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"Chama": a exposição com obras de Júlio Pomar, Rita Ferreira e Sara Bichão

Júlio Pomar

A ideia é unir, criar uma ligação. Aliás, sempre foi essa a premissa do Atelier-Museu Júlio Pomar — procurar cruzar a criação do pintor com a contemporaneidade. Em “Chama”, a exposição que inaugura esta quinta-feira, a chave de ouro continua a ser essa, mas desta vez une as obras de Júlio Pomar e das duas jovens artistas Rita Ferreira e Sara Bichão.

Sara Antónia Matos, curadora, pensou a exposição, desde a sua génese, como uma intervenção específica no espaço do Atelier-Museu. A dimensão da arte aqui abordada não tem o destaque que a curadora gostava que tivesse, fala-se de uma dimensão  “visceral, associada à libertação de energias intuitivas, por vezes com uma vertente escatológica, envolvida na produção da arte”, explica Sara em comunicado.

Em Pomar há uma certa necessidade de expurga que tem que ver com a necessidade de experimentar tudo com a máxima urgência e intensidade, algo que está patente nas suas assemblages, algumas das quais em exposição, que “transparecem um prazer de ‘domar’, ‘converter’, um resto ou despojo num objecto com novo sentido”, acrescenta Sara. Estas assemblages do pintor datam da década de 60, época em que o artista se encontrava insatisfeito com a produção pictórica que andava a fazer, o que  poderá ter dado um novo rumo ao seu trabalho. “São peças que trazem consigo uma energia bruta, uma intuição visceral, desregrada, liberta do controlo das lógicas racionais – aspectos também presentes nos trabalhos de Rita Ferreira e Sara Bichão”, diz.

E, como se trata de artistas que não têm materiais e textos de fundamentação sobre as suas obras, o Atelier-Museu decidiu desenvolver também uma primeira publicação individual, sobre cada uma, de modo a dar a conhecer os seus trabalhos anteriores das artistas e permitir uma compreensão mais alargada do seu percurso.

A exposição vai estar patente até 29 de Abril.

Atelier-Museu Júlio Pomar. Rua Vale, 7. Ter-Dom 10.00-13.00/14.00-18.00. 2€.

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