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Capital do Natal meteu água, mas promete melhorar

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Manuel Manso

Muitos dos que já visitaram a Capital do Natal, aberta desde sexta-feira, inundaram as redes sociais durante o fim-de-semana acusando a organização de “publicidade enganosa”, pedindo até reembolso dos bilhetes. A promotora Christmas Fun Park justifica que, como se trata do primeiro ano que estão a realizar o evento, acreditam “que, até ao último dia, vão continuar a melhorar”.

A “falta de espírito natalício”, a “falta de oferta relativamente ao que prometiam” ou até “as condições do piso”, que depois das chuvas ficou enlameado, são alguns dos comentários negativos que se podem ler nos últimos dias no Facebook e no Instagram da Capital do Natal, que vai ficar no Passeio Marítimo de Algés até 12 de Janeiro. Os promotores afirmam, no entanto, que têm estado a “responder individualmente a cada comentário negativo, a avaliar com cada pessoa uma forma de resolver a sua situação e a usar o feedback para melhorar a experiência do parque para todos os visitantes”. 

As críticas não apenas dos visitantes portugueses. As expectativas saíram também defraudadas para centenas de turistas, sobretudo espanhóis – quando a Time Out visitou o espaço, antes de abrir, a organização revelou ter vendido cerca de 10 mil bilhetes para Espanha.

Questionada sobre as acusações de burla nos comentários dos visitantes espanhóis, a Christmas Fun Park esclarece que na "sequência" destes comentários críticos partilhados nas redes sociais tomaram "conhecimento que algumas entidades em Espanha, como blogues e agências de viagem, veicularam informação incorrecta sobre o evento, como (...) exemplo a existência de pistas de ski com neve (...). Esta situação, completamente alheia à nossa organização, já está a ser analisada pelos nossos representantes jurídicos para a necessária avaliação de responsabilidades".

Tomaram conhecimento de “algumas entidades em Espanha, como blogues e agências de viagem, que veicularam informação incorrecta sobre este projecto, como a existência de pistas de ski”, referem, em respostas enviadas por escrito enviado às perguntas da Time Out. “Acreditamos que esta situação terá influenciado as expectativas de algumas das pessoas que nos visitaram e, por isso, terá afectado negativamente a sua experiência no parque”, justificam.

Quanto ao piso, que acabou por ficar enlameado, a organização explica que foi escolhido “para dar um maior conforto e segurança às crianças”, mas com o mau tempo verificaram “a necessidade de haver um passadiço à volta do lago, de forma a melhorar a experiência e o conforto das pessoas”, para evitar o efeito de terreno pantanoso. 

Muitas das críticas referem-se também à condição das duas renas que se encontram no recinto, que são por muitos utilizadores das redes consideradas “uma vergonha” e uma “escolha infeliz por parte da organização”. Os promotores do evento refutam, no entanto, “as acusações de más condições para os animais no recinto, já que as renas, tal como todo o parque, estão devidamente licenciadas pelas autoridades competentes”. “As renas pertencem, de resto, à entidade Burros do Magoito, uma entidade idónea e fidedigna, conhecida pelo tratamento exemplar que dá aos seus animais”, continuam. 

Os bilhetes custam 30€ por pessoa, um valor que a organização não considera “excessivo”, uma vez que há “outras atracções, em que as pessoas pagam um valor mais baixo à entrada, mas depois por cada actividade têm que pagar um bilhete diferente” – tendo sido o preço um dos motivos de crítica dos visitantes. Não há limite para o número de vezes em que pode andar em cada atracção, por isso está por sua conta na hora de lidar com as filas – e tem até 12 de Janeiro para o fazer, sendo que os promotores prometem “calibrar os tempos de cada actividade” para diminuir tempos de espera.

Além das críticas nas páginas de Facebook e Instagram do evento, foi criada por visitantes espanhóis uma petição para encerrar a Capital do Natal, que reuniu mais de duas mil assinaturas e foi, entretanto, encerrada. 

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