tomate e ensopado de borrego. Também cozido de grão com vagens, açordas, pezinhos de coentrada e por aí fora em doses que alimentam uma família.

Do iogurte com granola ao açaí

  • Cafés
  • Grande Lisboa

No Cotidiano, há comida que se come a toda a hora, independentemente de ser um prato de ovos, uma torre de panquecas ou uma sopa, em versões vegan ou normais, sem esquecer opções sem glúten. Há tostas e bons pães doces caseiros, e também smoothie bowls, como a de açaí, com banana, coco, mel, granola e sementes de papoila; a de iogurte grego com pêra cozida, mel, lascas de coco, granola e manteiga de amendoim; ou a de papaia, iogurte grego, fruta, mel, lascas de coco, manteiga de amendoim e granola.

  • Estrela/Lapa/Santos

Desde que abriu em 2017, o Fauna & Flora serve pequenos-almoços, almoços e brunches a la carte e é também um dos cafés mais instagramáveis da cidade. As panquecas são as grandes estrelas da carta: altas, fofas e com muitos e varidos toppings. Mas não faltam opções de bowls, tanto de açaí ou iogurte, granola e fruta como de smoothies – há a de banana, abacate, cacau e leite com topping de banana, manteiga de amendoim, frutos secos, granola e chocolate negro, e a de abacate, banana, maçã, espinafres, gengibre e spirulina, com frutos secos e fruta. Tudo muito colorido, divertido e bem saboroso.

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  • Dinamarquês
  • São Sebastião

Não dá para traduzir o nome deste café numa só palavra nem sequer pronunciá-lo bem à primeira, mas nós ensinamos já essa parte – é hue-gah. Fica em Picoas e os donos quiseram trazer para Lisboa o conceito nórdico de bem-estar, felicidade e partilha com os outros. A ementa apresenta algumas especialidades nórdicas, como as smørrebrød, ou mini panquecas dinamarquesas. E, claro, as tigelas de iogurte e açaí. Há com vários toppings, entre eles manga, granola, mel, manteiga de amendoim, puré de maçã, morangos e maçã caramelizada. 

  • Baixa Pombalina

Diego Dutra tinha 21 anos quando fez nascer a JAH em Minas Gerais. 15 anos depois, a marca – uma referência no Brasil, com 180 lojas por todo o país – chega a Portugal, com uma primeira abertura em Lisboa. No espaço da Rua dos Fanqueiros, que se destaca pelo modelo self-service, com toppings que vão do mais saudável ao mais guloso, encontra açaí, sorvetes e iogurte gelado (tudo sem conservantes nem corantes artificiais) para fazer a sua própria bowl.

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  • Mafra/Ericeira

De Bali para a Ericeira, este é o franchising de uma das mais conhecidas marcas de smoothie bowls do mundo. As Nalu Bowls nasceram para alimentar surfistas com uma refeição leve mas nutritiva para a seguir se fazerem às ondas. Este quiosque, o primeiro da Europa, está entre a praia do sul e o centro da Ericeira e serve smoothies fresquinhos (quase gelados) que vão das pitaias aos espinafres, passando pelas frutas que sendo tropicais, não nos são estranhas: manga, banana, papaia e por aí fora são os toppings. 

  • Brasileiro
  • Grande Lisboa

No Oak Berry, uma marca fundada em 2016 em São Paulo, o açaí é 100% natural, não tem corantes nem conservantes, e pode ser comido em bowls ou smoothies. Depois dessa escolha, há uma data de toppings que pode acrescentar, como as granolas (clássica crocante, com cacau ou com maçã e canela), a amêndoa laminada, a aveia sem glúten, as sementes de abóbora, de chia ou de girassol, bagas goji, banana, morango, mel orgânico, manteiga de amendoim, leite condensado magro, proteína whey ou paçoca.

Comer o mundo em Lisboa

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