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Cartel71, a aliança de tacos e cocktails mexicanos que dá sabor ao Rato

Cartel71
©Manuel Manso

Chegou a Lisboa vindo de Peniche e não quer fazer cerimónias. Aqui as mãos são para sujar, a cerveja para beber sem copo, os tacos para comer sem regra e os cocktails absolvem todos os pecados.

O Cartel71 instalou-se no Rato, no início de Novembro, e tem nos tacos o principal cartão de visita. Há para todos os gostos: de carne, peixe e vegetariano. O Rainbow (8€) é o representante desta última categoria, com cebola e alho envolvidos em feijão preto e batata doce. O Cochinita (9€) é de porco marinado em especiarias e laranja. Os tacos de pescado ou de camarão no meio de chipotle (10€) levam-nos o palato ao picante, terminando com o taco de Pulpo al Ajillo (10€), polvo salteado em alho e pimentas. Todos em porções de três com diversos acompanhamentos, de abacate e feta a cebola roxa ou batata palha.

As bebidas começam nos indispensáveis shots: Jose Cuervo Gold (4€), Camino Real (2€), Patron Silver (8€) ou El Padre Anejo Super Premium (16€) são algumas das especialidades em carta. Nos mezcais, há Don Julio Pancho Lopez (4€) ou Zignum Reposado (6€), seguindo-se os cocktails como o El Chapo ou o El Machete (10€). Ambos com Patron Silver e lima na base. Nem as margaritas faltam – e há mesmo uma happy hour a celebrá-las, de quarta a sexta-feira entre as 17.00 e as 19.00 – da clássica (7€-9€) à da casa, Cartel71 (8€-10€). E, por último, a cerveja da casa, produzida a partir de chili chipotle (3,50€).

 

O taco Cochinita, com porco marinado
Fotografia: Manuel Manso

 

Nas entradas, o ceviche mix (13€) é uma das estrelas da casa, mas os nachos recheados com carne picada, feijão preto, queijo e jalapeños (8€) "não ficam atrás", diz Diogo Curralo, um dos três sócios do Cartel71 e o nome que fez nascer a casa no Baleal, em Peniche. "Comecei a ir para o Baleal quando ainda estava na faculdade, e trabalhava num bar de praia. Abri uma surf shop, depois outra, mas fechei a mais pequena. No final de 2017, quase a fazer 40, ocorreu-me abrir um restaurante mexicano". Isto porque, anos antes, um restaurante da mesma geografia gastronómica o tinha apaixonado na terra. "Fechou de um dia para o outro, mas eu adorava cozinha mexicana e decidi avançar".

Vendeu o material da loja, visitou Lisboa para ver o que se fazia por cá e rumou ao México com Miriam Visveschumar, outra das sócias, onde experimentou a cultura. "Na Cidade do México fizemos um workshop com um chef. Entretanto, já de regresso, falei novamente com ele; sugeriu alguns nomes, fui montando o espaço. O de Peniche e este são iguais: a imagética é feita por um amigo, o Filipe Nuno, o menu – à excepção dos tacos vegetarianos – é igual. As pessoas que trabalharam do outro lado trabalharam aqui."

 

Outra das entradas essenciais: a tijela de nachos com queijo, feijão e carne picada
Fotografia: Manuel Manso

 

Com o passar do tempo surgiu a vontade de se estabelecer em Lisboa e, na volta, o último dos elementos juntou-se ao Cartel, Maria Justino. "Viemos a Lisboa ver um espaço e fomos almoçar aqui ao lado, no Lebanese Corner. Vimos este sítio e, por coincidência, percebemos que a Maria é grande amiga do dono do prédio. Agarrámos logo." Enquanto a conversa corre, chega à mesa uma das sobremesas disponíveis na casa: brownie de chocolate com caramelo, nozes e gelado de nata (4,50€). 

 

 

Cremoso e contrastante, o brownie de chocolate e caramelo e o gelado encontram-se
Fotografia: Manuel Manso

 

Sobre o conceito, Diogo diz que não quer formalidades. "Queremos um ambiente descontraído, não há lógica de restaurante. Os tacos comem-se à mão, a cerveja é sem copo. É para besuntar os dedos, mesmo". E assegura que, apesar do aparecimento de mais espaços de cozinha mexicana, a concorrência não é má, pelo contrário: "As pessoas vão tendo cada vez mais mais opções e isso é bom".

Calçada Bento da Rocha, 4A (Rato). 21 5900716. Seg-Ter 10.00-15.00/18.00-22.00. Qua-Sáb 12.00-23.00.

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