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Curtas-metragens sem finais felizes? É assim o festival Triste Para Sempre

Por Renata Lima Lobo
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Para esta quinta e sexta-feira está planeado um banho de lágrimas na zona de Benfica. É o Triste Para Sempre, um ciclo de curtas-metragens que se estreia entre o Com Calma - Espaço Cultural e o Palácio Baldaya. E aqui não há finais felizes.

Um pai que embarca num ferry com dois filhos autistas (A Ferry Tale, na imagem), um jantar romântico que fica comprometido por conflitos no exterior (Fogo de Artifício), um rapaz que perde a chance de se despedir da mãe no leito da morte (A Drawing). Não comece já a chorar, guarde as lágrimas para quinta e sexta-feira. É que estas são apenas três das histórias que compõem o Triste para Sempre, festival de curtas-metragens onde não há finais felizes.

Carolina Serranito, artista plástica, António Simão, actor, e o britânico Pishdaad Modaressi, realizador, apresentam em Lisboa uma selecção do melhor do cinema triste. É pelo menos o que acredita esta pequena equipa que foi em busca de finais menos coloridos para seleccionar os  filmes do programa que se vai estender entre o Com Calma – Espaço Cultural (quinta-feira), onde serão projectadas as curtas-metragens portuguesas, e o Palácio Baldaya (sexta-feira), o palco das curtas-metragens internacionais. Tudo em Benfica. "Não pretendemos definir o que é a tristeza ou sequer como é estar triste. Interessa-nos mergulhar nesse estado de espírito em conjunto e convidar toda a gente a entrar nele connosco", explica-nos Carolina Serranito. O sucesso do festival vai-se medir em lágrimas, baba e ranho, por isso é melhor levar o pacotinho de lenços para não ter de se assoar à camisola.

Com Calma – Espaço Cultural. Rua República da Bolívia 5C (Benfica). Qui 21.30; Espaço Palácio Baldaya (Benfica). Sex 20.00. Entrada livre.

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