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Câmara de Lisboa desiste de faixa de autocarros na Segunda Circular

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Fernando Medina anunciou um ano de obras no principal eixo rodoviário da cidade, mas sem as alterações de fundo que foram anunciados há quatro anos.

Sem faixa para transportes públicos, sem arborização, sem redução de velocidade e sem acalmia de tráfego. A Segunda Circular vai entrar em obras “em meados do próximo ano”, apenas para alcatroar e pintar com sinalização horizontal os 10,1 quilómetros da principal via de atravessamento de Lisboa. O ambicioso plano de reformulação proposto pela autarquia em 2015 vai ficar na gaveta, revelou Fernando Medina, nesta terça-feira, no programa Tudo É Economia da RTP3. O problema já não é a dúvida que assombrou e levou à suspensão do concurso público em 2016: é a falta de acordo entre o Estado e a Brisa.

“Não foi possível haver ainda entendimento com o Estado relativamente à renegociação da concessão [da A5] com a Brisa que permitisse fazer algo que o próprio presidente da câmara de Cascais já várias vezes anunciou, que era termos um corredor BUS dedicado que ligasse a A5 a todo o sistema da Segunda Circular”, disse Fernando Medina. “Na expectativa que esse acordo fosse feito, fomos adiando a realização desta obra. Como não conseguimos isso, vamos avançar com a obra de qualificação mantendo exactamente o perfil [da Segunda Circular ] como está.” O autarca sublinhou que o seu executivo tentou, “até ao limite”, “fazer uma obra definitiva, estrutural”, mas que isso não foi possível.

A decisão foi tocar o projecto anunciado há quatro anos, e que chegou a estar em consulta pública, “por uma obra que não terá muito tempo de validade”. “Terá alguns anos, mas não é uma obra de grande fundo”, afirmou Medina. O que agora se fará é a “repavimentação integral” da Segunda Circular, “simples, exactamente como está”. O investimento será por isso muito inferior ao que estava previsto, baixando de cerca de dez milhões de euros para algo “superior a quatro milhões de euros”.

O concurso será lançado ainda em 2019 e a expectativa de Fernando Medina é que as máquinas estejam no terreno “em meados do próximo ano”. “Vamos dar início a esse procedimento já no mês de Dezembro e, por isso, durante o próximo ano as obras iniciar-se-ão. Depende agora de como correr o concurso – vamos aprovar o lançamento do concurso, a abertura do concurso, que depois tem os seus procedimentos, e creio que em meados do próximo ano a obra poderá arrancar.” Depois, a duração da obra será de “cerca de um ano”. Segundo o jornal ECO, a intervenção será feita à noite e aos fins-de-semana, obrigando a um corte de trânsito na faixa que esteja a ser reparada nesse momento.

A Segunda Circular liga o IC19 à A1, cruzando a cidade a Norte. É a principal via de distribuição de trânsito em Lisboa e acesso rodoviário fundamental para quem chega dos concelhos limítrofes. Atravessa as freguesias de Benfica, São Domingos de Benfica, Carnide, Alvalade, Lumiar e Olivais. O plano anterior da câmara de Lisboa previa um decréscimo do número de carros a utilizar esta artéria, prevendo um aumento do trânsito no Eixo Norte-Sul, na CRIL/IC17 e na Radial de Benfica. Não será desta.

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