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Chegou a hora de ir para a "Mesa" no LU.CA

Mesa LU.CA
Cortesia das Comédias do Minho

No LU.CA - Teatro Luís de Camões, ir para a mesa não é sinónimo almoçar ou jantar. E por falar em sinónimos, aproveitámos a estreia da peça infantil Mesa para ir ao dicionário perceber se uma mesa é uma mesa, ou se é isso e muito mais.

“me.sa - substantivo feminino singular. 1. Móvel composto por um tampo horizontal de madeira, metal, mármore ou qualquer outro material, sustido por um ou mais pés. 2. Conjunto dos objectos necessários para uma refeição sobre esse móvel [pôr a mesa]. 3. Alimentação diária ou habitual. 4. [Geologia]  Terreno plano em certa altitude. 5. Superfície plana do bilhar. 6. Conjunto do presidente e secretários de uma assembleia, associação, confraria, etc. 7. Repartição de verificação e despacho (da alfândega) (...)”

No dicionário online Priberam, a definição da palavra “mesa” prolonga-se por mais sete pontos, o que prova que uma mesa não é só uma mesa – precisamente o que a peça infantil Mesa, de Catarina Requeijo, e o livro que lhe serviu de ponto de partida, Uma Mesa é uma Mesa. Será?, de Isabel Minhós Martins  e Madalena Matoso, querem mostrar aos alfacinhas.

 

Os irmãos da peça infantil Mesa
Cortesia das Comédias do Minho

 

A partir desta quarta (6 de Novembro) para escolas, e nos dois fins-de-semana seguintes, para famílias, a peça de teatro das Comédias do Minho, em parceria com a Materiais Diversos e o LU.CA - Teatro Luís de Camões, põe dois irmãos em cima do palco (interpretados por Ana Valente e Victor Yovani) com perspectivas bem diferentes daquele “objecto agregador que é tão importante mas que se torna invisível por ser tão presente”, descreve a encenadora Catarina Requeijo.

Ele prefere o lado de cima da mesa, onde ensaia para ser um grande actor; ela prefere esconder-se por baixo do tampo, para dormir com o cão Pneu – e não se incomoda nada com as migalhas que estão no chão. Pelo caminho, mas sempre à volta da mesa, as personagens recordam memórias do passado e fazem um jogo sem palavras com tudo o que uma mesa pode ser: um obstáculo para  ultrapassar, como nos Jogos Olímpicos, uma barricada, um esconderijo, um encosto para ver televisão e comer pipocas, uma prancha de surf para cavalgar as ondas ou uma passadeira para  uma corridinha.

Já Rosa, a personagem principal do livro da Planeta Tangerina, descobre, depois de uma conversa com a avó, que cada pessoa vê a mesa de uma forma diferente: para o carpinteiro, o poeta, a senhora do café, o cientista ou o halterofilista, não é apenas o material, o tamanho e o feitio que interessam, mas sim o que se vive sobre (ou sob) a mesa.

“Não me preocupei muito em ter uma moral da história”, diz Catarina Requeijo sobre a peça que agora estreia. “O que queria era que miúdos e adultos olhassem para a mesa e pensassem nela como se fosse a primeira vez – a mesa e, já agora, tudo o que nos rodeia.”

Mesa

Cortesia das Comédias do Minho

Além do livro, a encendora foi buscar inspiração à pesquisa que em Maio de 2018 pôs crianças de duas escolas portuguesas a discorrer sobre este objecto e que lhe disseram coisas como “O chão pode ser uma mesa. Se puseres uma toalha”, “As mesas sentem? Não sei. Nunca fui uma mesa” ou “A mesa é um lugar para estar sozinho. Também.” 

LU.CA - Teatro Luís de Camões, Calçada da Ajuda, 80. Sáb 16.30, Dom 11.30 e 16.30 (até 17 de Novembro). 3€ (crianças) 7€ (adultos) +6

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