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daLuca: não é uma pizzaria nem um restaurante, é o melhor de Itália

daLuca
©Manuel Manso

O chef Luca Salvadori, o italiano responsável pelo covil da Madragoa (o Il Covo, presença forte no guia de restaurantes da Time Out), abriu uma ristoria pizzorante. “Não é restaurante nem pizzaria”, justifica.

Luca Salvadori perdeu a conta às vezes que lhe pediram para começar a fazer pizza num dos seus restaurantes, seja o Il Covo, na Madragoa, ou o mais recente Cantina di Chef, em Almada. O chef italiano não achou que tivesse a experiência necessária para se atirar às massas, então chamou o maestro pizzaiolo Roberto, presidente da Associazione Pizzaiuoli Napolitani, para escolher farinhas, tomar conta das massas de fermentação longa e fazer a coisa à sério, e abriu o daLuca, em Alcântara. 

 

Roberto e Luca com uma pizza napolitana e outra de Turim
Fotografia: Manuel Manso

 

"Agora tenho três restaurantes e são os três totalmente diferentes. No Il Covo estamos a tentar fazer uma coisa mais sofisticada, com comida de autor e pratos únicos. A Cantina é uma trattoria típica italiana, com pratos típicos, e aqui estamos a tentar fazer uma pizzaria”, explica Luca.  

Fotografia: Manuel Manso

O daLuca – no lugar da antiga marisqueira Solar de Alcântara, que entretanto já tinha tido uma vida italiana – é uma “ristoria pizzorante”, brinca. Há dois tipos de pizza: a padellino, de Turim, feita numa panela pequenina que resulta numa pizza mais alta e mais grossa, muito fofa no meio, e as verdadeiras napolitanas. Todas feitas com ingredientes maioritariamente de produção própria, das mozzarellas aos enchidos, passando por entradas como a porchetta, um leitão tipicamente romano. 

 

O pizza padellino
Fotografia: Manuel Manso

 

“Sou apologista da italianalidade. Para ser um restaurante italiano não é preciso cozinhar com ingredientes italianos, é preciso ter técnica e cozinhar com produtos do território que temos à volta”, reforça o chef. E por isso, embora pessoalmente seja mais fã das simples marinara ou Margherita, Luca Salvadori destaca a pizza Lusitaliana, com presunto pata negra e burrata de receita caseira (em versão padellino 9,50€, ou em versão napolitana 13,50€). Destaque também para a Ai 3 carpaccio, com um trio de carpaccios, de novilho, lombo de porco e veado (em versão padellino 9€, ou em versão napolitana 12,50€) ou a Ai 4 formaggi locali e pere, que ao invés de quatro queijos italianos, é feita com queijo da Serra, da Ilha, de Azeitão e um requeijão local, com pêra (em versão padellino 8,50€, ou em versão napolitana 11,50€). “São sempre quatro queijos mas declaradamente portugueses.” Ainda nas pizzas, estão lá outros clássicos como a diavola picante ou a prosciutto&funghi (em versão padellino 7€, ou em versão napolitana 9€).

Além da vertente pizzaria pura e dura, aqui há uma outra parte de cozinha que fica num “nível intermédio” entre o Il Covo e a Cantina, explica o chef. É nesse capítulo que estão as pastas frescas, feitas diariamente. Há umas cinco que vão estar sempre disponíveis, como os ravioloni recheados com requeijão e espinafres (14,50€), a bolonhesa (9,90€), a carbonara (9,90€) ou a lasanha da avó (11,90€), mas o chef vai fazendo uns especiais, como os raviolis recheados com lagosta, cozida em carvão, com um sabor fumado. 

 

Raviolis de lagosta
Fotografia: Manuel Manso

 

Depois, a cada mês, consoante o produto mais fresco da época, há pratos especiais – este mês é o dos cogumelos frescos, em Janeiro será a vez dos espargos. 

Conte ainda com pratos de carne e peixe, como o Fiorentina, o T-Bone de Florença, com 1,2kg de carne (38,50€) ou o peixe do dia, muitas vezes pescado pelo próprio Luca na Costa da Caparica. 

Ao lanche, ou como entrada, pode experimentar os pan pizza. “É uma alternativa ao pão tradicional, feito com a massa da pizza. Vem aberto em dois”, explica o chef, e coberto depois ora com fiambre e queijo (4,50€), ora caprese, com mozzarella de búfala, tomate cherry e manjericão (5,50€).

A sobremesa tem o tiramisù imperdível que estreou no Il Covo, crumble de maçã, panna cotta (todas a 3,90€) ou os gelados artesanais italianos da Mú (3,50€).

Rua da Costa, 10 (Alcântara). 93 841 5441. Qua-Seg 12.00-23.00.

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