Coisas radicais para fazer em Lisboa

Saltos para o Tejo, quartos escuros, desportos radicais e até uma casa de banho pública que se transforma em discoteca. Temos muitas ideias para lhe pôr o coração a bater mais depressa. E para fazer em Lisboa

Fotografia: Arlindo CamachoCoastering, cinco desportos radicais em um

Aviso prévio: este artigo é impróprio para cardíacos. Os níveis de adrenalina prometem subir só de ler. É que visitar uma casa de terror, fazer coastering, ir a um restaurante clandestino, saltar de asa delta ou passear pela serra de Sintra à noite não é para meninos. Destemidos da cidade: aqui estão coisas radicais para fazer em Lisboa. E riscar da bucket list.

Coisas radicais para fazer em Lisboa

Salte como o King Kong

Se até há pouco tempo ainda não se ouvia falar em parkour, a Spot Real, a escola que abriu em Marvila no final de 2015, já tem dezenas de alunos regulares e de “todas as idades” que pagam perto de 34,95€ de mensalidade para andarem a ultrapassar obstáculos quantas vezes por semana quiserem. Não há grande risco de se magoar, até porque o espaço está forrado de piscinas de esponjas para amparar as quedas e de monitores que o vão ensinar a saltar praticamente de prédio em prédio, o que pode ser bom para se desenrascar quando deixar as chaves dentro de casa.

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Marvila

Peça molho picante

O hot pot, um fondue chinês para quatro pessoas e que custa 130 euros, já se tornou numa espécie de ritual no The Old House e tem de se reservar com pelo menos um dia de antecedência. O objectivo é cozinhar vários ingredientes dentro de um caldo de borrego e milho ou de galinha e castanha. Às tantas, entre almôndegas de peixe e afins, já nem sabemos bem o que estamos a comer. Para um almoço com mais adrenalina, e apesar de o prato “mais radical” ser o peixe picante, diz-nos um empregado, escolha o molho picante para hot pod e abuse.

+ O The Old House é um dos melhores restaurantes chineses em Lisboa. Descubra os outros. 

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Parque das Nações
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Brinque ao quarto escuro

Se não tem medo do escuro e está à procura de novas experiências sem que o reconheçam, talvez esteja na altura de experimentar – ou de voltar – ao quarto escuro de um bar ou discoteca gay. O que se passa lá? Sexo com desconhecidos, ora essa. No Construction, uma das mais populares discotecas gay da cidade, o quarto escuro fica no terceiro piso, afastado da pista de dança, para poder escapar quando lhe apetecer – e depois de alguns copos, quando se sentir mais desinibido. Outros quartos escuros populares no Príncipe Real entre a comunidade são o do WoofX, perto da Praça das Flores e mais virado para bears, e o do The Cock, este último a funcionar em after-hours às sextas e sábados, das três às nove da manhã.

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Princípe Real

Seja o Tarzan

O Mega Circuito do Adventure Park é um dos maiores circuitos de arborismo da Península Ibérica, embora para alguns viciados em adrenalina possa parecer uma brincadeira de crianças. Crianças com mais de 1,40 metros, entenda-se, a altura mínima para poder participar. Há obstáculos suficientes para garantir muita macacada nas árvores – ao todo são 45 obstáculos – e a acontecer a 12 metros de altura na parte mais alta do percurso. O “salto do Tarzan”, como lhe chamam no parque, é um dos mais afamados, “a simular uma liana e uma espécie de bungee jumping”, explica um dos funcionários.

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Entre no Cirque du Soleil

Desde que abriu, o Bounce tem levado à letra o grito que se costuma ouvir em jogos do Benfica: “Tudo a saltar!” Aqui toda a gente salta nos mais de 100 trampolins e até já se inventou uma espécie de jogo do mata nas alturas, o dodgeball. Quem lá trabalha pode recomendar o melhor trampolim para quem procura voos dignos da águia Vitória, como os do Super Tramp, com cinco por cinco metros, “o preferido dos atletas e ginastas avançados”, dizem-nos. Se a ideia é uma atracção mais à Cirque du Soleil, salte no The Wall, em que o objectivo é andar pelas paredes. Garantem eles que é “mais fácil do que parece”.

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Grande Lisboa

Suba às paredes

Num Rocódromo não há rock, mas há rochas artificiais – que é como quem diz... paredes – para poder escalar indoor antes de começar a subir falésias ou escadotes para mudar lâmpadas. Com uma parede de 4,80 metros de altura e num armazém com uma área escalável de 300 metros quadrados, a segurança no Vertigo não é feita com cordas, mas sim com colchões especiais no chão. Os cursos de escalada, com vários níveis, do iniciado ao avançado, são bons também para quem quer superar a acrofobia, o medo de lugares altos. Depois de ganhar alguma experiência em escalada aventure-se nas arribas do Farol da Guia.

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Marvila
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Voe mais alto

Voe mais alto

A escola de voo Espiral começou em 2002 com aulas de asa delta, mas depressa se deixou disso. “O parapente ficou na moda, até porque é mais barato e o material é mais fácil de transportar, cabe numa mochila grande”, conta Ricardo Diniz, o dono da escola e instrutor. Hoje em dia, os baptismos de voo e cursos de parapente são muito procurados por “homens, entre os 30 e os 45 anos, que sonharam voar ou que já fizeram paraquedismo”, mas as mulheres normalmente são quem tem mais jeito para a coisa, confessa. “Os homens geralmente são mais brutos, é tudo uma questão de sensibilidade.” Há cursos que duram entre dois e três meses com aulas teóricas e práticas e baptismos de voo para quem quer experimentar, “sentado numa cadeirinha com o instrutor”, que também podem ser emocionantes. Os voos acontecem nas praias da Linha de Sintra e da Costa da Caparica.

Espiral, aulas teóricas nos Olivais, aulas práticas na linha de Sintra e Caparica. Baptismo de voo a partir de 39,90€ (20 minutos), cursos a 820€, com seguro incluído. 96 975 71 24

Ande às cegas por Alfama

Ande às cegas por Alfama

Subir e descer Alfama já pode ser complicado, mais ainda com os olhos vendados. A Lisbon Walker diz que às cegas é a melhor maneira de sentir a cidade, “o cheiro das sardinhas a assar, o som do fado que se ouve ao longe e tantas outras aventuras sensoriais”, que podem ser mais inesquecíveis do que uma actividade radical. Os passeios são conduzidos por um guia invisual da ACAPO e duram uma hora e meia.

Lisbon Walker, R. do Jardim do Tabaco, 126. Por marcação através de info@lisbonwalker.com. Máximo de 10 participantes por passeio. 96 357 5635

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Surfe todos os dias do ano

Surfe todos os dias do ano

Já se sabe que não é fácil pôr-se de pé em cima da prancha, mas pelo menos não se vai magoar quando cair. Aproveite as ondas de Primavera para se aventurar numas aulas de surf: o mais provável é ficar viciado. A Carcavelos Surf School, com mais de 15 anos, foi a primeira de muitas escolas de surf em Carcavelos e está aberta todos os dias do ano, incluindo fins-de-semana e feriados, para que nunca lhe falte tempo para aprender. Eles fornecem o material.

Carcavelos Surf School, Praia de Carcavelos. Pack de 4 aulas 75 euros; 8 aulas 140 euros. 96 285 04 97

Caminhe à noite em Sintra

Caminhe à noite em Sintra

Miguel Boim, o autor do livro Sintra Lendária – Histórias e Lendas do Monte da Lua, lançado em 2014, tornou-se conhecido pela sua página de Facebook “O Caminheiro”, onde vai divulgando os passeios nocturnos que faz pela serra, uma paixão de há muitos anos. Ninguém melhor que ele para nos guiar pelo escuro, ao longo de 6 km, em que só as histórias e lendas mais bizarras de Sintra vão quebrando o silêncio. O ponto de encontro geralmente é na vila, às 21.30, e a caminhada dura perto de três horas, com várias paragens. A programação está no Facebook.

Inscrições limitadas e através de caminheiro.de.sintra@gmail.com, 96 754 60 90. 6€/pessoa

+ Descubra mais 30 coisas para fazer em Sintra.

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