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Cerveja Bolina
Melissa Vieira

Cerveja Bolina: Há uma nova cervejeira em Marvila

A Cerveja Bolina deixou a Azambuja e foi à boleia do vento até Marvila. Abriu uma tap room em que a comida andará a reboque da cerveja.

Por Sebastião Almeida
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Há oito anos, dois irmãos vindos dos Açores para estudar em Lisboa começaram a fazer cerveja por brincadeira. Enquanto se debatiam com os cursos de engenharia civil e electrotécnica, Miguel e Duarte Menezes iam experimentando lúpulos e fermentações, numa altura em que se começava a falar de cerveja artesanal em Portugal. Em 2014, a coisa tornou-se séria e abriram uma fábrica na Azambuja. À cerveja, chamaram-lhe Bolina.

Seis anos depois, o Ribatejo ficou para trás e rumaram até Marvila, onde se instalaram recentemente. Abriram uma nova tap room há duas semanas, depois de terem recuperado um edifício que estava abandonado há quase 50 anos, conta Rui Bento, cervejeiro e gestor de operações da marca. Em breve a fábrica onde se produz a Bolina ficará ali instalada, paredes meias com a zona de restauração. Na parte de cima, há um terraço generoso, que ainda está a ser ultimado, ideal para os finais de tarde e para as noites quentes de Verão.

Cerveja Bolina
Melissa Vieira

O negócio foi crescendo e crescendo, até que no último ano a marca fez um investimento maior e contratou pessoas de fora. Rui Bento foi uma delas. Um dos irmãos já não está tão envolvido no negócio, mas há agora uma estrutura maior a planear e a gerir tudo. O objectivo, explica o cervejeiro, “é aliar a cerveja artesanal à restauração”. Ter uma oferta mais de faca e garfo, que nem sempre se encontra em espaços similares da cidade.

Por agora, a oferta gastronómica está limitada devido à pandemia. Ainda estão a ser ultimados alguns pormenores, mas quem visitar a cervejeira encontrará hambúrgueres de queijo e bacon (9€), de brie (9€) e vegano (9,5€). Em matéria de tostas, há mista (3,5€), brie, mel e agrião (5€) e de pasta de atum (5€). Se quiser outra opção, tem tábuas de queijo (11,9€) e chouriço assado (7€).

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Melissa Vieira

Aqui, a atenção ao produto será o mais importante. “A carne dos hambúrgueres é da Carnealentejana”, exemplifica Rui. Daqui por uns tempos, a intenção é servir comida mais substancial, como bitoques e outros pratos que se encontram nos restaurantes ditos convencionais. Na Bolina, a cerveja andará sempre à volta, influenciando o que se come.

Falando de cervejas, que no fundo são a alma da casa, “há seis na primeira linha”. Estas cervejas encontram-se nas superfícies comerciais, mas também há espaço na torneira para cervejas convidadas. A intenção é que estejam sempre a entrar e a sair novidades. É o caso da Desconfinada (2,4€), uma Session IPA desenvolvida em colaboração com as outras três cervejeiras do bairro (Musa, Dois Corvos e Lince) para um evento que não chegou a acontecer devido à pandemia. Esteve quatro meses a fermentar “e só ficou ainda melhor”, assegura o responsável da Bolina.

Cerveja bolina
A tábua de queijosMelissa Vieira

Em duas semanas, a previsão é que a fábrica já esteja a produzir na nova morada. Lá para Agosto ou Setembro deverão sair “coisas novas”. Poderá ser o caso de cervejas que serão deixadas a estagiar em barricas de whiskey, bourbon ou vinho, ou de uma nova Grape Ale, feita com mosto de uva. “O céu é o limite em matéria de cerveja.” 

Rua do Vale Formoso, 9 (Marvila). Qua-Sex 15.00-23.00. Sáb 14.00-23.00, Dom 14.00-21.00.

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