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Coxinharia: o reino da coxinha fica em Alcântara

Por Sebastião Almeida
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Na Coxinharia, regressa-se às raízes dos sabores brasileiros. A coxinha é a estrela da casa e é feita da forma mais simples e tradicional: com ingredientes frescos e de qualidade.

Glauco Junqueira e Carlos Rebolo deixaram para trás o Brasil e decidiram mudar-se para Portugal. Há cinco anos e meio, quando chegaram a Lisboa, a cidade não era a mesma. As transfomações estavam no seu auge. A gentrificação instalava-se um pouco por todo o centro da cidade, restaurantes abriam em cada esquina. Mas, mesmo assim, os dois brasileiros nunca conseguiram provar uma coxinha de qualidade em Lisboa. Que fosse “quentinha e fofa”, descreve Glauco à mesa da sua Coxinharia, em Alcântara. Qualidades que, nas muitas que comeram, nunca encontraram.

Administrador de empresas e advogado, respectivamente, Glauco e Carlos deixaram para trás a vida profissional de escritório e abriram a Coxinharia para dar resposta a uma lacuna que consideravam grave. Numa cidade com tantos brasileiros, não se encontrar esta iguaria canarinha era quase um crime. “A ideia foi oferecer um produto da melhor qualidade possível que não existia”, diz.

A receita é original. “O segredo é a massa, utilizando ingredientes de muita qualidade”, refere Glauco. Para se fazer uma coxinha estaladiça é preciso usar “produtos frescos e nada de congelados”. As coxinhas nunca são iguais, pois são preparadas à mão e fritas no momento, para ficarem “sempre quentinhas”.

A tradicional, de frango, é a que os clientes mais pedem
Fotografia: Inês Félix

Há sete variedades na ementa, mas já lá vamos. A mais vendida é a original (2€), a de frango, “bem temperadinha”. Na Coxinharia, trabalha-se muito com a emoção das pessoas. “Já tive clientes que encheram os olhos de lágrimas porque dizem que é tempero de mãe”, explica Glauco sobre a forma como este salgado é feito. Salsa, cebolinho, alho e cebola são o segredo de um frango bem temperado para rechear a coxinha. Além da tradicional, há alguns twists. A coxeese (2€) “com queijo, muito queijo”, a de bacalhau (2,5€) com queijo da Serra; a croqueta (2€), “a versão carnívora”, a veggie (2€) recheada com bróculos, cogumelos e tofu, a de gambas (2,5€), recheada com creme do mesmo, abóbora e a fit (2,5€), a opção mais saudável, assada no forno com massa de batata doce e frango do campo.

Para dar resposta a todos os públicos, há quatro menus. O prato do dia, de segunda a sexta, com opções de carne ou peixe, bebida e café fica-lhe por 6,95€. O menu salada, com uma coxinha, bebida e café (4,99€). O de sopa, coxinha, bebida e café (4,99€). E, por fim, a degustação de coxinhas, quatro exemplares num só prato (6€). Ao fim-de-semana, há feijoada brasileira tradicional. “Os clientes começaram a pedir sempre essa feijoada”, conta. É completa, sem pé e rabo de porco, acompanha com arroz, farofa, couve e molho de pimenta (12,90€). “Desde então que tem sempre casa cheia”.

Da parte da tarde há uma happy hour para “confraternizar”. Há um menu de coxinha e imperial por 3€ e de café mais coxinha por 2€. Para breve, será introduzida uma nova especialidade. Um fondue de coxinha, “uma coisa maravilhosa – um blend de queijos fundidos que dá para quatro e custará cerca de 23€”.

O restaurante tem luz natural e na nova estação terá uma esplanada
Fotografia: Inês Félix

“A nossa fórmula é comida BBB. Boa, bonita e barata. Você não precisa de ter uma comida cara para ser boa”, acredita Glauco. Para o futuro, o plano passa por abrir um franchise. Mas enquanto isso não acontece, a vontade é receber bem e oferecer uma experiência que traga os clientes de volta. Portugueses ou brasileiros.

Rua Cascais, 31A (Alcântara). 21 590 3039. Seg-Sáb, 12.00-22.00.

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