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Brilhantina de regresso ao Liceu Rydell

Mais de quatro décadas depois da estreia do filme 'Brilhantina', chega à SkyShowtime a série 'Grease: The Rise of The Pink Ladies', uma prequela que acompanha o nascimento do gang feminino lá da escola. A estreia está marcada para 7 de Abril.

Renata Lima Lobo
Escrito por
Renata Lima Lobo
Jornalista
Grease: Rise of the Pink Ladies
Eduardo Araquel
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O planeta Grease continua em expansão, desta vez para o passado. A nova série da Paramount, que em Portugal irá estrear na SkyShowtime, conta a história da origem das Pink Ladies, o grupo de adolescentes que no filme se aliava aos T-Birds, exclusivo de rapazes, para desestabilizar o californiano Liceu de Rydell. Com muita cantoria e dança pelo meio, a nova série é um musical como o original, acrescentando novos temas a cada episódio, numa nova viagem à década de 50 do século passado, altura em que o lugar das mulheres era suposto ser mesmo na cozinha. Mas as Pink Ladies lutaram para mudar o status quo e a nova série fala-nos de feminismo, além de luta de classes, racismo, bullying ou superação pessoal, assuntos que estão na ordem do dia, mais do que nunca.

Rizzo, Frenchie, Marty e Jan. Assim se chamava o gang das Pink Ladies do filme Brilhantina (1978), interpretadas pelas actrizes Stockard Channing, Didi Conn, Dinah Manoff e Jamie Donnelly. Nomes que não alcançaram o estrelato dos protagonistas da popular longa-metragem: John Travolta, no papel de Danny, e Olivia Newton-John, a Sandy do seu coração. Muitos também conhecem o clássico do cinema americano como Grease, o nome original, que foi assim baptizado por focar os chamados greasers, uma subcultura da juventude da classe operária da américa dos anos 50, abraçada por muitos italo ou latino-americanos de então. Grease – adaptado de um musical estreado em 1971, em Chicago, antes de rumar à Broadway – é representado pelos T-Birds, do qual Danny fazia parte. Mas agora o protagonismo é todo das mulheres, que tomam as rédeas da nova produção da Paramount, onde é contada a história do nascimento do grupo feminino do Liceu de Rydell, quatro anos antes do filme de 1978. Isto também muitos anos após uma segunda longa-metragem em 1982, sequela interpretada por Michelle Pfeiffer e Maxwell Caulfield.

Grease
DRAs Pink Ladies do filme original

Grease: The Rise of The Pink Ladies, uma comédia romântica musical, com algum drama à mistura, também arranca com um amor de Verão, desta vez entre Jane (Marisa Davila), uma menina exemplar e estudiosa cuja família se muda de Nova Iorque para Los Angeles, e Buddy (Jason Schmidt), o rapaz mais popular da escola, onde lidera a equipa de futebol americano. Mesmo assumindo o namoro quando começam as aulas, Jane – filha de um italiano e de uma porto-riquenha – tem dificuldades em integrar-se no grupo dos populares. O mesmo acontece com outras personagens que procuram o seu caminho: Olivia (Cheyenne Isabel Wells), mexicana apaixonada por literatura que se envolveu com um professor; a excêntrica fashionista nipo-descendente Nancy (Tricia Fukuhara) e Cynthia (Ari Notartomaso), uma adolescente queer que sonha juntar-se aos T-Birds. Também há adultos no elenco, com destaque para a veterana Jackie Hoffman (Homicídios ao Domicílio, Glass Onion), no papel de McGee, a directora assistente do liceu.

Com argumento da showrunner Annabel Oakes – que assinou e realizou episódios da série Atypical e integrou a ficha técnica das séries Minx, Transparent e Awkward, como argumentista e produtora – a estética de Grease: The Rise of The Pink Ladies é colorida, a condizer com a época, e o guarda-roupa (que possivelmente terá algumas nomeações na próxima temporada de prémios televisivos) não passa despercebido, graças ao talento de Angelina Kekich (The Stand) e Samantha Hawkins (The Tick).

Grease: The Rise of The Pink Ladies
DR

E a banda sonora? No filme de 1978, alguns dos temas são reaproveitados do musical ("Greased Lightnin"; "Summer Nights") e outros são originais ("You're the One That I Want", "We Go Together" e "Hopelessly Devoted to You”,  tendo este último conseguido uma nomeação para o Óscar). Nesta prequela, todos os 31 temas são originais e assinados pelo músico Justin Tranter, que escreveu músicas para estrelas como Miley Cyrus, Demi Lovato, Lady Gaga, Justin Bieber ou Selena Gomez, entre outros, enquanto que as coreografias que acompanham as canções foram desenhadas por Jamal Sims, uma cara conhecida dos fãs de RuPaul’s Drag Race. Sims também coreografou os passos de dança dos cinco filmes Step Up e ainda do remake do clássico Footloose (1984), uma longa-metragem estreada em 2011 que ficou muito aquém do sucesso alcançado pelo filme original. 

Ao contrário do Grease dos anos 70, cujas filmagens aconteceram em várias escolas secundárias de Los Angeles, esta série foi filmada na Vancouver Technical Secondary School, no Canadá, que já serviu de cenário de outras produções – das séries Smallville, iZombie ou Sobrenatural, ao filme Scary Movie. Mas não se nota nada. Afinal, este será o pano de fundo para mais uma viagem no tempo, em direcção ao Liceu Rydell dos anos 50.

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