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Câmara de Lisboa aprova mais oito Lojas com História, mas chumba quatro

As candidaturas de A Leitaria da Anunciada, do restaurante O Raposo, da mercearia Francisco Cavalheiro e da tabacaria Pimpão foram rejeitadas, na quarta-feira.

Renata Lima Lobo
Escrito por
Renata Lima Lobo
Jornalista
Restaurante, Estórias da Casa da Comida
Fotografia: Inês FélixEstórias da Casa da Comida
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Em reunião pública de Câmara, foi aprovada esta quarta-feira, e por unanimidade, a integração de mais oito espaços comerciais da cidade no programa Lojas com História. Quatro estão localizadas na freguesia de Santa Maria Maior, como é o caso do snack-bar A Ginginha Popular, da Drogaria Adriano Duque, da casa de jogo Esfera da Sorte e do O’Gilins Irish Pub. Na Misericórdia, foi distinguido o Quiosque de São Paulo; em Alvalade, o pub Grog; na Estrela, o restaurante A Varina da Madragoa; e em Santo António, o restaurante Estórias na Casa da Comida.

Menos sorte tiveram as candidaturas da Leitaria da Anunciada, em Santo António; do restaurante O Raposo, em Arroios; da mercearia Francisco Cavalheiro, em São Vicente; e da tabacaria Pimpão, localizada em Campo de Ourique. O chumbo da inclusão destes quatro espaços no programa Lojas com História foi aprovado com os votos dos vereadores da coligação Novos Tempos, embora tenha reunido menos consensos, com um voto contra (BE) e nove abstenções dos restantes vereadores.

Ana Jara (PCP), Beatriz Gomes Dias (BE) e Rui Tavares (Livre) sublinharam a importância de rever os critérios do regulamento que dá acesso e este programa, uma ideia que está em marcha, garantiu o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas. “Estamos a rever aquilo que são os critérios”, afirmou antes do período de votação.

No actual regulamento, que pode ser consultado no site oficial do programa Lojas com História, a distinção é atribuída a lojas que correspondem a espaços comerciais com particularidades arquitectónicas e/ou decorativas relevantes, e para as quais se exige a conservação da identidade arquitectónica e decorativa nas operações urbanísticas, nomeadamente as que visam a sua modernização ou alteração do uso, bem como as lojas que são únicas no quadro das actividades económicas, muitas delas pioneiras, e por vezes associadas ao seu uso original e especializadas na venda a retalho, restauração e bebidas ou na prestação de um serviço pessoal.

O regulamento abre ainda espaço a lojas que sejam as últimas do seu ramo de negócio ou que introduziram novos conceitos na sua actividade, para responder às necessidades do público, e/ou que mantêm oficinas de manufactura dos seus produtos.

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