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O novo Cais de Lisboa
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Frente ribeirinha vai ter avenida ciclável de Santa Apolónia ao Cais do Sodré

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Projecto de 27 milhões de euros deverá estar concluído na segunda metade de 2020 e dotará a frente ribeirinha de novos equipamento que permitirão devolver o Tejo à cidade.

A frente ribeirinha de Lisboa vai ser alvo de uma profunda transformação num projecto que promete aproximar os cidadãos do Tejo. O plano para as obras entre o Terreiro do Paço e a Doca da Marinha, junto ao Campo das Cebolas foi apresentado esta quarta-feira na Estação Sul e Sueste por Fernando Medina, presidente da câmara, e por Vítor Costa, director-geral da Associação de Turismo de Lisboa (ATL). Prevê-se que o projecto avaliado em 27 milhões de euros esteja concluído no segundo semestre de 2020.

Do investimento total, 16 milhões foram obtidos através do fundo de desenvolvimento turístico da autarquia, anunciou Medina durante a apresentação. “É uma obra que se fica a dever a essa visão conjunta, que foi criar uma taxa para um fim de investimento”, sublinhou o autarca. Os outros 11 milhões são provenientes da ATL anunciou, por sua vez, Vítor Costa.

As obras que já estão em curso compreendem a requalificação do Cais das Colunas, numa acção que permitirá à cidade “ver corrigida uma das suas feridas”. O aterro artificial criado na sequência da construção do túnel do metropolitano em 1996/97 será retirado e o Muro das Namoradeiras, que ladeia o rio desde a Estação Sul e Sueste até à Praça do Comércio, será alvo de reconstrução, voltando a receber os candeeiros originais.

A Doca da Marinha, antes propriedade da Marinha Portuguesa, será devolvida ao espaço público e permitirá a “requalificação e devolução de um dos elementos mais marcantes do processo”, frisou o presidente da câmara. “Será devolvido à cidade algo que a maior parte dos lisboetas nunca viu: que é ver o rio desse ponto [do Campo das Cebolas]”. Aí será criada uma avenida pedonal, arborizada e ciclável que “mudará a forma de relacionamento com o rio”. Serão ainda construídos um restaurante e quatro quiosques na zona.

Foi assegurada uma parceria com a Marinha, a Câmara Municipal de Aveiro, o Ministério da Defesa Nacional e a câmara de Lisboa que prevê a recuperação do navio histórico Creoula e a construção de um posto de acostagem nesta doca, que permitirá a sua visita e promoção turística.

Para a Estação Sul e Sueste está prevista a sua reabilitação e devolução da traça original de 1929. Este local passará também a ser o centro de operações dos barcos tradicionais da marinha do Tejo e irão ser construídos espaços de lazer e de restauração. Os dois pontões destinados à Transtejo e à Soflusa serão reforçados e a infra-estrutura será dotada de três novos pontões para receber embarcações de operadores turísticos e das empresas transportadoras entre as duas margens.

O Centro Tejo ganhará vida dentro da estação e será a “condensação de um espaço que mostra a valia ambiental, cultural e histórica do património do estuário do Tejo”, referiu Fernando Medina.

Por fim, o Centro de História do Bacalhau deverá nascer na ala nascente da Praça do Comércio, assumindo-se como um espaço que permitirá “contar a história da ligação dos portugueses ao mar e da pesca do bacalhau”.

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