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Dali
Manuel Manso

Dalí: este bar é o melting pot de Campo de Ourique

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Chama-se Dalí e apesar da decoração com guitarras nas paredes não é um bar de rock. É um novo espaço para beber um copo, comer pratos de várias partes do mundo e ouvir música.

Numa edição da Time Out de 2013, o realizador, músico e autor de BD Filipe Melo revelava que o Blú Café, no Bairro Azul, era o seu segredo na cidade. O pequeno café com esplanada, tostas com boa fama e discos a cobrir as paredes fechou portas mas a música não parou. Victor Cavalheiro, o antigo dono, pegou em toda a memorabilia que decorava o espaço e levou-a para Campo de Ourique, para este novo Dalí.

É um bar? Também. É um restaurante? Também. É um café de bairro? Também. Numa altura em que cada vez mais negócios apostam em especializar-se, o Dalí quer ser tudo ao mesmo tempo. 

Victor juntou-se ao brasileiro Luiz Otávio, à sua mulher e a outro casal para abrirem o espaço, a funcionar desde segunda-feira. “Na verdade é uma homenagem ao próprio Victor”, conta Luiz Otávio. “É um grande personagem, um cara muito activo, muito bacana, que gosta muito de uma boa música.” Já agora, também tem um bigode que faz lembrar o pintor.

As paredes do Dalí estão forradas com discos de Victor, a maior parte de rock. Também há guitarras eléctricas e algumas recordações emolduradas como bilhetes para o concerto dos Scorpions e dos Iron Maiden.

No espaço de uma antiga tasca, o antigo Túnel 16, está aberto do meio-dia à meia-noite com pratos de várias partes do mundo, “sempre com um toque brasileiro”, sublinha Luiz. A “cozinha surreal”, como lhe chamam, tem petiscos como pica-pau na panelinha, moqueca e picanha brasileira, polvo à galega, carpaccio de vitela e bruschettas, ostras gratinadas, cachorros e hambúrgueres, e até sashimi de salmão. Uma mistura de pratos de vários países. Tem também uma boa carta de bebidas para qualquer hora do dia – e note-se que não há muitos bares por estas bandas.

Além das cervejas artesanais nacionais, há grande variedade de cervejas estrangeiras, uma aposta em “vinhos surpreendentes” e uma preocupação com as bebidas brancas, para satisfazer, por exemplo, quem está com desejos de um “whisky japonês”.

A ideia é criar um melting pot de bairro, com tardes dedicadas a comidas específicas e banda sonora a condizer. Por exemplo, “uma brincadeira com comida italiana com música italiana ou fado com comida portuguesa”, continua Luiz.

Mais que um bar, o Dalí quer ser uma “experiência”, dizem os donos. “Uma experiência de decoração, de comida, de bebida”, resume Victor. “Tudo.”

Seg-Sáb, 12.00-00.00, na Rua de Infantaria 16, 43 (Campo de Ourique)

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