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Carlos Moedas: “Lisboa merece estar na Liga dos Campeões das cidades europeias”

Fernando Medina saiu derrotado das eleições deste domingo, após seis anos à frente da maior autarquia do país. Carlos Moedas é o novo presidente da Câmara de Lisboa.

Escrito por
Hugo Torres
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Lisboa viveu uma surpreendente noite eleitoral este domingo. Por uma diferença de cerca de 2299 votos, Fernando Medina falhou a reeleição. Carlos Moedas, que entre 2014 e 2019 foi Comissário Europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, assegurou uma inesperada vitória autárquica na capital e será o próximo presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

A coligação Novos Tempos, encabeçada por Carlos Moedas (PSD, CDS-PP, PPM, Aliança, MPT), amealhou 34,25% dos votos, contra 33,30% da coligação Mais Lisboa de Fernando Medina (PS, Livre). A CDU de João Ferreira ficou em terceiro com 10,52% e o Bloco de Esquerda, que candidatava Beatriz Gomes Dias, obteve 6,21% dos votos. Os restantes partidos não conseguiram eleger vereadores.

“Que grande noite. Obrigado, Lisboa. Que orgulho. Ganhámos contra tudo e contra todos”, começou por dizer Carlos Moedas, na sala do Hotel Epic Sana, quando já passavam das 2.30 da madrugada. “Fizemos história. Fez-se história hoje em Lisboa. Não tenho palavras para agradecer o voto de confiança dado pelos lisboetas. Obrigado, Lisboa.” Endereçando uma “palavra muito especial” a Medina, dirigiu-se directamente aos eleitores: “Comprometo-me, não vamos falhar. Vamos mudar Lisboa, acreditem.”

“Hoje iniciamos um novo ciclo”, sublinhou Moedas perante uma plateia exultante, gritando “presidente! presidente!”. “Os lisboetas merecem estar na Liga dos Campeões das cidades europeias, e é isso que vamos fazer.” Para o conseguirá terá pela frente uma maioria de esquerda na vereação da Câmara de Lisboa, mas o engenheiro civil de 51 anos disse que iria procurar entendimentos com as diferentes cores políticas, tal como se habituou a fazer em Bruxelas. “Serei o presidente que vai unir os lisboetas.”

Fernando Medina admitiu a derrota antes do discurso do adversário. Eram cerca das 2.00 da madrugada quando o candidato socialista subiu ao palanque do Pátio da Galé, para dizer ter sido um “privilégio servir esta cidade como presidente nos últimos seis anos”. “Tenho a consciência de que fizemos o melhor que sabíamos e podíamos para lidar com a capital num momento particularmente difícil. Tenho a convicção profunda de que a agenda que seguimos era a agenda correcta para o futuro da cidade”, afirmou, sem garantir que venha a ocupar o lugar de vereador. O que fará, afirmou, é assegurar-se de que a transição de todos os dossiers da autarquia decorra de forma exemplar.

Carlos Moedas, que deixou o cargo de administrador da Fundação Calouste de Gulbenkian para entrar na corrida autárquica, candidatou-se com um programa que prevê, entre outras medidas, “potenciar as start ups lisboetas para que se possam tornar unicórnios”; “construir em Lisboa as infra-estruturas necessárias para a tornar uma capital global da economia do mar”; construir espaços “em todas as freguesias para que os lisboetas tenham uma casa de cultura”; transformar o Parque Mayer num “centro nacional de cultura”; criar “uma isenção de IMT para jovens, com menos de 35 anos, a comprar a primeira casa e a transformação dos edifícios devolutos que a Câmara Municipal de Lisboa deixou ao abandono em habitação para jovens com custos ajustados”; “uma descida de impostos que pode chegar a 5%”; passes gratuitos da Carris para “todos os lisboetas sub-23 e mais de 65”; estacionamento “50% mais barato na cidade toda para os moradores”; acabar com a linha de comboio de superfície entre Algés e o Cais do Sodré.

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