"Arte & Moda", Museu Calouste Gulbenkian
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As exposições em Lisboa a não perder este mês

Artes plásticas, fotografia e mostras documentais. Este mês, a agenda de exposições em Lisboa não dá descanso.

Mauro Gonçalves
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Entre museus, galerias e outros espaços que acolhem propostas artísticas, Lisboa está cheia de boas opções para quem procura exposições para visitar – sejam elas de pintura, escultura, fotográficas ou documentais; de autores portugueses ou com grandes nomes internacionais em destaque. Afinal, estamos numa cidade que tem ganhado importância no panorama internacional da arte. Os coleccionadores estão de olhos postos em Lisboa, os artistas e galeristas idem. Por isso, não seja o único a ficar de fora do circuito. Pegue na agenda e tome nota das exposições que não pode perder este mês, em Lisboa.

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Exposições em Lisboa este mês

  • Arte
  • Chiado/Cais do Sodré
No âmbito das Comemorações do Centenário do Nascimento de Júlio Pomar, esta exposição percorre mais de sete décadas da obra do artista, através de cerca de 50 obras – entre gravuras, desenhos, pinturas, esculturas e assemblagens –, provenientes de várias colecções públicas e privadas.
  • Arte
  • Belém
A partir das vivências e registos de um grupo de mulheres que serviram na Guerra Colonial Portuguesa como enfermeiras pára-quedistas, Margarida Correia monta uma exposição de fotobiografias. A história destas mulheres num contexto de ditadura e opressão, mas também o que experienciaram durante o tempo de serviço em África e como as suas vidas se desenrolaram depois da queda do regime compõem uma exposição fotográfica e documental, dividida em pequenas salas.
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  • Arte
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
Estávamos em 1986 e Portugal tinha acabado de entrar na Comunidade Económica Europeia (CEE). Pouco depois, dois fotógrafos alemães, Ute e Werner Mahler, aterraram em Lisboa, acompanhados pelo jornalista Wolfgang Kil. A ideia era comporem um livro de viagens, destinado aos residentes da República Democrática Alemã (RDA). São estas imagens que estarão expostas em mupis na Praça dos Restauradores a partir do dia 4 de Maio, naquele que é talvez o momento de maior visibilidade do Ciclo Narrativa, festival de fotografia organizado pela associação fundada pelo fotógrafo Mário Cruz, que inclui ainda a exposição "Luciérnagas", no espaço da galeria, entre outras iniciativas.
  • Arte
  • Belém
Gravuras, desenhos, relevos e esculturas de um dos artistas mais proeminentes da cena contemporânea portuguesa ocupam o eixo longitudinal do piso 0 do MAC/CCB. A selecção de obras para esta exposição individual revela a investigação contínua do artista sobre temas como o corpo, a escala, o espaço e a arquitectura, explorando os limites e as relações múltiplas entre o plano e o tridimensional. Esta é a segunda grande exposição do artista natural do Porto no Centro Cultural de Belém e tem a curadoria de Luiz Camillo Osorio, que decidiu organizar a mostra entre o fazer gráfico, a tradição construtiva e os elementos arquitectónicos e o rigor plástico do artista.
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  • Arte
  • Marvila
É a primeira exposição de Lucas Zanotto em solo europeu e apresenta um conjunto de animações digitais, responsáveis por criar na Eterno um ambiente imersivo. Simultaneamente, o artista expõe uma selecção de esculturas em cerâmica e serigrafias derivadas das obras digitais. No centro da criação do artista italiano estão estas "figuras ambiguas, entre o abstracto e o humano".
  • Arte
  • Fotografia
  • Alcântara
De que forma os estímulos do ambiente interferem na nossa memória, corpo e relação com o espaço? Foi com esta pergunta, e com enfoque nos diversos cheiros que sentiu, que Rita Barros, fotógrafa portuguesa residente em Nova Iorque (desde os anos 80 no emblemático Chelsea Hotel, por onde passaram figuras como Patti Smith, Janis Joplin ou Mark Twain), desenvolveu este exercício visual. Aqui, a fotografia é meio e fim para mostrar o que paradoxalmente é invisível. Da exposição faz também parte um livro da também professora na New York University, para folhear mas não apenas para ver, tal como toda a mostra.
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  • Arte
  • Belém
A ARCOlisboa está de volta, pela mão da IFEMA (Feira Internacional de Madrid) e da Câmara Municipal de Lisboa, e como em equipa vencedora não se mexe, mantém-se no local habitual, a Cordoaria Nacional. Tal como aconteceu nas edições anteriores, a feira internacional de arte contemporânea divide-se em três núcleos artísticos, contando, desta vez, entre os dias 28 e 31 de Maio, com um total de 470 artistas, 86 galerias e 19 países representados.
  • Arte
  • Baixa Pombalina
Teresa Couto Pinto foi fotógrafa, agente e amiga de António Variações. Com a sua máquina fotográfica, captou a essência e a espontaneidade do músico como nenhuma outra pessoa. Até final de Maio, o MUDE, em colaboração com a Terra Esplêndida, recebe a exposição "Meu nome António", com 85 destas imagens e ainda uma selecção de vestuário e acessórios usados pelo artista, que nasceu em Dezembro de 1944.
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  • Arte
  • Marvila
Até dia 17 de Abril, Rita João é o primeiro de cinco nomes desafiados a integrar "The Studio", um programa de residências durante o qual a galeria permanece aberta ao público. Quem aparecer poderá, assim, ver os artistas em acção. Depois da artista, será a vez de Tamara Alves (18 a 24 de Abril). Seguem-se Nuno Viegas (28 de Abril a 2 de Maio), ±MaisMenos± (5 a 8 de Maio) e, por fim, Wasted Rita (9 a 14 de Maio). Durante este período, o processo de construção da exposição final será contínuo. Os trabalhos dos vários artistas vão acumular-se no espaço, sendo cada um responsável pela forma como as suas obras serão apresentadas ao público. A exposição colectiva inaugura a 15 de Maio e pode ser vista pelo público até ao final do dia seguinte, sábado, 16 de Maio.
  • Arte
  • Avenidas Novas
Cada instalação de João Penalva é, por si só, uma exposição. Em torno de um processo, de um acontecimento, de uma figura. Numa altura em que imersivo é terminologia banalizada, a obra do artista – que começou por ser bailarino – absorve e demora-nos. "Personagens e Intérpretes" é a exposição que ocupa todas as galerias da Culturgest. Patente até 12 de Julho, a densidade da mostra pode implicar mais do que visita. Já a pensar nisso, adaptou-se a bilheteira – um único bilhete pode ser usado mais do que uma vez.

Mais coisas para fazer em Lisboa

As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há lugar para a cozinha de autor, de fogo, de peixe e marisco, para reinterpretações do receituário familiar, para neo-tascas, para aproximações à culinária japonesa, à italiana e à americana, sem esquecer o belo do frango assado.

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