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Centro de Realidade Virtual: aqui há cinema imersivo, escape rooms ou uma escalada ao Evereste

Centro de Realidade Virtual
Manuel Manso

Nem tudo é o que parece. E aqui as coisas só o são quando puser uns óculos XPTO que o transportam para outra realidade. O Centro de Realidade Virtual abriu no Parque das Nações e tem um leque de mais de duas dezenas de experiências para poder viver sozinho ou em grupo.

O espaço é servido apenas por um balcão e uma sala delimitada por grandes cortinas pretas, que se fecham quando alguém entra em acção. Nuno Micaelo é a cara que o recebe e o responsável pelo projecto, depois de se cansar de ver moléculas com equipamentos obsoletos. "Sou formado em bioquímica computacional e estive muito tempo à espera que a tecnologia se desenvolvesse a este nível, mesmo ao nível do que fazia em laboratório", confessa. "Depois a ideia de mostrar isso às pessoas associando-lhe uma parte lúdica foi o que me fez dar o salto para abrir o Centro".

Nuno quer distanciar-se da maior parte das experiências de realidade virtual que ainda estão muito ligadas ao universo dos gamers, e aqui, diz, os jogos são para toda a família.

Aqui os participantes compram o tempo e não a experiência, por isso consoante o período que comprar poderá escolher várias experiências. Subir ao Evereste, conhecer a anatomia e órgãos do corpo humano, enfrentar o medo das alturas, ser um ninja de supermercado ou viajar até ao outro lado do mundo com uma visita por Google Earth. Nuno tem ainda disponível uma experiência de cinema imersivo, onde se pode aventurar quase como uma personagem do filme, com aquela sensação de que “o que vê é real”. Neste sentido, Nuno não desiste da ideia de criar um festival de cinema em realidade virtual, mas por enquanto “ainda é só uma ideia a desenvolver”.

©Manuel Manso

Outra das experiências que só pode encontrar nesta morada é a experiência de escape room virtual, onde há movimentação livre e onde “os desafios e enigmas são bastante criativos e impossíveis de fazer na realidade”, conta Nuno que, no futuro, quer desenvolver escape rooms com cenários tipicamente portugueses – imagina-se a partir numa caravela?

“A vantagem da realidade virtual é que podemos viver experiências que ou são impossíveis de se viverem no mundo real ou então são muito caras, como viajar, por exemplo”, explica Nuno. “Aqui não há grandes limites e isso é bom.”

Pode optar por jogar 30 (20€), 45 (25€) ou 60 minutos (30€), mas se marcar através do site tem um desconto para aproveitar. 

O Centro de Realidade Virtual tem equipamento portátil para poder montar a festa onde for necessário. “Também temos uma versão portátil, ou seja, podemos ir e levar todo este sistema connosco para montamos a festa onde as pessoas quiserem”, explica, dizendo que são muito requisitados para festas de aniversário e team buildings.

Mas nem tudo é brincadeira – Nuno foi mais além. Com ajuda de uma equipa, está a desenvolver um projecto de imobiliário que permite visitas em realidade virtual a casas por todo o país. “Ainda este ano queremos já implementar nalgumas agentes imobiliárias este projecto único”, diz. “Mostrar casas em realidade virtual poupa tempo e dinheiro a todos, antes de o cliente, por exemplo, se decidir a visitar a casa fisicamente.”

Nuno e a sua equipa fotografam as casas com uma câmara assistida por laser e combinam essa tecnologia com uns óculos semelhantes aos que pode usar no Centro para se divertir – o levantamento imobiliário já está a ser feito em várias zonas do país e “quer revolucionar o negócio imobiliário”, remata Nuno.

Rua do Mar Vermelho, Loja 2C (Parque das Nações). Seg-dom 11.00-21.00 (Por Marcação). 

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