[category]
[title]
É o Dia dos Monumentos e Sítios e assinala-se a 18 de Abril com uma programação especial – e maioritariamente gratuita. O roteiro inclui Castelo de São Jorge ou Padrão dos Descobrimentos.

Foi instituído em 1982 pelo ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios, na sigla em inglês) e aprovado pela UNESCO no ano seguinte. A partir de então, todos os anos, há um dia do calendário reservado a um olhar especial sobre o património. Abrem-se monumentos (ou parte deles) que normalmente estão fechados ao público, reavivam-se histórias e personagens do passado através de visitas guiadas e há lugar para oficinas, espectáculos e conferências.
Este ano, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, 18 de Abril, inclui visitas guiadas aos interstícios do Teatro São Luiz, às caldeiras da Central Tejo ou à Torre do Tombo. Deixamos-lhe uma selecção do que fazer nesta quinta-feira comandada pela UNESCO.
O Arquivo Nacional da Torre do Tombo mostra a sua imponência "como guardião da história", em duas visitas (às 10.30 e às 14.30) que destacam "alguns momentos de catástrofes, conflitos e mudanças sociais" da História. O tema em destaque é a influência da Carta de Lei de Abolição da Pena de Morte na evolução dos direitos humanos na Europa.
Quem quiser alinhar neste plano, tem de se entregar por inteiro, já que a inscrição (obrigatória) nesta actividade implica ir a dois espaços de Lisboa. Em causa estão as visitas (às 10.00 e às 14.00) a dois espaços cénicos da cidade, com as suas "histórias, rituais, coreografias e adereços próprios". Primeiro, a equipa do Teatro São Luiz conduz a visita à Igreja de São Roque; depois, a equipa de Cultura da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (que gere a igreja) guia os visitantes nos espaços do São Luiz.
O dia 18 de Abril guarda dois momentos de visita gratuita ao Padrão dos Descobrimentos. O primeiro é às 14.30 e transforma-se numa oficina de conservação e restauro à descoberta dos estragos da Rosa-dos-Ventos, logo na entrada do monumento. O convite aprofunda-se assim: "Veste a bata, calça as luvas, porque neste dia vais ser conservador-restaurador!" Já às 18.00 a visita incide sobre a emergência climática e os "complexos desafios" que tem imposto às áreas de conservação e restauro, numa abordagem bastante em linha com o tema deste Dia Internacional dos Museus: “Catástrofes e conflitos à luz da Carta de Veneza”, fazendo olhar para o número crescente eventos "que levam à destruição de locais culturais e à deslocação em massa de populações". É necessário marcar previamente a visita.
A visita guiada fora-de-portas do Museu Bordalo Pinheiro já é habitual nesta data. No entanto, este ano é gratuita. O passeio começa às 10.00 na Assembleia da República e termina às 12.00 no Cais do Sodré, com a calçada a pintar-se do "humor singular com que Rafael Bordalo Pinheiro olhava Lisboa e as suas vivências", adianta o museu. É necessária a inscrição.
Às 18.30, há concerto no foyer do Teatro Nacional de São Carlos. A flauta de Anabela Malarranha e a harpa de Ana Ester Santos juntam-se para evocar um universo mitológico nesta casa do século XVIII. O espectáculo é gratuito, mas é preciso levantar bilhete antes.
Este é o único evento pago desta lista (são 15 euros por pessoa, mas é preciso inscrição através do e-mail visitar.maat@edp.pt), mas decidimos incluí-lo a pensar nos aficcionados do carvão e da produção de electricidade à antiga. "O Percurso Secreto desafia os visitantes e conhecerem as zonas da Central Tejo habitualmente fechadas ao público", comunica a organização. A proposta é descobrir "os vários andares das caldeiras, a sala dos reóstatos e do tapete de distribuição do carvão, a torre misturadora, o castelo da água, os túneis e outros segredos da central".
Não é no dia 18, mas tem em vista a comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. A 20 de Abril, sábado, uma visita guiada pelo Castelo de São Jorge propõe descodificar os diferentes espaços da estrutura cujas primeiras muralhas datam do século II a.C., "relacionando-os com as vivências de antigamente". A actividade está marcada para as 18.00 e inclui interpretação em língua gestual portuguesa. É gratuito, mediante inscrição.
O varino é a embarcação tradicional do Tejo, que em tempos transportou carvão ou cortiça para Lisboa e imediações, como Vila Franca de Xira, município que decide elevar o seu "Liberdade" a exemplar máximo do património neste Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. A visita não inclui um passeio no rio mas faz-se acompanhar de uma apresentação de mestre. Conservar e restaurar embarcações deste género é uma arte em extinção, que só existe em dois ou três pontos do país, e é disso que vai tratar a conversa. Para aguçar a curiosidade, fica uma breve descrição deste varino: tem 18 metros de comprimento, duas velas e 40 toneladas.
Vários locais. 18 e 20 de Abril. Vários horários. Gratuito (à excepção da visita à Central Tejo, de 15€)
+ Como se dançava no reinado de D. João I? Sintra dá-lhe uma pista
+ Leia, grátis, a edição digital da Time Out Portugal deste mês
Discover Time Out original video