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A Brasileira de Lisboa
©Gabriell VieiraPastéis de nata d'A Brasileira

Cinco coisas que não sabe sobre... A Brasileira

Por Renata Lima Lobo
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O jornal britânico Telegraph fez uma lista dos 14 melhores cafés históricos da Europa que tem de visitar antes de morrer. Um deles é nosso. "Antigo", "dourado" e "escurinho" são os adjectivos que a publicação escolheu para descrever A Brasileira. Nós escolhemos estas cinco curiosidades.

1 – O café no Chiado foi o último fundado por Adriano Telles, que depois de ter enriquecido no Brasil com o negócio do café regressou a Portugal. E é o principal culpado pelo desenfreado consumo de café no nosso país, até então quase inexistente. Primeiro abriu uma Brasileira na sua terra natal, Alvarenga; depois outra no Porto e ainda uma em Sevilha. Mas a de Lisboa, inaugurada a 19 de Novembro de 1905 e que ainda teve mais irmãs em Braga e Coimbra, é a única que resta. No entanto, o café A Brasileira do Porto pode renascer no final do ano integrado num hotel de luxo.

2 – Foi um dos primeiros museus abertos ao público em Lisboa. Nas paredes já estiveram pendurados quadros de Almada Negreiros, Eduardo Viana e Jorge Barradas, alguns dos pintores modernistas que frequentavam A Brasileira, uma ideia do jornalista Norberto de Araújo, do Diário de Lisboa, e do arquitecto José Pacheco, então director da revista Contemporânea. Em 1971, foram substituídos por obras de artistas mais contemporâneos como Manuel Baptista ou António Palolo.

3 – Só desde o início dos anos 90 é que se pode beber uma bica na esplanada. Para consumir cafeína ao ar livre tinha de pedir um café duplo ou nada feito.

4  – Quem nunca puxou o lustro à estátua do Fernando Pessoa? A obra foi inaugurada a 13 de Junho de 1988, dia santo em Lisboa, e é da autoria de Lagoa Henriques. O mestre tem ainda outra obra em Lisboa, menos fotografada, mas mais viajada, que pode ser admirada no Jardim Amália Rodrigues, no topo do Parque Eduardo VII: chama-se O Segredo, também esculpida em bronze, e apresenta duas figuras femininas a segredar. Data de 1961 e esteve exposta no Museu Rodin em Paris. Em 1988 foi colocada na Avenida da Liberdade no âmbito da Libesc’88 - Bienal Internacional de Escultura e Instalação e dez anos depois assentou arraiais no local actual.

5 – Reza a lenda que a designação “bica” nasceu aqui, uma versão da história que defende que Adriano Telles afixou um cartaz no café onde se lia: “Beba Isto Com Açúcar (B.I.C.A.!)”. 

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